divagações concretas concretudes abstratas

e um copo vazio está
cheio de ar

27.12.09

na cabeça é que é
no pensar é que é
no concretizar é que é
e não é também.

sem peso,
outro sentir,sim
arte.













:

22.12.09

boa noite, qual seu nome?
arnaldo e o seu?
(tempo)
boa noite arnaldo.em que posso ajudar?
boa noite.gostaria de te fazer um pedido.
pois não.
uma pizza.
pois não.(tempo)de que senhor?
metade pepino com bacon.o que você acha?
como senhor?
o que você acha.metade pepino com bacon,metade muzzarela ou metade carne seca especial,metade muzzarela?
o senhor é quem sabe.
o que combina mais.o que você acha?
(tempo)acho que pepino com com bacon é uma boa combinação com muzzarela.
ok.
(tempo)
qual tamanho senhor?
(risos)qual tamanho?
da pizza senhor.
(risos)ah sim.a pizza.familia.
entendido.mais algum item senhor?
tem borda recheada?e uma big coke.
tem sim, acréscimo de 1,00.
ok.
normal,light ou zero?
o que?ah,normal.
ok.e a broda recheada.
(tempo)quero.
de que?temos catupiry com calabresa,cheddar,catupiry com frango,chocolate e doce de leita.
de leita?
perdão de leite.
cheddar.
ok.
quanto fica?
confirmando o pedido: pizza familia, metade pepino com bacon,metade muzzarela.uma coca.não temos big coke senhor,temos de um litro e meio.pode ser?
pode.
trinta e quatro e setenta.como vai pagar?
traz troco pra cinquenta.
ok.
ok.
boa noite e tenha um bom apetite.
ok.boa noite pra você também.
você foi desconectado do nosso servidor.clique aqui se quiser pedir de novo.
:
job



o papai noel ja tava velhinho,
mancava de uma perna.
era tanta gente pra dar tchauzinho e
hohohoho que ele não conseguia esconder
o nervosismo do labio tremendo involuntário.
alguém falou pra ele: desce essas escadas, dá a volta na cabine e senta na cadeira.
ele respirou fundo e diante da longa escada, desceu.
ja no primeiro degrau o bom velhinho quase caiu. foi forte,segurou
o corrimão e mateve o sorriso.
com alguma dificuldade,cruzando olhares e tapinhas nas costas:papai noel!
andou mais um pouco,sentindo uma forte dor na sola do pé, até a
cadeira na frente de uma árvore de natal. sentou,
enfim respirou. achou que agora, algumas fotos, as seissentas pratas no bolso e
descanso. a cama quentinha e os remédios que deixou preparados na cabeceira
antes de sair pra trabalhar.
enganou se, o velhinho.

era um baile de crianças hiperativas.
de novo, lembrou da cama quentinha,
agora dando adeus




:

7.12.09

era tanta coisa pra arrumar que ele deixava a porta do armário aberta
era tanta coisa pra pensar que ele deixava o boné em casa a tarde
era tanta coisa pra dizer que ele não conseguia dizer não,nunca
era tanta gente pra dar bom dia que ele optou pelas tardes de sol
era tanto tanto que ele desistia de escrever
no meio da poesia





:

5.12.09

e nasce o.






:



queria escrever uma coisa backspace até escrever
faze backspace em faze
dizer uma coisa bakspace até uma
asenria backspace até asenria
asneira qualquer e cheia de
backspace até qualquer
que fizesse uma backspace até uma
alguém entender a minha loucura bakspace até loucura
cabeça nesse poema backspace até poema
momento
enter
enter
enter
:

30.11.09

acerto de contas



eu estudei em colégio de freiras,
fiz parte do coral,sabia todas as músicas de cor.
e sempre ouvi falar de Deus.mas sempre longe.lá no alto da igreja, que todo domingo
eu era obrigado a acordar as seis de manhã, por causa do catecismo.
minha relação com Deus sempre foi assim.Ele lá e eu aqui.E vida que segue.
Depois na idade,na falta de uma palavra melhor,adulta eu realmente rompi relações.
nietzche,pessoa,clarice,brecht,arnaldo,dostoiévski,wilde,cazuza,maiakovski, esse bando de malucos geniais,eu realmente desisti Dele.
poucas vezes eu senti a presença de Deus,
no gol da barriga que o Renato fez,no dia que a produtora disse que eu tinha passado e mais uma ou outra, sei la.
poucas vezes senti a presença forte de Deus.
não aquele Deus que eu não via nas minhas preces na escola,de freiras.
um outro.uma coisa, que não sei explicar
e Deus não é isso?a pergunta sem resposta.o que não se sabe, que talvez
se sente.
e naquele dia eu senti uma coisa e apertando o peito
uma coisa forçando minha barriga pra trás,
que fazia meus olhos encherem de água
uma força, sei lá,
não sei.
então deve ser Deus, isso.
me fez pai.
de um menino,
chamamos,Inácio.


então, naquele dia,
naquele momento em que o médico falou:menino,
eu senti.
senti mesmo que tinha alguém pertinho me dando um tapinha nas costas, me olhando com um risinho cínico e piscadela de um olho só.
tudo bem, entre os soluços do choro eu falei sem falar,
obrigado Deus!





:

27.11.09

levantou os pelinhos do braço
encheu os olhos orgulhosos
encheu os olhos orgulhosos,
a ultra sonografia.










:

23.11.09

ele queria uma água de coco.gelasíssima.mas o prefeito disse não
primeiro
depois no furo do anselmo no jornal,o perfeito
disse sim,ok
o coco pode.
então ele foi dormir sonhando com
o ar condicionado.



:

17.11.09

ser poeta é não ser.
















:
fléshimóbi
um por dia.todo dia






terça feira


descendo a lopes quintas,uma abordagem rápida.
percebi que as pessoas não se olham nos olhos quando
se cruzam na rua.
o mob:cruzei com uma senhora, uns sessenta anos, parei na frente dela
e falei,olho no olho:oi.eu sou um artista.o que a senhora tem pra me falar?
ela, me olhando com uma cara assustada e depois de uma pausa.
não sei nem o que dizer.
e voltou a andar




:
fléshimóbi
um por dia.todo dia





segunda feira

meu mob de hoje.
saindo do rebouças,
percebi os carros parando bruscamente la na
frente.
o mob: liguei o pisca alerta,percebi
atrás os carros um, depois mais um, depois outro,
todos entenderam o mob, e
responderam



:
procuro.






:
preciso.


:

9.11.09

que alegria,pensar.






