divagações concretas concretudes abstratas
e um copo vazio está
cheio de ar
cheio de ar
6.1.10
copacabana respira um pó espesso e fedorento.
o cheiro de sexo se mistura com maresia e o cheiro do lixo acentuado com o calor.
os ratos estão na rua, saindo dos bueiros, das sombras, dos lugares mais improváveis.
turistas e putas.a policia e os acharques.meninos com cola nos olhos e caco de vidro no bolso. todos esperam a oportunidade de ouro. todos esperam o momento certo do bote.
faz calor e o mundo quer ver as luzes da princesinha do mar.
e os ratos sabem disso,
saem dos esgotos babando de fome e angústia na alma.
perto de algum carro pra estacionar.perto de algum puteiro da prado júnior.perto de algum poste sem luz no calçadão.perto.bem perto!
e quando menos se espera, tal qual a naja no deserto, o bote certeiro e preciso.
o rato volta pro bueiro com asa nos pés e uma asia seca que lhe queima as tripas.
corre sem olhar pra trás,quer ir pra casa,
há tempos não comia queijo brie.
:
verão,noite quente de lua.
escrever sem motivo
era um exercício, um constante elixir pras rachaduras da alma.pras imperfeições que edgard,moço tímido,
varria pra baixo do tapete.
escrever era a salvação,era a absolvição sumária de algum deus.
por isso conseguia andar de bicicleta sem medo ,de dia.
e nas noites muito quentes,chupava um drops inteiro de bala de frutas.
são tão doces,as laranjas.
:
:
escrever sem motivo
era um exercício, um constante elixir pras rachaduras da alma.pras imperfeições que edgard,moço tímido,
varria pra baixo do tapete.
escrever era a salvação,era a absolvição sumária de algum deus.
por isso conseguia andar de bicicleta sem medo ,de dia.
e nas noites muito quentes,chupava um drops inteiro de bala de frutas.
são tão doces,as laranjas.
:
:
4.1.10
27.12.09
22.12.09
boa noite, qual seu nome?
arnaldo e o seu?
(tempo)
boa noite arnaldo.em que posso ajudar?
boa noite.gostaria de te fazer um pedido.
pois não.
uma pizza.
pois não.(tempo)de que senhor?
metade pepino com bacon.o que você acha?
como senhor?
o que você acha.metade pepino com bacon,metade muzzarela ou metade carne seca especial,metade muzzarela?
o senhor é quem sabe.
o que combina mais.o que você acha?
(tempo)acho que pepino com com bacon é uma boa combinação com muzzarela.
ok.
(tempo)
qual tamanho senhor?
(risos)qual tamanho?
da pizza senhor.
(risos)ah sim.a pizza.familia.
entendido.mais algum item senhor?
tem borda recheada?e uma big coke.
tem sim, acréscimo de 1,00.
ok.
normal,light ou zero?
o que?ah,normal.
ok.e a broda recheada.
(tempo)quero.
de que?temos catupiry com calabresa,cheddar,catupiry com frango,chocolate e doce de leita.
de leita?
perdão de leite.
cheddar.
ok.
quanto fica?
confirmando o pedido: pizza familia, metade pepino com bacon,metade muzzarela.uma coca.não temos big coke senhor,temos de um litro e meio.pode ser?
pode.
trinta e quatro e setenta.como vai pagar?
traz troco pra cinquenta.
ok.
ok.
boa noite e tenha um bom apetite.
ok.boa noite pra você também.
você foi desconectado do nosso servidor.clique aqui se quiser pedir de novo.
