divagações concretas concretudes abstratas

e um copo vazio está
cheio de ar

22.12.11

teste20/12


Quis fazer um teste científico-performático: Quantas pessoas me ligariam, quantas me visitariam e quantas
escreveriam bonitas palavras no meu perfil no facebook, no dia do meu aniversário.
Pois bem:
Visitas - 1
Telefonemas  - 11
Facebook - 101
Total de felicitações: 1+11+101 = 113
O saldo:
o facebook terceirizou as relações e eu preciso procurar mais os meus amigos.

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6.12.11

deve haver alguma poesia em lavar a louça. deve haver.




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então o combinado é que você tem até os trinta e cinco para acumular dinheiro e após isso, você tem o resto da vida pra gastar. aí você pára de acreditar nas verdades que o facebook te conta e vai ali no banco enfrentar uma fila, lidar com a realidade sem photoshop e sem flash um pouquinho.deixa eu desconectar essa disneilandia que tenho de ir ali pagar a conta de luz que ja venceu tem três dias.a realidade dá tapa na cara!


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17.11.11

luis gustavo

luis gustavo começou uma amizade com nietzsche
alguém curtiu isso
luis gustavo começou uma amizade com simone de beauvoir
quatro pessoas curtiram isso
luis gustavo curtiu beethoven
beethoven curtiu isso
luis gustavo começou uma amizade com um bicho preguiça
bicho preguiça começou uma amizade com beethoven
luis gustavo curtiu isso
luis gustavo curtiu bukowski
sete pessoas curtiram isso


assim caminha a humanidade
passado e futuro
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1.11.11

silêncio e frio
conhaque e edredon
os cheiros se cruzando
chocolate e ironia
bocas e mãos, bocas e mãos, bocas e mãos, bocas e mãos
dormiram abraçados
querendo compensar tanto frio e todo aquele silêncio.
o bebê dormia no quarto ao lado

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21.10.11

solidão e frio em laranjeiras.
saudade bate no peito,
um gosto ruim na boca, sem você
a vontade de um trago no seu ar
pra puxar profundo toda tua presença


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17.10.11

os homens vão lançar o veneno no riacho.
e seus filhos vão sentir sede depois.

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16.9.11



o som de uma bola de tênis batendo contra a parede.
repetição monótuna desse som
a velocidade com que a bola de tênis chega à parede vai
aumentando gradualmente até que
uma maçã-na mesma velocidade da bola de tênis- é atirada contra a parede se
espatifando inteira (!)
sujando todo o chão.
Em pedacinhos, a maçã.
a bola de tênis continua seu movimento contra a parede.


Só se lembra de ser tirada à força dos braços de seus pais.
Não sabe como foi jogada numa caixa junto com várias
parentes - suspeitava - que se pareciam demais com ela.
Dali então ficou um tempo em comunhão com aquelas - digamos- amigas.
Semanas na mesmíssima posição, olhando as mesmas figuras, as mesmas cores sempre.
Não estava aguentando a repetição infindável em que a vida dela se transformara. Ora bolas!
Com um mundo desse tamanho, grande assim, com tanta coisa pra conhecer, tantos ares pra
se respirar, tantas cores, por que eu só vou conhecer o vermelho?Por que? - Falava consigo mesma.
Um dia , lembra-se, que apareceu numa bonita loja, com ar condicionado, pessoas bonitas, as vezes tinha até música.
Uma senhora loira pegou-a nas mãos:
- Olha que bonita. Vou levar.
Dali ela só se lembra de uma escuridão muito grande.
Então saiu da escuridão e entrou num lugar iluminadíssimo, parecia um nave ou alguma coisa assim.
E logo depois, mais escuridão.Escuro e frio.Muito frio.Durante horas naquele frio enorme, naquele escuro, naquela solidão extrema.
De repente no meio da tarde, uma mão pegou-a e a colocou dentro de uma outra caixa, junto com uma bola de tênis.
o amor escolhe as coisas mais insignificantes pra mostrar sua força.
Ela se apaixonou na hora. Nunca vira um amarelo tão bonito quanto aquela bola felpudinha. Aqueles pelinhos deixavam-na sem freios. E aquelas letras escritas: Wilson. Tenis.Professional. Se apaixonou à primeira vista.Enlouquecidamente. Como quem toma alguma droga muito forte. Alucinada por aquela bolinha amarela de tênis.Ela começou a fazer milhares de planos, se imaginar em diversos lugares ao lado daquela bolinha amarela. No meio de um sonho desses, sentiu a bolinha de tênis sumir. Não sentia mais o calor daquela bolinha felpudinha. O desepero bateu forte. Ela não sabia o que estava contecendo, mas por uma fresta na caixa, conseguiu ver, do lado de fora da caixa, uma menina jogando a bolinha amarela contra a parede. Em desespero profundo, num ato impensado, ela fez uma força descomunal e conseguiu.Pasmem!Ela conseguiu, como que por mágica, saltar fora da caixa ultrapassando, tal qual uma atleta de salto com vara, o limite da caixa. Foi aparecer ao lado da menina que jogava a bolinha amrela contra a parede. Se ofereceu pra salvar a bolinha amarela.Um ato de bravura.Ou burrice, sei lá.
Quando ela sentiu o calor da mão da menina, falou pra si mesmo resignada: - Pelo menos eu conheci o amor.
E sorriu.
A menina pegou a maçã e como se fosse a mesma bolinha amarela.
Arremessou com toda força contra a parede.