:
liberdade de expressão é o caralho!!





abre aspas
Responsabilidade educacional
A educação se faz com atitude e não complacência

A Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL – dirige-se ao público e, especialmente, à sua comunidade acadêmica para divulgar o resultado da sindicância no campus de São Bernardo do Campo sobre o episódio ocorrido no dia 22 de outubro, fartamente exibido na internet e divulgado pelos veículos de comunicação.
A sindicância consoante com o Regimento Interno nos termos do artigo 216, parágrafo 5, e do artigo 207, da Constituição Federal, colheu depoimentos de alunos e alunas, professores, funcionários e da estudante envolvida, além de analisar vídeos e imagens divulgadas. Os fatos: Foi apurado que a aluna tem frequentado as dependências da unidade em trajes inadequados, indicando uma postura incompatível com o ambiente da universidade, e, apesar de alertada, não modificou seu comportamento.
A sindicância apurou que, no dia da ocorrência dos fatos, a aluna fez um percurso maior que o habitual aumentando sua exposição e ensejando, de forma, explícita, os apelos dos alunos que se manifestavam em relação à sua postura, chegando, inclusive, a posar para fotos.
Novamente, a aluna optou por um percurso maior ao se dirigir ao toalete, o que alimentou a curiosidade e o interesse de mais alunos e alunas, tendo início, então, uma aglomeração em frente ao local.
Depoimentos de colegas indicam que, no interior do toalete feminino, a aluna se negou a complementar sua vestimenta para desfazer o clima que havia criado. Foi constatado que a atitude provocativa da aluna, no dia 22 de outubro, buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar.
Em seu depoimento perante a comissão, a aluna demonstrou um comportamento instável, que oscilava entre a euforia e o desinteresse, e estava acompanhada de dois advogados e uma estagiária vinculados a uma rede de televisão. Decisão do Conselho Superior da Universidade: Diante de todos os fatos apurados pela comissão de sindicância, o Conselho Superior, amparado pelo relatório apresentado e nos termos do Regimento Interno, decidiu, com base no Capítulo IV – Regime Disciplinar, artigos 215 e seguintes:
1 – Desligar a aluna Geisy Villa Nova Arruda do quadro discente da Instituição, em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade;
2 – Suspender das atividades acadêmicas, temporariamente, os alunos envolvidos devidamente identificados no incidente ocorrido no dia 22 de outubro. A UNIBAN reafirma o seu compromisso com a responsabilidade social e a promoção dos valores que regem uma instituição de ensino superior, expressando sua posição de apoio aos seus 60 mil alunos injustamente aviltados. Nesse sentido, cabe aqui registrar o estranhamento da UNIBAN diante do comportamento da mídia que, uma vez mais, perde a oportunidade de contribuir para um debate sério e equilibrado sobre temas fundamentais como ética, juventude e universidade.
Para tanto, convida seus alunos e alunas, professores, funcionários, a comunidade e a mídia para um ciclo de seminários sobre cidadania em data a ser oportunamente informada. Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL
fecha aspas



:

24.10.09

de frente um apartamento, duas mulheres, não sei se são irmãs, primas, amigas ou namoradas.essas coisas estão sempre tão perto hoje em dia.decoração barroca, muitas borboletas coloridas e uma televisão no girovisão em um dos dois quartos. a televisão fica ligada vinte quatro horas por dia.tendo ou não gente habitando ali, a televisão segue ligada.




abaixo, a esquerda apartamento de quarto e sala, um homem e uma mulher.estão jogando baralho.hoje é sexta, são onze e trinta e um e eles jogam baralho.não sei, acho que são casados.




mais a esquerda, uns andares acima um casarão, triplex, onde de vez em quando acontecem umas festinhas.adolescentes bebendo e fumando maconha.apartamento do tipo que está em alguma pendenga judicial e o proprietário consegue arrumar um qualquer com o apezão do avô.



mais abaixo uma familia:um homem, que aparenta por volta de trinta anos,uma mulher que anda pela casa de camisola do frajola, e um casal mais velho.ninguém se fala nessa casa.eles não trocam uma palavra sequer, não sei por que. nunca os vi trocando uma palavra sequer.





a direita lá embaixo no segundo andar, um dos mais divertidos, um dois quartos.o apartamento sempre fica com as cortinas fechadas.persianas, melhor dizendo.de uns tempos pra cá, não sei por que eles tão abrindo as persianas durante o dia e de noite, sem dúvida, fechado. e com o tempo, esse abrir e fechar deixou umas partes da persiana avariadas.e agora sim, consigo interagir.mas só pequenos momentos de vida.fragmentos pinterianos.

ela acendeu a luz.andou pra frente.ela abriu o armário, tirou a alcinha da camisola.andou e saiu de quadro.
nada acontece durante um tempo.
ela apareceu na sala.ele no quarto.
ele calça um sapato.não, um tênis preto e sai de quadro.
ela, na sala, senta na cadeira.está de vestido azul claro.bonito,o vestido.e sai de quadro.
ele entra na sala e sai de quadro
tempo e que nada acontece
e a familia continua a não se falar
as festas continuam tocando músicas
eles continuam jogando baralho
a televisão lá,continua ligada

e tocou uma música do arnaldo antunes!
uma luz branca cortando o ar esfumaçado
e pano rápido.



:
que teima em não calar os dedos, não importa a hora.
que se inquieta,adora isso e quer falar.
que inflama a alma quando termina uma poesia.
mas
no fim são só palavras.



:
eu vou onde você quiser,
onde você for.
é assim,se ela tá
eu tô.
feliz




:

22.10.09

menina, ainda criança desenhada com carvão
um fundo branco e azul
um cachorro com um sorriso no rosto.
a coleira vai até a mão da criança,desenhada com carvão
bolas de sabão por todo azul
uma moldura simples de madeira e
uma parede branca atrás


:

18.10.09

incêdiado

então pra que serve essa tal de arte?
essa coisa estranha que não tem entendimento.
acaba virando cinza num apartamento no jardim botânico.
uma porção dificil de mensurar de arte na veia,
virou lágrima e uma matéria no jornal nacional.




oiticica já!
:

14.10.09

esperar é o que nos
espera
a ansiedade é um mal
que nos espera em
cada resposta a ser recebida
a cada minuto de suspensão entre o
sim e o não

esperar, esperar, esperar


:

10.10.09



mas ele só queria escrever palavras bunitas e mudar o mundo,mais nada.

e ver os balões vermelhos colorirem o azul lá em cima.

9.10.09

pra ela


então cessaria a chuva e
uma gaivota de papel surpreenderia
seus pensamentos com um bilhete escrito:amo você




:

8.10.09

e cada verso meu, será pra ti,
seu olhar melhora o meu,mas
me vem um desejo louco de gritar

e
não adianta esperar, quando alguém está perdido, procurando se encontrar
tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu.
eu vou,por que não
um brinde,o nosso astro merece!
a poesia.



saiu do banho,se riu.
se gargalhou. ruborizou até.
colocou a roupa feliz.