:
job
o papai noel ja tava velhinho,
mancava de uma perna.
era tanta gente pra dar tchauzinho e
hohohoho que ele não conseguia esconder
o nervosismo do labio tremendo involuntário.
alguém falou pra ele: desce essas escadas, dá a volta na cabine e senta na cadeira.
ele respirou fundo e diante da longa escada, desceu.
ja no primeiro degrau o bom velhinho quase caiu. foi forte,segurou
o corrimão e mateve o sorriso.
com alguma dificuldade,cruzando olhares e tapinhas nas costas:papai noel!
andou mais um pouco,sentindo uma forte dor na sola do pé, até a
cadeira na frente de uma árvore de natal. sentou,
enfim respirou. achou que agora, algumas fotos, as seissentas pratas no bolso e
descanso. a cama quentinha e os remédios que deixou preparados na cabeceira
antes de sair pra trabalhar.
enganou se, o velhinho.
era um baile de crianças hiperativas.
de novo, lembrou da cama quentinha,
agora dando adeus
:
o papai noel ja tava velhinho,
mancava de uma perna.
era tanta gente pra dar tchauzinho e
hohohoho que ele não conseguia esconder
o nervosismo do labio tremendo involuntário.
alguém falou pra ele: desce essas escadas, dá a volta na cabine e senta na cadeira.
ele respirou fundo e diante da longa escada, desceu.
ja no primeiro degrau o bom velhinho quase caiu. foi forte,segurou
o corrimão e mateve o sorriso.
com alguma dificuldade,cruzando olhares e tapinhas nas costas:papai noel!
andou mais um pouco,sentindo uma forte dor na sola do pé, até a
cadeira na frente de uma árvore de natal. sentou,
enfim respirou. achou que agora, algumas fotos, as seissentas pratas no bolso e
descanso. a cama quentinha e os remédios que deixou preparados na cabeceira
antes de sair pra trabalhar.
enganou se, o velhinho.
era um baile de crianças hiperativas.
de novo, lembrou da cama quentinha,
agora dando adeus
:
7.12.09
era tanta coisa pra arrumar que ele deixava a porta do armário aberta
era tanta coisa pra pensar que ele deixava o boné em casa a tarde
era tanta coisa pra dizer que ele não conseguia dizer não,nunca
era tanta gente pra dar bom dia que ele optou pelas tardes de sol
era tanto tanto que ele desistia de escrever
no meio da poesia
:
era tanta coisa pra pensar que ele deixava o boné em casa a tarde
era tanta coisa pra dizer que ele não conseguia dizer não,nunca
era tanta gente pra dar bom dia que ele optou pelas tardes de sol
era tanto tanto que ele desistia de escrever
no meio da poesia
:
5.12.09
.bmp.jpg)
queria escrever uma coisa backspace até escrever
faze backspace em faze
dizer uma coisa bakspace até uma
asenria backspace até asenria
asneira qualquer e cheia de
backspace até qualquer
que fizesse uma backspace até uma
alguém entender a minha loucura bakspace até loucura
cabeça nesse poema backspace até poema
momento
enter
enter
enter
:
30.11.09
acerto de contas
eu estudei em colégio de freiras,
fiz parte do coral,sabia todas as músicas de cor.
e sempre ouvi falar de Deus.mas sempre longe.lá no alto da igreja, que todo domingo
eu era obrigado a acordar as seis de manhã, por causa do catecismo.
minha relação com Deus sempre foi assim.Ele lá e eu aqui.E vida que segue.
Depois na idade,na falta de uma palavra melhor,adulta eu realmente rompi relações.
nietzche,pessoa,clarice,brecht,arnaldo,dostoiévski,wilde,cazuza,maiakovski, esse bando de malucos geniais,eu realmente desisti Dele.
poucas vezes eu senti a presença de Deus,
no gol da barriga que o Renato fez,no dia que a produtora disse que eu tinha passado e mais uma ou outra, sei la.
poucas vezes senti a presença forte de Deus.
não aquele Deus que eu não via nas minhas preces na escola,de freiras.
um outro.uma coisa, que não sei explicar
e Deus não é isso?a pergunta sem resposta.o que não se sabe, que talvez
se sente.
e naquele dia eu senti uma coisa e apertando o peito
uma coisa forçando minha barriga pra trás,
que fazia meus olhos encherem de água
uma força, sei lá,
não sei.
então deve ser Deus, isso.
me fez pai.
de um menino,
chamamos,Inácio.
então, naquele dia,
naquele momento em que o médico falou:menino,
eu senti.
senti mesmo que tinha alguém pertinho me dando um tapinha nas costas, me olhando com um risinho cínico e piscadela de um olho só.
tudo bem, entre os soluços do choro eu falei sem falar,
obrigado Deus!