:






15.9.11


agito
inquietação
poeira
mais irritação
agora barulho
uma batida abafada e contínua
repetitiva e chata
desisto
saio de casa
preciso de silêncio
não há sobrevivência agora
sou uma ilha cercada de obras por todos os lados


:


daqueles momentos em que nada agrada/aquelas horas em que tudo que você disser pode ser a gota dagua/pequenos instantes em que só silenciar e quietude/raros acontecimentos que te fazem não querer esse monte de LPs empilhados/poeira e teia de aranha/toda essa cozinha/esse chuveiro quebrado e banho frio/essa ansiedade gritando aqui/ esse poema incompleto/
o telefone tocou /cessou o nada/isso me agrada/ o dia valeu a pena/era ela/ terminei meu poema/


8.9.11


Capítulo 6:
 Eles estão na casa dela. Andam de um lado pro outro, vagarosamente. Faz calor. É dezembro, os ânimos sempre estão a flor da pele em dezembro. Tudo é sexo e culpa.

Nanda: (depois de um tempo em silêncio) Desculpa.
Caio: Tranqüilo.
(silêncio)
Nanda: Eu não sei, eu...Queria te falar.
Caio: Não precisa.
Nanda: Eu sei que não precisa, que pra você tanto faz, é só mais uma que você ta comendo não é?Mas pra mim
Caio: Mais uma que você ta comendo? Por que isso? Por que essa agressão gratuita?
(silencio)
Nanda: Quer um café?
Caio: Pode ser.


:

5.8.11


-Se você pedir um filme
te pergunto que tipo?
se você falar suspense eu
te digo seven, réqueim para um sonho.
que?
réquiem para um sonho.
se você disser um cheiro
digo lírios, flor, folha, verde,
cheiro de grama.
se você falar é pouco
digo cheiro de mar, chão, vivência
cheiro de dança.
se disser como quem não quer nada
música. te canto no ouvido ressonando baixinho
cantingas de amor, canções de ninar, perdões e pois não.
se você falar que é pouco
te digo um rock qualquer coisa assim
ramones,deep purple, police, um pouquinho de guns
aquele monte de refrão legal.
se vc quiser mudar de assunto e perguntar o que eu gosto de comer
vou dizer de tudo.
se você pensar de tudo?
eu posso dizer coisas específicas.
você iria dizer carne.
eu diria assada.
você diria frango.
eu diria assado.
você peixe.
eu frito.

e se a gente quisesse, 
nós dois continuaríamos o assunto
eu acharia muito bom,
ficaria horas aqui falando por nós dois.
criando diálogos, cruzando sentimentos, gerando dramaturgia,
dizendo coisas por nós dois.
construindo  percurso .



:


31.7.11

é preciso ousar
desvendar coisas
estranhezas
flertar com o subliminar
é preciso arriscar-se
e não
repetir pantomimas
que não comunicam ao
fundo do peito.