:

6.10.09

um prazer que rubens mantinha e adorava era o de fumar um cigarro nas noites quentes.
colocava o cigarro na boca com destreza, encostava os cotovelo entre os dois vincos da janela,de modo que não o machucasse,pegava a mesma caixinha verde e preta, sacava um dos isqueiros e enfim, recostava todo o peso do corpo nos cotovelos e em apenas uma das pernas.e esxtasiava se com o delicioso cheiro do mar que um ventinho bom levava a+a copacabana inteira.



o dia realmente tinha sido cansativo e rubens não conseguia esconder a ansiedade pra chegar em casa.acordara as sete de manhã pra levar o filho menor na escola.teve problemas pra achar o papel aluminio pra embrulhar a maçã do lanche.a tarde, depois de ouvir uma bronca velada da diretora da escola,chega atrasado ao outro encontro.sem querer me alongar no dia agitado de rubens, te digo que o bicho pegou de verdade pra ele depois da hora do almoço.


sentou de frente pra televisão, arrastou uma pequena mesa de centro,procurou um negocio, olhou de relance a coleção de isqueiros que tinha.sim, ele colecionava isqueiros.de todas as cores,de todos os tamanhos, de todos os tipos.funcionando ou nao.novos ou não, não queria saber, queria ter isqueiros e só.se ajeitou na cadeira, colocou uma caixa verde e preta na mesa.abriu com calma e com certa reverência.lá estava o que agora podia melhorar o seu dia e seu humor.só aquela pequena caixinha verde e preta.





arroz, feijão, bife e batata frita, era o que ele gostava de comer.e como era bom matar a fome com arroz,feijão,bife e batata frita.infelizmente rubens só tinha como imaginar qualquer tipo de iguaria.ele tinha que sentar pra escrever o que realmente tinha acontecido de tão cansantivo após o almoço.achou chato ter de ter de escrever alguma coisa.foi rebelde e esqueceu isso.




na janela, ele fazia poesias lindas na cabeça
na janela, ele desenhava grande cidades na cabeça
na janela, ele sonhava sonhos impossíveis, mas sonhava
na janela, ele via um mundo com cheiro de mar
na janela,ele voava junto com os passarinhos






e lá estava ele,em seu ritual diario de pequeno prazer, dele consigo mesmo.fumava o cigarro de canto de boca e sentia a brisa.uma mulher do outro lado da rua,no predio de frente o olhou fundo. uma senhora gorda, fofinha, carinha de tia legal que a gente tem.vidrou o olhar nela.algum encanto que ele não conseguia classificar no seu próprio agádê. a senhora penteava com dificuldade um cabelo liso, surrado, enfeiado pela vida. ela tem um sorriso estranho de espanto.mas fica lá.olhando.e sendo olhada.rubens falava consigo mesmo como se consultasse o outro.do outro predio a senhora deus adeuzinho com a mão e sai a luz.


hipnotizado pelo sei la o que rubens desceu a escadaria de casa e saiu.de um telefone público ligou para nossa pediu que o ajudasse.


meu querido amigo,rubens
seu sonho é muito claro. você está com baixa auto estima.
grande abraço, amigo.
do seu amigo,
Dualcei Gullar
programa desabafe com dualcei
dualceigullar@radioccarioca.com.br


:

:

5.10.09

sambinha de breque do kid morangueira/
vitrola vermelha e uma agulha nova/
o chiadinho do disco que dá saudade/
aquele sonho bom que a gente não consegue lembrar de manhã,sabe/
cheiro de mar e caixa de fósforos/
cigarro aceso no canto da boca/noite de lua.




:

30.9.09

poeta,
me dá poeta
me dá carne
me da a net,o telefone e internet,me dá poeta.
me dá o papel higienico
me da a conta do gas,da luz e o café do guarda,poeta.euq uero

me dá o condominio poeta,
a conta da creche, do leque do beque, que negue,
poeta.
me dá que eu cansei desse sonho barato que você vende a granel
não quero.quero
o feijão
o arroz
a agua e
a farinha,
prefiro.

a parte
o silencio é um suspiro.


me dá poeta,
me dá mais um poquinho de sonho que chorar cansa tanto a vista.




:
de certa forma tudo aconteceu como eu esperava
ou como eu imaginava que ia acontecer,

uma porrada no peito forte,
uma dor de cabeça pra agora.
um mundo inteiro que pesa nas costas de um segundo pro outro.

e foi assim mesmo como eu supunha,

direto
reto
sem pensar
na hora

tudo como eu quis ter escrito com alguns anos de diferença.nos meus escritos me via pai mais velho,uns trinta sei lá.
ou será que uns trinta ja chegou e
ninguém me convidou pra festança
barrado na baile.



a porta bateu
a correia rangeu
a oficina mandou o orçamento
o telefone da ginecologista
a rua siqueira campos


e um outro mundo que a gente mata no peito, desce no gramado
e tenta sair jogando,
as vezes uns bicos pra frente, as vezes sim e porque não uns bons bicos pra frente.
(e salve os bicos)

mas o amor constrói.
ah,constrói eu vi!
a minha unica laranja,
meu maior obrigado.
(`)

sim,temos laranja.laranja pra chuchu
e braços pernas mãos e mais braços,quantos precisarem
e amigos.fieis
obrigado.a eles
saudação e reverência.


e pais.
e mães.
capitulo a parte.

a eles,
obrigado é quase nada,
por tanto.
por tudo:muito,muito
obrigado.





e essa lágrima que arranquei de você agora.de onde veio



:

23.9.09

nada se cria, tudo se transforma.
e ninguém vai citar teu nome nos créditos antes do
the end
seu nome não subirá pequeno na tela,
nem adianta esperar.não adianta procurar,ja acenderam a luz.
the end.





:

17.9.09

é que as prioridades mudam,crescer.








:
é essa vontade contida de gritar sem motivo.
essa mania de querer estar perto de você impune.
e essa coisa apertando o peito agora, angustia,parece.
e tem esse medo do 'está por vir' que franze a testa e sua as mãos.
mas
também tem esse sorriso que silencioso me abranda a alma,
que revigora as vontades,
o desejo de mudar o mundo e
essa vontade de seguir caminhando do seu lado,nem que seja a pé.
pés sujos de barro e vida, eu e você!




:

16.9.09

sente que veio do nada, no escuro e acertou sua cabeça com toda força.não viu muito bem o que era.sentiu o golpe.levantou de alma leve e voltou a ficar de pé. então que venha essa brandura pra alma e correria pras pernas. vamu nessa!


e que Deus nos ajude



:
.
por dentro, o tamanho da dor
embora não mensurável.

por dentro, um mundo e mais
outros de interrogações.

por dentro todo resto,
da estrada sinuosa.

por dentro, o amor
que brota num sorriso que a
gente imagina, num telefonema qualquer,
que há de nascer



:

11.9.09

acordou meio sonolento,
lançou o braço a procura do corpo dela,
não achou.
ela foi embora, foi comprar cigarro e não volta mais,por um segundo pensou.
ouviu um barulho na cozinha, um copo encontrando o chão.
se tranquilizou, ela preparava o café.





:

7.9.09

a mãe sempre soube



a menina roçou uma perna na outra deixando a mostra uma parte da calcinha. a pequena saia escolar ficava pouca coisa acima da cintura.ela mascava chiclete e olhava de rabo de olho o velho escritor.ele estava sentado escrevendo numa olivetti velha. a menina propositalmente abriu mais as pernas e maliciosamente desabotoou três botões da camisa. o homem viu aquilo e um misto de sentimentos o segurou pelas pernas. o homem levantou, ficou na porta do escritório olhando o espetáculo que se desenhava. caminhou até o corredor que ligava ao outro quarto,em direção a menina. da porta do quarto dela, ele olhava sem saber o que sentia.
decidiu fechar a porta do quarto. ligou pra mãe dela, e se despediu sem dizer o por que da partida.decidiu dar fim ao romance que escrevia. resolveu ir plantar horatliças.
e ainda pelo telefone a mãe não perdoou a menina: lolita sempre apronta dessas.