:
eu estudei em colégio de freiras,
fiz parte do coral,sabia todas as músicas de cor.
e sempre ouvi falar de Deus.mas sempre longe.lá no alto da igreja, que todo domingo
eu era obrigado a acordar as seis de manhã, por causa do catecismo.
minha relação com Deus sempre foi assim.Ele lá e eu aqui.E vida que segue.
Depois na idade,na falta de uma palavra melhor,adulta eu realmente rompi relações.
nietzche,pessoa,clarice,brecht,arnaldo,dostoiévski,wilde,cazuza,maiakovski, esse bando de malucos geniais,eu realmente desisti Dele.
poucas vezes eu senti a presença de Deus,
no gol da barriga que o Renato fez,no dia que a produtora disse que eu tinha passado e mais uma ou outra, sei la.
poucas vezes senti a presença forte de Deus.
não aquele Deus que eu não via nas minhas preces na escola,de freiras.
um outro.uma coisa, que não sei explicar
e Deus não é isso?a pergunta sem resposta.o que não se sabe, que talvez
se sente.
e naquele dia eu senti uma coisa e apertando o peito
uma coisa forçando minha barriga pra trás,
que fazia meus olhos encherem de água
uma força, sei lá,
não sei.
então deve ser Deus, isso.
me fez pai.
de um menino,
chamamos,Inácio.
então, naquele dia,
naquele momento em que o médico falou:menino,
eu senti.
senti mesmo que tinha alguém pertinho me dando um tapinha nas costas, me olhando com um risinho cínico e piscadela de um olho só.
tudo bem, entre os soluços do choro eu falei sem falar,
obrigado Deus!
:
27.11.09
23.11.09
17.11.09
fléshimóbi
um por dia.todo dia
terça feira
descendo a lopes quintas,uma abordagem rápida.
percebi que as pessoas não se olham nos olhos quando
se cruzam na rua.
o mob:cruzei com uma senhora, uns sessenta anos, parei na frente dela
e falei,olho no olho:oi.eu sou um artista.o que a senhora tem pra me falar?
ela, me olhando com uma cara assustada e depois de uma pausa.
não sei nem o que dizer.
e voltou a andar
:
um por dia.todo dia
terça feira
descendo a lopes quintas,uma abordagem rápida.
percebi que as pessoas não se olham nos olhos quando
se cruzam na rua.
o mob:cruzei com uma senhora, uns sessenta anos, parei na frente dela
e falei,olho no olho:oi.eu sou um artista.o que a senhora tem pra me falar?
ela, me olhando com uma cara assustada e depois de uma pausa.
não sei nem o que dizer.
e voltou a andar
:
9.11.09
liberdade de expressão é o caralho!!
abre aspas
Responsabilidade educacional
A educação se faz com atitude e não complacência
A Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL – dirige-se ao público e, especialmente, à sua comunidade acadêmica para divulgar o resultado da sindicância no campus de São Bernardo do Campo sobre o episódio ocorrido no dia 22 de outubro, fartamente exibido na internet e divulgado pelos veículos de comunicação.
A sindicância consoante com o Regimento Interno nos termos do artigo 216, parágrafo 5, e do artigo 207, da Constituição Federal, colheu depoimentos de alunos e alunas, professores, funcionários e da estudante envolvida, além de analisar vídeos e imagens divulgadas. Os fatos: Foi apurado que a aluna tem frequentado as dependências da unidade em trajes inadequados, indicando uma postura incompatível com o ambiente da universidade, e, apesar de alertada, não modificou seu comportamento.
A sindicância apurou que, no dia da ocorrência dos fatos, a aluna fez um percurso maior que o habitual aumentando sua exposição e ensejando, de forma, explícita, os apelos dos alunos que se manifestavam em relação à sua postura, chegando, inclusive, a posar para fotos.