:

21.7.11

do agora.
do salto
do instante
do flagra
do estopim
do estouro
do contrário
do início
do erro

do inusitado.



:

17.7.11

Eu Amo Escrever

Eu Amo Escrever

Estou concorrendo com esse conto num concurso que vai escolher os 10 melhores contos e pubilcar um livro com eles.
Além de ganahr um IPad.

Leia e se gostar, votá lá, é jogo rápido.

Ajude o autor!

Abraço

16.7.11

A herpes
O herpes é uma doença viral recorrente, geralmente benigna, causada pelos virus Herpes simplex 1 e 2, que afeta principalmente a mucosa da boca ou região genital. Traz muitos incômodos mas alguns remédios podem ser utilizados para diminuir os sintomas. Fonte: Wikipedia



sinto minha herpes respirar, se despedir.
sinto o sangue pulsando na minha herpes,
sinto repulsa e dor na minha herpes, mas ela já vai embora.
sinto a boca seca, regredindo,rachando, sinto minha herpes terminando seu ciclo,
coquetel de aciclovir.
sinto meu coração bater na minha herpes.
sinto os segundos finais na minha herpes.
sinto o nojo da minha herpes, mas ela já vai embora,
coquetel de aciclovir.


:

5.7.11

Eu disse microfone porque ela disse música, eu disse música porque antes disse ouvido, eu disse ouvido porque antes ela disse orelha, eu disse orelha porque eu disse brinco,eu disse brinco porque ela falou mulher, eu falei mulher porque ela falou tesão, eu falei tesão porque alguém pensou sexo, eu pensei sexo porque você disse agora.



 
:
Frio

é Lindo.





:

19.6.11

Ponto.


video
e no dia que recebeu flores percebeu que podia ser protagonista da sua própria vida.



:

7.6.11

poesia > silêncio > pra dentro > olhar > escuro > pensamento > desejo e > criação.


criação > desejo e > pensamento > escuro > olhar > pra dentro > silêncio > poesia.



:

6.6.11

cada nova paisagem
novo nascimento
cada novo livro
outro mundo que se abre
cada olhar pra ela
um novo olhar de admiração
e desejo

amor é quando admiração e tesão
são cúmplices em silêncio.




:



18.5.11

Quem quiser conhecer um pouco mais do meu trabalho com o coletivo Tetto Preto

tettopreto.blogspot.com








:
A inspiração tem me pregado peças.
Saiu sem dizer quando voltava.
A página em branco me lembra que
eu fui
Atrás da porta procurá-la.
Fiz da ausência,
minha página colorida- poesia- em
preto e branco.



:

8.4.11

Evoluídos mesmo
são os Bem te vis.
Voam certeiros e
não sofrem as dores
de pensar




:

3.4.11


o óbvio tem o cheiro de uma coisa que a gente viu
quando era criança e não lembra mais.
ou não quer lembrar - vá saber
Falta é chão, estrada pro óbvio.








:

20.2.11

minha religião não teu deus. não tem penitência,
não tem milho no joelho,não tem dor,
crer, acreditar em algo superior, sim:
eu acredito é no amor.









:

31.1.11

Da modernidade (?)
pérolas acerca do cancioneiro virtual



o facebook fez de mim um solitário
cheio de amigos





:

24.1.11

ja me divorciei dela
já me apaixonei e desapaixonei
ja senti raiva e delícias por ela
já não entendi
ainda não entendo. amo profundmente e
me
embriago dela, me alimento dela
deixo-a livre pra ir e vir da minha vida.qualquer hora.
sem cobranças, sem atropelos.
essa eterna relação de proximidade e
distância que nos mantém íntimos.
essa angústia guardada que ela me ajuda a
expelir,talvez.
eu e ela,
a Palavra!


:

eu?

Minha foto
to correndo.sempre pressa.meio atrasado.ligação perdida.olhar atento.desculpa o atraso.to indo embora.quer carona?aqui desse lado,aqui..assim mesmo.meu fluminense e meus desejos.um beijo do seu.eu aqui em qualquer lugar aqui, espaço pra vazão a idéias. ficção criando uma verdade pseudo pessoal. "eu quero uma verdade inventada"

leia me

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[alter]ego marginal

quantas?

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