:
a escolha



não sabiam mais quanto tempo estavam ali.esperavam apenas.
o ocio, a pouca comida e a desesperança consumiam os dois valentes cavaleiros.se serviram de cachaça, brindaram em silêncio.beberam tudo de um gole só.depois disso, o silêncio e a espera.
num rompante de desespero um dos homens levantou e decidiu ir embora.com um grito seco de vitória, escolheu voltar ao lar, com casa, comida e flores no jardim.
desistiu de esperar godot.









:
despedidas

e depois que tudo acabou, a poeira baixou, Chen Te encostou no balcão, pediu uma dose de batida de mel. tomou de um gole só,como se fosse um remédio, fazendo cara feia.permaneceu parada por alguns instantes pensativa.comprou um maço de marlboro, sentou na calçada e chorou.Sun Tzu de dentro do 355,acenou com um lenço do outro lado da pça Tiradentes.






:

crime e castigo



e ai o jovem dinamarquês, ainda desconcertado corre ao quarto da mãe no desepero de não saber o que fazer. tem sangue nas mãos. os olhos estão vermelhos e assustados. ele corre até a ponta da sacada e enfim para.estático.parado como se estivesse enfeitiçado.acendeu um cigarro, ouviu barulho da sirene se aproximando.passou as mãos no rosto,esfregou, transformando o sangue numa espécie de pintura de guerra.a polícia chegou,o cigarro acabou.
ele foi preso, consternado.






;

5.9.09

um pouco de fé não há de te fazer mal
a crença no que a gente não tem certeza, a interrogação máxima da existência,goela abaixo.
e sem resposta.

mas o que há de se fazer com isso tudo
é a interrogação que faz girar o
mundo.

perguntas sem respostas e uma incerteza total.a ainda assim,
definitivamente,
acreditar que sim,não vai fazer mal



:

21.8.09

se um dia tudo acontecesse como nos seus sonhos?
um dia , de manhã o príncipe chegaria e se apresentaria pra você,Entcantado.
quando você achar aquela nota de cinquenta,vai estranhar?
se uma hora dessas você receber flores,ou um picolé?

você dirá,simplistamente,
foi coincidência.
e não foi.
deu muito trabalho trazer esse entregador de flores,
foi um problema conseguir alvará pro cavalo branco do principe tomar as ruas.
pode acreditar,
a produção trabalha pra isso.




:

19.8.09

o impulso é o mesmo
contradiz e não nega nada
o depoimento falso e uma mentira sincera encenada com organicidade
da atriz tomada por uma entidade. canastrão explícito com os olhos umidos de mentira.engano.
a vida dela ali de outra forma, oprimida
comprimida numa bolha,isolada.
só.




:

14.8.09

hoje em dia tudo é
velho muito
rápido

hoje ja foi ontem
e amanhã não demora
a buzinar no sinal

é so o tempo de terminar essa poesia
velha e amarelada que comecei ontem







:

11.8.09

e no meio de um prato de salpicão
ele teve a visão: Quem manda no mundo...é o editor de imagens.
e voltou a comer.











:

9.8.09

medo de
acontecer alguma coisa com você
medo de
deitar na cama e não ter o teu calor pertinho aqui
medo de
correr na orla sem a tua bicicleta no calcanhar
medo de
acordar de manhã e não ter bom dia pra dizer
medo de
fazer o café e não ter a tua caneca verde pra dividir
medo de
não ter com quem brigar de noite pela ponta do endredon
medo de
contar uma piada sem graça e não ter você aqui
pra rir
medo de você sair e nunca mais voltar
...


- tá , eu não vou comprar cigarro.
melancolico
sol que cai

um domingo de agosto
bucolico,

o vento batendo
na janela
é o tempo assoprando aqui


:

7.8.09





por vezes a solidão vem nos beliscar.

e toda solidão é só uma saudade
as vezes boa saudade
as vezes saudade boa que não volta mais,
por isso má
saudade.
ou má
solidão.



e toda solidão é uma espécie de saudade.
:
pequenas palavras
saqueadas de um livro
do leminski

roubo assumido
tresoitão na mão
e perdeu paulão,perdeu

agora que as palavras
são minhas palavras,eu li
e são minhas

pego todas pra mim,
para que, com essa ilustre ajuda, eu
consiga assim
dizer o quanto ela é linda deitada na minha cama.


:

29.7.09

afogando-me nos teus sabores.
enforcando-me de teus desejos.
desprendendo um pedaço de reboco no teto,
é a puta saudade que dá lembrar do teu cheiro saindo do chuveiro.
um inconsequente trago na liberdade de ter.





:

16.7.09

réu confesso





eu vou afogar teu celular num copo de cachaça.
pro alcool corroer ele todinho por dentro,
pra ver se destruir cada centímetro do circuito interno.
confesso que me deixaria feliz, vê-lo se debater vibrando em vão,
dentro do copo americano.
agonizando em sua derradeira chamada. definhando sem bateria.


e não mais esse aparelho de toque histerico vai te tirar dos meus braços.



:

14.7.09

marionete





no meio da noite, ela se sentia manipulada.
dançando a música dos aplausos, sentindo os fios prendendo seus braços.
quis se soltar, quis correr, mas as amarras nos braços insistiam em faze-la
tal qual bailarina, dançar.
sentia-se cercada de todos aqueles clichês que todos sabiam repetir aos brados.
ela queria antes de qualquer coisa, dar um gole na cerveja que suava na mesa.
as milhões de vozes misturadas tiravam a concentração e embaralhava as milhares
de paciencias jogados no computador de madrugada.
a solidão e a abundancia.a solidão em abundancia.
era a vontade de fugir e o medo de não conseguir voar
que deixavam a menina estagnada.
suspensa, presa por fios.
bem distante das garrafas de cerveja.






:

6.7.09


de acordo com a vida editada e toda velocidade de tudo
agora vamos aprender a escrever tudo assim com
cento e cinquenta caracteres, tudo compctado pra caber
na tela do telefone por


_150 carecteres











:
saudade 01:09


quando o vazio é grande
o buraco é mais fundo
a cama uma ilha
imersa, tal qual submarino,
numa banheira de saudade




:

2.7.09

nem tudo, é só isso



a madame diz: acordei cedo
o rapaz de cabelo roxo diz:o pior de se estar sozinho é voltar pra casa e ver que tudo está exatamente no lugar que você deixou.
a loura que adora a noite diz:se arrpendimento matasse.
o homem que não decidiu por qual porta sair diz:que dia lindo.sol,praia.pegadas na areia.
a menina de dezessete anos diz: boa tarde
a menina de dezoito anos diz:boa tarde
a menina de cinquenta e sete diz: boa tarde, amore.
um rapaz com saudade diz:contando os dias pra ferias no balneário
o rapaz de barba por fazer diz:assistindo novamente a primeira temporada de lost
a menina que não soube crescer diz:meu orkut ta mais parado que água com dengue :(
o homem no alto de seus quarenta e seis anos diz:que merda!
a menina que tem uma lembrança da terra natal diz:indo mendigar no sonique.marinones e bru, espero vcs lá!
o cara que tem doença de pele e mudou de cor:o que a gente ta dançando mesmo?
uma menina curtiu isso.
uma menina diz:valsa.
um gordinho engraçado diz:Tô com sede , a noite será agradável , alguém visa fazer sinais de fogo comigo hoje , em Itacoatiara ?
uma mulher que disse não ao filho ontem diz:tudo pessoal. eu - pessoal. o que importa se verdade ou mentira. quem pergunta ta falando sobre o que?
uma loira diz :ué... eu fiz o teste do cachorrinho e não apareceu aqui...
um mulher que mora no meier diz:indo malhar! acordar cedo para malhar.o que uma barra de chocolate não faz com uma pessoa...
um ator diz:o céu ta dançando.
um cara de óculos na ponta do nariz diz:bizarro,essa porra.
uma menina perdida diz:ja to começando a entender essa parada de facebook tbc.
um cara com o braço fraturado diz:feliz pela ligação.pelas duas cartas que mandei.
uma mulher que acabou de perder uma amiga diz:
um nerd diz: não se preocupe em entender.viver ultrapassa todo entendimento.
um babaca diz:por que eu to escrevendo essa porra?
um poeta de computador diz: o pior é que nem tudo,é só isso