Novamente, a aluna optou por um percurso maior ao se dirigir ao toalete, o que alimentou a curiosidade e o interesse de mais alunos e alunas, tendo início, então, uma aglomeração em frente ao local.
Depoimentos de colegas indicam que, no interior do toalete feminino, a aluna se negou a complementar sua vestimenta para desfazer o clima que havia criado. Foi constatado que a atitude provocativa da aluna, no dia 22 de outubro, buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar.
Em seu depoimento perante a comissão, a aluna demonstrou um comportamento instável, que oscilava entre a euforia e o desinteresse, e estava acompanhada de dois advogados e uma estagiária vinculados a uma rede de televisão. Decisão do Conselho Superior da Universidade: Diante de todos os fatos apurados pela comissão de sindicância, o Conselho Superior, amparado pelo relatório apresentado e nos termos do Regimento Interno, decidiu, com base no Capítulo IV – Regime Disciplinar, artigos 215 e seguintes:
1 – Desligar a aluna Geisy Villa Nova Arruda do quadro discente da Instituição, em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade;
2 – Suspender das atividades acadêmicas, temporariamente, os alunos envolvidos devidamente identificados no incidente ocorrido no dia 22 de outubro. A UNIBAN reafirma o seu compromisso com a responsabilidade social e a promoção dos valores que regem uma instituição de ensino superior, expressando sua posição de apoio aos seus 60 mil alunos injustamente aviltados. Nesse sentido, cabe aqui registrar o estranhamento da UNIBAN diante do comportamento da mídia que, uma vez mais, perde a oportunidade de contribuir para um debate sério e equilibrado sobre temas fundamentais como ética, juventude e universidade.
Para tanto, convida seus alunos e alunas, professores, funcionários, a comunidade e a mídia para um ciclo de seminários sobre cidadania em data a ser oportunamente informada. Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL
fecha aspas
:
abre aspas
Responsabilidade educacional
A educação se faz com atitude e não complacência
A Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL – dirige-se ao público e, especialmente, à sua comunidade acadêmica para divulgar o resultado da sindicância no campus de São Bernardo do Campo sobre o episódio ocorrido no dia 22 de outubro, fartamente exibido na internet e divulgado pelos veículos de comunicação.
A sindicância consoante com o Regimento Interno nos termos do artigo 216, parágrafo 5, e do artigo 207, da Constituição Federal, colheu depoimentos de alunos e alunas, professores, funcionários e da estudante envolvida, além de analisar vídeos e imagens divulgadas. Os fatos: Foi apurado que a aluna tem frequentado as dependências da unidade em trajes inadequados, indicando uma postura incompatível com o ambiente da universidade, e, apesar de alertada, não modificou seu comportamento.
A sindicância apurou que, no dia da ocorrência dos fatos, a aluna fez um percurso maior que o habitual aumentando sua exposição e ensejando, de forma, explícita, os apelos dos alunos que se manifestavam em relação à sua postura, chegando, inclusive, a posar para fotos.
Novamente, a aluna optou por um percurso maior ao se dirigir ao toalete, o que alimentou a curiosidade e o interesse de mais alunos e alunas, tendo início, então, uma aglomeração em frente ao local.
Depoimentos de colegas indicam que, no interior do toalete feminino, a aluna se negou a complementar sua vestimenta para desfazer o clima que havia criado. Foi constatado que a atitude provocativa da aluna, no dia 22 de outubro, buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar.