:

1.7.09

tava sem
[tu
desapareceu do meu
[ter
agora quero te]aqui
desligando a minha televisão,
velando o meu sono de manhã
:
tem coisas que nos deixam muito sós
nos fazem lembrar que a gente foi feito pra ser par
uma casa desarrumada, uma dor de estomago aguda
o pinho sol que ta acabando,o papel toalha que salva vidas.
um pano de chão que não ha mais.
e a suadade do sorriso confortante dela aqui do lado.


:

27.6.09

Um cara que dança pra caralho.assim conheci o cara.
depois um lp de presente de natal. thriller e o cara meio sentado, meio deitado com cara de galã.depois veio uma série de tv que falava da familia do cara, falava da infancia do cara, da familia, do pai que era foda com ele.dava até medo.a admiração aumentou e com o passar dos tempos,dos dias, das músicas,das danças,do moonwalker...mas o cara não queria crescer.nunca quis.

e sofreu por isso.
trocando canais,me deparei com o plantão da globo news.ele estava em coma.quando eu realmente prestei atenção a tv, o correspondente em los angeles disse meio gaguejando, meio não querendo acreditar:ele morreu.tão dando aqui que ele morreu.
e depois de todo morreu-não-morreu dos tabloides eu acompanhava cada pseudo noticia que vinha de los angeles.e no meio de todo aquele confirma-não confirma. quem deu a noticia-quem não deu.aquele circo todo, aquele tabloide ambulante que virou a informação hoje em dia, as pessoas se acumulavam em querer saber a fatidica novidade.


nem na hora da morte o cara conseguiu calma.
e agora com calma, de volta a essencia, ele pode voltar a ser o
"neguinho"com nariz de batata e cabelo black power que era genial.
de todas as imagens e fotos,a que mais me dá saudade é a desse neguinho.
que no fundo,ele nunca quis deixar de ser.
salve ele.
:

22.6.09

todo mundo tem seu pote
*todo mundo tem uma palavra pra chamar de sua





rever erros de ortografia,
comecei a poesia assim.
preocupado com o que queria
escrever.

a pouco acessivel inspiração não
me dava bola, nem me olhava de canto de
olho.
mas queria escrever alguma coisa.
não tinha o motivo, não tinha o poema.

deu vontade de sentar, deixar os dedos
escreverem sem que a cabeça censurasse absolutamente
nada ou quase tudo.
isso foi, saindo assim, escrevendo sem pensar,
sem achar a métrica, a réplica quiçá até a tréplica
potencia. sem estilizar, sem quebrar a cabeça pra encaixar a

palavra com a palavra.
me deu vontade de parar.gostei do som de dizer isso.
que nem pote*.

palavra com palavra é bom de falar
palavra com palavra parece um beijo.


me dei por satisfeito,
eis que a poesia termina como um beijo.




:
pra que
ou por que
por quem
ou sem
por que
perguntas sem interrogação
merecem resposta
interrogação





:

7.6.09

nessa vida,tenho vontade de escrever tanta coisa...
e por que não?











tanta coisa tanta coisa tanta coisa tanta coisa tanta coisa tanta coisa tanta coisa tanta coisa,tanta.
e ainda há muito mais

:
o martinho da vida(ato falho,da vila)
parece ser o homem mais feliz do mundo.
em cada cinco palavras,quatro vem do sorrir.
ja viu alguém mais sorridente que ele?
se bem que sorriso não é sinal de
felicidade,
é.
o sorriso tem,todo ele,
por menor que seja,
por mais ínfimo que possa parecer,
uma sombra,
uma toalha molhada na cama.
:

4.6.09

A LADRA DE ISQUEIROS

I.apresentação


seu crime era sua maior paixão.colecionava isqueiros.de todas as cores.todos os tamanhos.todas as marcas.muitas nacionalidades.era uma paixão incondicional por isqueiros.mas essa paixão tinha algumas peculiaridades. o isqueiro nunca poderia ser comprado.teria de ser sempre roubado.e aí, o confessavel crime.e pra isso criou inumeras tecnicas de furto de isqueiros.as sextas, ia pra lapa, num samba que tinha em frente ao sinuca-que agora tem até que pagar pra entrar. etrategicamente ela com os amigos universitarios ficavam sambandinho, fumando um cigaro e outro, embora não gostasse muito de cigarro, mas nao tinha outra maneira de conseguir trazer aos olhos do mundo o isqueiro. então fumava o carlton cinza, aquele mais fraquinho que é a mesma coisa que um suspiro de saudade.como o pessoal do sambinha universitario são meninos e meninas ricas do lebon que curtem ser ou parecer meninos e meninas pobres e intelectuais.e todo mundo fuma.e todo mundo tem insqueiro.então justificava a ida ao samba.
as sextas ela gostava de uma coisa mais calma tipo cinema ou teatro e certamente um chopinho depois.de preferencia em mesas grandes, com bastante gente com isqueiros a postos. outra grande fonte de isqueiros alheios as mesas de bar. aos sabados, não revelo. domingos cinema com amigos. na hora da pipoca puxa um cigarro estrategicamente.todos estão entrando pra ver o filme. um amigo dá o isqueiro. ela vai acender mas diz que não consegue acender.o rapaz corre falando que ja vai entrando.mais um isqueiro pra coleção








:
ela não gostou do meu café,
açucar odiava, me contou.
desci,peguei chuva,o olho brilhava por aquele sorriso.

comprei pão,queijo,peito de peru
suco de laranja,manteiga mineira
e adocil pro café,perfeito agora

café moído na hora,tive de mudar,
duas semanas de café pilão
mais forte pra nós dois.
e o adocil lá intacto,fechado e solitário.

comprei o adocil pra você,
e você não toca.

ela diz que gostou do meu
açucar,
se acostumou, me disse



:

chamada não atendida
(por que torcicolo é que nem saudade,não tem hora certa pra aparecer)


calma ao descer,
cuidado que pra baixo todo santo ajuda.
quando quiser subir, imagine,
mas não deixe de levar bombons.
se apesar da cor do teu sapato,
der vontade de ligar, perca a noção do tempo e
imagine.
e não deixe de levar um pacote
de papel toalha e outra garrafa daquele
vinho del diablo.
quando o inverno vier bater aqui dentro,
aquele vinho pode dar uma mão,acredite.
e o filme que ficou,aquele que ninguém gostou,
wil smith,caras e bocas não dá. ah,
isqueiro!
quando a torcicolo entortar-te o pescoço,
imagine,
era bom saber a hora antes de tentar descer.



:

2.6.09

o médico recomendou uma semana de repouso



a.a chegada do frio
vinho tinto seco.produzido e engarrafado por viña concha y touro sa.virginia subercasseux 210,pirque,santiago,chile.complexo industrial de suap-cabo de santo agostinho-pe.cnpj:338563940001-33 registro no mapa numero: pe-0549-rod.presidente dutra,quilometro 298,polo industrial de resende.ingredientes:fermentado de uvas,conservantes ins220,não contém glutem.prazo de validade:produto não perecivel.armezenar em local seco,fresco,arejado ao abrigo da luz e do calor,de preferencia na posição horizontal.evite o consumo excessivo de alcool.aprecie nossa qualidade com responsabilidade.



:
romanticos e babacas todos nós,
que nos inquietamos com o mundo la fora.
romanticos e babacas todos nós,sonhadores
querendo mudar o olhar alheio.
romanticos e babacas nós, que cremos na transformação,
pela arte.pelo conhecimento.pelo entendimento tridimensional que só
a arte revela.
romanticos e babacas todos nós,
esses seres que acreditam na poesia como
salvação do mundo.
e da alma.
romanticos e babacas nós,
que entramos na batalha pra guerrear com
idíeias,esperança e um projeto embaixo do braço.

a eles,
os romanticos e babacas,como eu,
um brinde!







:

28.5.09

a entrevista que eu quase vi
(ou a entrevista que eu queria ver)

semi final de taça libertadores,o time chegando ao estadio.ao descer do onibus o reporter interpela o artilheiro do time que ja está a oito jogos sem marcar.
- e aí clebson,agora é a hora?
-o que?
- agora é a hora?
-o que?
-agora é a hora?
- cinco e meia.

pano rápido!


:

26.5.09

o amor é filme
a vida é bela
é dos carecas que elas gostam mais
a vida começa aos quarenta
mulher bonita não paga, mas também não leva
coca cola é isso aí
casa de ferreiro, espeto de pau
moça bunita,teu corpo cheira a botão de laranjeira
nem vem de garfo que hoje é dia de sopa
deu duro,tome um dreher,desce macio e reanima
um dia da caça, outro do caçador
posso resistir a tudo, menos as tentações
meu nome é bond,james bond
bem amigos da rede globo
quando eu estou aqui,vivendo esse momento lindo
bom dia vietinã
boa noite e boa sorte.
opte.
é possivel






:
o amor é filme
eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama









(fragmento da música o amor é filme.composição de lirinha)

:
o olhar dela,bambeia as pernas.
a indecisão dela, comove o não saber.
esse sorriso largo que ela tem,puxa o tapete e o chão.paixão
o beijo dela,da gente,não sei.
dificil,uma analogia pra essa coisa que não se dá nome,não
tem.
isso,o beijo dela.
analogia de uma coisa indizível e incontável.







:

22.5.09


bundão


depois de uns tempos de trabalho arduo, hoje quis andar de bicicleta. deu vontade de ir ao cinema.barata ribeiro na contra mão, numa sexta feira as quatro da tarde mais ou menos.um carro encostado na calçada me impediu de passar, resolvi fazer uma coisa que abomino, que realmente não gosto nem um pouco. trafegar pela calçada.copacabana movimentadissima, eu com minha bicicleta tamanho G, com freio contra pedal e adesivo do bailinho.uma senhora bem senhorinha,saindo do portão de casa, ficou indecisa por que lado dela eu passaria.ela titubiou, eu titubiei.eu com a bicicleta e ela a pé. desviei dela com algum sacrificio e ela se esquivou de mim com muuuuito sacrificio. passei por ela e tive de ouvir em alto em bom som pra toda copacabana ouvir: O BUNDÃO,VAI ANDAR PRA LÁ!
quis olhar pra tras,pedir desculpas, falar que não sou o bundão que sempre faz isso.mas não, segui meu caminho com cara de bundão.até agora fiquei me martelando querendo achar a boa velhinha em copa pra pedir desculpa.
resolvi escrever:desculpa.
ah, e não fui ao ao cinema. voltei pra casa e fiquei pensando no

bundão que eu fui, sou, vou ser o sei la o que.

tive meu pedaço babaca exposto, pra mim mesmo, explicitamente no meio de uma sexta feira na barata ribeiro.

por que todos temos nossos fragmentos.todos temos.temos.



:

19.5.09

e de repente a gente se olha as três da manhã,
som e gravações de cd no computador a lado, na cadeira ao lado. rodrigo entre cigarros, ipod, telefone, radio e musicas.
uma duvida me belisca: por que cortar todo esse papel?por que esse investimento de
grana,tempo,ideias,tesoura e fita crepe?por que?pra quem?quem é que lê?
as pessas vem pro baile pra dançar,pra se divertir, não vão gastar tempo prestando atenção em uma frase escrita num papel colado com fita crepe.
pois bem, eis o fato no ultimo baile paulista:
eu terminava de mijar e ouvi a seguinte cena.um cara relativamente bebado ao amigo lendo um papel colado no banheiro:
- com essa poesia aqui você come qualquer mulher.qualquer uma.lê isso aqui, vê se não é...
- deixa eu ver.(PAUSA)é verdade, come mesmo!

passei pelos dois, lavei as mãos e voltei com meu bloco-correio pro meio da pista.
era uma poesia minha.
saí do banheiro,sorriso pequeno,dever cumprido e perguntas respondidas.
porque a arte, querendo ou não, é isso:máximo esforço X minimo resultado.
e não vejo outro nome pra essa festa e é isso que a gente tenta fazer,
arte!
e o baile segue!




"...
e ai me entorpecer de você,
divagar sorrindo na névoa
desse ópio que é o teu beijo"


:
tenha fé
e tenha medo






:

11.5.09

concertos pra casal dentro do carro
achar um ritmo,uma pulsação,modular a voz.use o volante como percussão.


I
um blues pra ela dizer não

ela não quer
ela não quer
ela não quer(esticando bem o quer)
ela não quer.

harumaki de legumes, ela não quer
missoshiro bem quentinho, ela não quer
aquele broto de bambu,(pausa)nirá, ela não quer

shimeji,shitake,sunomono,ela não quer
sashimis: metade salmão metade atum,ela não quer
sashimi de camarão,ela não quer,
até hot philadelphia,porra!,ela não quer

ela não quer
ela não quer e me diz: i dont care.
ela não quer.




II
21:57

ela pegou a melhor vaga da minha rua
ela pegou a melhor vaga da minha rua
ela pegou -sem pudor- a melhor vaga da minha rua!

(pra cantar com voz acaubyzada)
nem me olhou
me passou
me fechou
me flechou

eu olhei
e entrei
me perdi no
olhar e

(volta a voz normal)
ela pegou a melhor vaga da minha rua
ela pegou a melhor vaga da minha rua
ela pegou -sem pudor- a melhor vaga da minha rua!
ela pegou,sem pudor,e que linda,a melhor vaga da minha rua.