Em seu depoimento perante a comissão, a aluna demonstrou um comportamento instável, que oscilava entre a euforia e o desinteresse, e estava acompanhada de dois advogados e uma estagiária vinculados a uma rede de televisão. Decisão do Conselho Superior da Universidade: Diante de todos os fatos apurados pela comissão de sindicância, o Conselho Superior, amparado pelo relatório apresentado e nos termos do Regimento Interno, decidiu, com base no Capítulo IV – Regime Disciplinar, artigos 215 e seguintes:
1 – Desligar a aluna Geisy Villa Nova Arruda do quadro discente da Instituição, em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade;
2 – Suspender das atividades acadêmicas, temporariamente, os alunos envolvidos devidamente identificados no incidente ocorrido no dia 22 de outubro. A UNIBAN reafirma o seu compromisso com a responsabilidade social e a promoção dos valores que regem uma instituição de ensino superior, expressando sua posição de apoio aos seus 60 mil alunos injustamente aviltados. Nesse sentido, cabe aqui registrar o estranhamento da UNIBAN diante do comportamento da mídia que, uma vez mais, perde a oportunidade de contribuir para um debate sério e equilibrado sobre temas fundamentais como ética, juventude e universidade.
Para tanto, convida seus alunos e alunas, professores, funcionários, a comunidade e a mídia para um ciclo de seminários sobre cidadania em data a ser oportunamente informada. Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL
fecha aspas
:
30.10.09
28.10.09
24.10.09
de frente um apartamento, duas mulheres, não sei se são irmãs, primas, amigas ou namoradas.essas coisas estão sempre tão perto hoje em dia.decoração barroca, muitas borboletas coloridas e uma televisão no girovisão em um dos dois quartos. a televisão fica ligada vinte quatro horas por dia.tendo ou não gente habitando ali, a televisão segue ligada.
abaixo, a esquerda apartamento de quarto e sala, um homem e uma mulher.estão jogando baralho.hoje é sexta, são onze e trinta e um e eles jogam baralho.não sei, acho que são casados.
mais a esquerda, uns andares acima um casarão, triplex, onde de vez em quando acontecem umas festinhas.adolescentes bebendo e fumando maconha.apartamento do tipo que está em alguma pendenga judicial e o proprietário consegue arrumar um qualquer com o apezão do avô.
mais abaixo uma familia:um homem, que aparenta por volta de trinta anos,uma mulher que anda pela casa de camisola do frajola, e um casal mais velho.ninguém se fala nessa casa.eles não trocam uma palavra sequer, não sei por que. nunca os vi trocando uma palavra sequer.
a direita lá embaixo no segundo andar, um dos mais divertidos, um dois quartos.o apartamento sempre fica com as cortinas fechadas.persianas, melhor dizendo.de uns tempos pra cá, não sei por que eles tão abrindo as persianas durante o dia e de noite, sem dúvida, fechado. e com o tempo, esse abrir e fechar deixou umas partes da persiana avariadas.e agora sim, consigo interagir.mas só pequenos momentos de vida.fragmentos pinterianos.
ela acendeu a luz.andou pra frente.ela abriu o armário, tirou a alcinha da camisola.andou e saiu de quadro.
nada acontece durante um tempo.
ela apareceu na sala.ele no quarto.
ele calça um sapato.não, um tênis preto e sai de quadro.
ela, na sala, senta na cadeira.está de vestido azul claro.bonito,o vestido.e sai de quadro.
ele entra na sala e sai de quadro
tempo e que nada acontece
e a familia continua a não se falar
as festas continuam tocando músicas
eles continuam jogando baralho
a televisão lá,continua ligada
e tocou uma música do arnaldo antunes!
uma luz branca cortando o ar esfumaçado
e pano rápido.
:
abaixo, a esquerda apartamento de quarto e sala, um homem e uma mulher.estão jogando baralho.hoje é sexta, são onze e trinta e um e eles jogam baralho.não sei, acho que são casados.
mais a esquerda, uns andares acima um casarão, triplex, onde de vez em quando acontecem umas festinhas.adolescentes bebendo e fumando maconha.apartamento do tipo que está em alguma pendenga judicial e o proprietário consegue arrumar um qualquer com o apezão do avô.
mais abaixo uma familia:um homem, que aparenta por volta de trinta anos,uma mulher que anda pela casa de camisola do frajola, e um casal mais velho.ninguém se fala nessa casa.eles não trocam uma palavra sequer, não sei por que. nunca os vi trocando uma palavra sequer.