:

4.5.09

por que os mesmos sonhos e não outros[interrogação]
a tradição só existe pra se esvair como sonrisal limão no copo dagua[ponto]
mutaveis todos.mutaveis nós[virgula]
mutáveis e incompreendidos[ponto]
esperando que a resposta vá nos cair no colo, tal qual nossos
parentes distantes esperaram[ponto]
pra ver depois,quando o tempo for realmente relevante, que poderia ter feito
tudo de outro jeito,com outra pegada, outro aproach[ponto]
e só lÁ na frente é que podemos usar óculos[interrogação]
me dá esses óculos agora[exclamação]tem uma coisa piscando na minha frente[ponto]
alguem disse que era um vagalume[ponto]
não[virgula]
é o outro mundo.use óculos[pausa]

:
diario da bordo.
não lembra se dia 223 ou 345

faltou luz. teve de acender uma vela









:

salve ele,
tom zé
:

28.4.09

frio,
o mundo ta rodando e não é metáfora
e eu quadrado.
os carros acelerando forte e isso é uma metáfora
e eu quadrado.

enquadrado de corpo e olhos.alma e pele.cheiro e tesão
enquadrado de o mundo no meu quarto e sala
enquadrado de muito do silêncio que a gente não escuta a noite
enquadrado como uma obra.
obra
com derme, epiderme e corte profundo
fluida,sincera,real e totalmente
surreal
obra viva.obra de pé descalço correndo na orla
puta que pariu,
totalmente enquadrado e
amarradão


é


:

23.4.09

eles estão chegando em um restaurante, acabaram de brigar.ele discordou dela em um assunto de trabalho.eles sentam, cada um pega o seu cardápio e pensam o que vão comer.ele pensa:esse galetinho a campanha.ela pensa:esse galetinho a francesa.

Ele diz:vamos comer o que?
Ela diz:não sei.o que você quer comer?
Ele pensa:galeto a campanha.
Ele diz:você que sabe.
Ela diz: galeto?
Ele diz:galeto.
Ela diz:galeto com o que?
Ele pensa:a campanha
Ele diz:você que sabe.
Ela diz:e esse galeto a francesa,será que é bom?
Ele pensa:merda!
Ele diz:é.deve ser.tem a campanha também.
Ela pensa: argh
Ela diz fazendo uma careta:ai,a campanha é ruim.
Ele sem graça diz:pede a francesa então aí.
Ela diz:não quer a francesa?quer a campanha?
Ele diz:não, com a cara feia que você fez aí.deve ser muito nojento o galeto a campanha daqui.
Ela:não,eu tava brincando.pede então a campanha.pede aí.
Ele pensa calado:puta que pariu.
Ela diz: pede a campanha aí.
Ele diz:não, não quero a campanha.
Ela diz:ai, pára de melindrezinho bobo, mocinho..
Ele estoura e diz quase gritando: eu não quero a campanha.

ela levanta pega a mochila e sai deixando a cadeira cair no chão.ele continua na mesma posição de antes.pede um galeto a campanha. Tempo em que nada acontece. entra um garçom trazendo a comida.

Garçon:bom apetite.
Ele:obrigado.traz uma coca,por favor.
Garçon:normal ou light?
Ele:normal.
Garçon:e temos a zero também.
Ele de forma mais ríspida:normal.

O garçon sai.
Ele se serve de arroz,feijão,farofa,uma asa,uma coxa e um pedaço de tomate.
Começa a comer.

Entra o garçon:sua coca cola(irônico)normal
O garçon sai.

Ele começa a comer.tempo comendo.ela volta, senta na cadeira, acomoda a mochila em outra cadeira,arruma os talheres e se serve de uma coxa e uma asa.e um tomate.os dois comem em silencio e sem se olhar em nenhum momento.
Tempo.
ela:posso pedir a conta?
Ele:pode.
Ela:não quer café?
Ele:não.
Pausa

Ele chama o garçom pra pedir a conta.
pano rápido

:

14.4.09

o senhor perfeito
por que o crescimento se dá na imperfeição


agora ele,
com o cabelo devidamente penteado,
a camisa azul, passada impecavelmente pra dentro da calça.
sapatos lustrosissímos combinando com o cinto de couro sintético.
ele fala piadinhas engraçadas,ele tem esposa, filhos,uma familia feliz e sorridente com direito a cachorro e papagaio. o papagaio ele teve de doar pra uma tia que mora em irajá, por que o bicho é protegido pelo ibama.
ele tem os dentes branquissimos e sorrisos sempre a postos pra mais uma foto pro Globo.
nunca traiu a mulher, é católico não muito presente na igreja,torce pelo flamengo, que é o time da maioria, condena o aborto,não bebe e nunca usou drogas. vai a todos os programas de televisão chamando todos os apresentadores pelo primeiro nome e com coloquialidade forçada,porém sem nunca errar o português.se veste sempre com cores neutras pouco chamativas, por que diz que não quer chamar a atenção.
ei-lo, senhoras e senhores,o senhor perfeito!
sempre tive um pouco de pé atrás com esse seres muito perfeitos.os herois de plástico dos nossos tempos que a gente tem de engolir a seco goela a baixo.
perfeição demais me soa um ser humano-fraude.
o populismo e uma aparente perfeição escondem em algum lugar fantasmas,furstrações e buracos imensos.
ele, o senhor perfeito
agora decide murar as favelas, ele alega que com isso vai combater a devastação da area verde e assim diminuir o crescimento da favela.
a falencia total do estado. o nosso plastificado e perfeito prefeito assume a impossibilidade e a passividade do Estado diante do braço forte,armado e as costas quentes do crime organizado.
impossibilidade de uma simples fiscalização de construções como acontece com qualquer outro cidadão não favelado que queira construir na cidade.
o senhor perfeito se gaba de, como ele mesmo gosta de dizer, ter pacificado o santa marta(ou dona, como queiram) com o braço forte do poder publico e assume que a policia ou quem quer que seja não pode garantir essa fiscalização. por que senhor perfeito?
o senhor perfeito que tem a paz no nome quer trazer pra cá o muro de berlim cercando e segregando a favela, ou para ser politicamente correto,como ele gosta de ser, a comunidade carente.

senhor perfeito,segregar, separar,isolar não combina em nada com o seu belo cabelinho tão
perfeitamente penteado.


fragmento da música senhas
adriana calcanhoto

"aguento até os modernos e seus segundos cadernos
eu aguento até os caretas e suas verdades perfeitas
eu aguento até os estetas
eu não julgo a competência
eu não ligo para etiqueta
eu aplaudo rebeldias
eu respeito tiranias
eu compreendo piedades
eu não condeno mentiras
eu não condeno vaidades
eu gosto dos que têm fome
dos que morrem de vontade
dos que secam de desejo.
Dos que ardem"





:

28.3.09

roy lichtenstein
coisa dificil mesmo é crescer
dificil esconder as asas
dificil de fato é levantar da cama na chuva
dificil cantar parabens pra você sem ficar sem graça
dificil pagar o ipva,iptu,agua,luz e net
dificil ver que as horas passam sim
dificil cortar o cordão umbilical
dificil largar a lata de linha dez
dificil não pensar naquela bola cruzada na area que você
dificilmente não tocaria pra dentro
dificil desapego do próprio queixo
dificil

dificil mundo,o dos adultos
mas o escuro da caverna instiga mais do que a luz do lado de fora



:

27.3.09

a natureza é coisa de louco
é sim]
o desconhecido é coisa de gente curiosa maluca
é sim]
o pai que indica o caminho e você vai ao contrário
é preciso viver
é sim]
a descoberta é o ouro que se leva na mochila
é sim]
viver é um enterno salto na cama elástica
e não é não]





:

25.3.09

fast food.quiche de alho poró lambuzado com o sangue da picanha.alface crespa banhada no molho de alcaparras de um pedaço de salmão(e por gentileza:salmão,não salmon).azeite,sal,pimenta do reino e três ou quatro cebolas daquelas de conserva,pequenas.
o suco de laranja que chega na trigésima terceira mastigada.açucar,dois sachês(saudade dos açucareiros grandes de padaria, com pequenas formigas no fundo).a alcatra ta bunita, um pdeaço e mais um.o coração tá cru ainda.cruzar o talher,deu.um café, mais dois sachês de açúcar.biscoitinho amanteigado,sem recheio de goiaba.dezesseis e trinta e quatro.cartão de débito.obrigado.



:

23.3.09

Não se dirá: Quando a nogueira balançou no vento
Mas sim:Quando o pintor de paredes esmagou os trabalhadores
Não se dirá: Quando o menino fez deslizar a pedra lisa pela superfície da correnteza
Mas sim: Quando preparam as grandes guerras
Não se dirá: Quando a mulher foi para o quarto
Mas sim:Quando os grandes poderes se uniram contra os trabalhadores.
Mas não se dirá: Os tempos eram negros
E sim: porque os seus poetas silenciaram?
bertold bretch


:
diario de bordo
dia quatrocentos e cinquenta e seis, por volta de não sei que horas,
é tarde,
tédio.




:
[esse mundo chato,do politicamente correto
mundo chato dos herois de plástico
mundo chato da maquiagem goela abaixo
mundo chato da magrelice ideal]




com a profusão de armas químicas e flores de plástico
vivemos o tempo do release man.um mundo editado.tudo é filtrado,coado,espremido
pra que a gente só veja o que os nossos olhos são capazes de enxergar.

em visita ao oculista aos dez, sei la, onze anos, eu queria por que queria,usar óculos.
não me pergunte a razão,eu queria.
depois de todos aqueles exames lisergicos-oftalmológicos, sentei junto da minha mãe olhando fixo o veredito do doutor.
-ta tudo ótimo,você não tem nada.
minha cara de decepção deve ter sido banderosa, porque num estalo ele disparou:
- mas vou te passar esse grau pequeno aqui só pra descanso. passar bem.
lá fui eu com meus óculos novos pra descanso.usei no maximo um mês,depois ficou esquecido.


o mundo editado não quer ver ninguém de óculos
não quer ninguém perguntando nada pelos cantos.




:

19.3.09

anti poesia


queria escrever uma poesia agora
queria escrever uma poesia pra ela mas que pudesse tocar outras pessoas
queria falar da saudade que me dá esperar
cinco minutos,queria falar do meu pensar nela nas horas mais inusitadas
no avião,no consultório do dentista, comprando um pão de queijo e um café,
começando a tomar banho medindo a temperatura da agua,
- e que pequeno imenso prazer é acertar a temperatura perfeita da agua- comendo uma maçã despretensioso,esperando o telefone tocar.

essa poesia,eu queria escrever no chão. cinza, de concreto.vivido.andado.pisado.
ela é escrita com carvão. com fogo.com suor e o pensamento nela.

eu queria escrever uma poesia que misturasse a ternura e o punch que ela tem
que misturasse os olhos fortes com a ingenuidade dela mesmo criança
queria uma metáfora que pudesse dimensionar o que me bate aqui dentro,
ela
queria uma poesia assim,desse jeito
escrita com carvão.


:

17.3.09

um poema assim,seco assim
sem ponto e sem charuto



enquanto ela esperava aquela resposta, seu coração batia acelerado
sentia o calor nas mãos, o suor brotando,os dentes cerrados, uma perna insistentemente balançando. começou a pensar em coisas diversas
a demora
e ficando mais nervosa
era um tipo de tortura aquela espera desmedida
foram os seis minutos mais longos da historia
então, o telefone tocou
a resposta que ouviu não foi a que gostaria
nao
desligou o telefone, foi ao quarto,fechou umas gavetas que estavam
abertas, cheirou o lençol da cama
chorou pequeno e com medo
decidiu aquele momento que ia tirar
e tirou
assim, seco assim
rápido como quem rouba
assim.
não aguentava mais pensar


:

3.3.09

diario de bordo
dia oitocentos, três e quarenta
descobriu que podia discutir relação com a tevê


diario da bordo
dia oitocentos, quatro e cinco
descobriu também que podia ser amigo do microondas



diario da bordo
dia oitocentos,quase quatro horas
descobriu que o microondas pode estabelecer um diálogo
inteligente


:

2.3.09

Confete se





um palhaço,uma palhaça e um beijo,no meio do bloco.rodeados de arlequins,bailarinas,gal e betania,mallu e camelo e toda a fauna da segunda feira,o segundo dia.
vez em quando os narizes se batiam, o elástico roçava o rosto,os palhaços
vermelho e um tantinho fora do lugar,aqueles narizes e toda vontade de mais um beijo.
se olhavam olho no olho como atentos a uma noticia importantissima,
que poderia vir a qualquer momento junto com um punhado de confete na cerveja.
e tinham confete até a alma.

- tinham confete até a alma?não é melhor:tinham confete 'até na alma'?
- não sei.tinham confete até a alma, parece que eles estão quase submersos em confete
- tinham confete até na alma também pode ser legal, dá aquela sensação de confete colado no corpo. muito confete.o confete que cai na lata que você falou la em cima


os dois deitados escrevendo o seu bloco na rua,ar condicionado,cama e o carnaval,
e tinham confete até a alma.até na alma



:

27.2.09

diario da bordo
dia setenta e quatro por volta das oito da manhã

viu um bicho no banheiro,
pensou em matar
sentiu pena- inofensivo-pensou
voltou a dormir.
percebera a paz entre os seres
conviveram bem até o dia
quatrocentos e trinta e oito
apenas uma pisada despretensiosa



;

26.2.09

Privatizaram sua vida
Seu trabalho
Sua hora de amar
E seu direito de pensar.
É da empresa privada
O seu passo em frente
Seu pão e seu salário.
E agora não contente querem
Privatizar o conhecimento
A sabedoria
O pensamento
Que só à humanidade pertence
Brecht



;

eu?

Minha foto
to correndo.sempre pressa.meio atrasado.ligação perdida.olhar atento.desculpa o atraso.to indo embora.quer carona?aqui desse lado,aqui..assim mesmo.meu fluminense e meus desejos.um beijo do seu.eu aqui em qualquer lugar aqui, espaço pra vazão a idéias. ficção criando uma verdade pseudo pessoal. "eu quero uma verdade inventada"

leia me

outras divagações


[alter]ego marginal

quantas?

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