a direita lá embaixo no segundo andar, um dos mais divertidos, um dois quartos.o apartamento sempre fica com as cortinas fechadas.persianas, melhor dizendo.de uns tempos pra cá, não sei por que eles tão abrindo as persianas durante o dia e de noite, sem dúvida, fechado. e com o tempo, esse abrir e fechar deixou umas partes da persiana avariadas.e agora sim, consigo interagir.mas só pequenos momentos de vida.fragmentos pinterianos.
ela acendeu a luz.andou pra frente.ela abriu o armário, tirou a alcinha da camisola.andou e saiu de quadro.
nada acontece durante um tempo.
ela apareceu na sala.ele no quarto.
ele calça um sapato.não, um tênis preto e sai de quadro.
ela, na sala, senta na cadeira.está de vestido azul claro.bonito,o vestido.e sai de quadro.
ele entra na sala e sai de quadro
tempo e que nada acontece
e a familia continua a não se falar
as festas continuam tocando músicas
eles continuam jogando baralho
a televisão lá,continua ligada
e tocou uma música do arnaldo antunes!
uma luz branca cortando o ar esfumaçado
e pano rápido.
:
22.10.09
18.10.09
incêdiado
então pra que serve essa tal de arte?
essa coisa estranha que não tem entendimento.
acaba virando cinza num apartamento no jardim botânico.
uma porção dificil de mensurar de arte na veia,
virou lágrima e uma matéria no jornal nacional.
oiticica já!
:
essa coisa estranha que não tem entendimento.
acaba virando cinza num apartamento no jardim botânico.
uma porção dificil de mensurar de arte na veia,
virou lágrima e uma matéria no jornal nacional.
oiticica já!
:
14.10.09
10.10.09
9.10.09
8.10.09
e cada verso meu, será pra ti,
seu olhar melhora o meu,mas
me vem um desejo louco de gritar
e
não adianta esperar, quando alguém está perdido, procurando se encontrar
tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu.
eu vou,por que não
um brinde,o nosso astro merece!
a poesia.
saiu do banho,se riu.
se gargalhou. ruborizou até.
colocou a roupa feliz.
:
seu olhar melhora o meu,mas
me vem um desejo louco de gritar
e
não adianta esperar, quando alguém está perdido, procurando se encontrar
tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu.
eu vou,por que não
um brinde,o nosso astro merece!
a poesia.
saiu do banho,se riu.
se gargalhou. ruborizou até.
colocou a roupa feliz.
:
6.10.09
um prazer que rubens mantinha e adorava era o de fumar um cigarro nas noites quentes.
colocava o cigarro na boca com destreza, encostava os cotovelo entre os dois vincos da janela,de modo que não o machucasse,pegava a mesma caixinha verde e preta, sacava um dos isqueiros e enfim, recostava todo o peso do corpo nos cotovelos e em apenas uma das pernas.e esxtasiava se com o delicioso cheiro do mar que um ventinho bom levava a+a copacabana inteira.
o dia realmente tinha sido cansativo e rubens não conseguia esconder a ansiedade pra chegar em casa.acordara as sete de manhã pra levar o filho menor na escola.teve problemas pra achar o papel aluminio pra embrulhar a maçã do lanche.a tarde, depois de ouvir uma bronca velada da diretora da escola,chega atrasado ao outro encontro.sem querer me alongar no dia agitado de rubens, te digo que o bicho pegou de verdade pra ele depois da hora do almoço.
sentou de frente pra televisão, arrastou uma pequena mesa de centro,procurou um negocio, olhou de relance a coleção de isqueiros que tinha.sim, ele colecionava isqueiros.de todas as cores,de todos os tamanhos, de todos os tipos.funcionando ou nao.novos ou não, não queria saber, queria ter isqueiros e só.se ajeitou na cadeira, colocou uma caixa verde e preta na mesa.abriu com calma e com certa reverência.lá estava o que agora podia melhorar o seu dia e seu humor.só aquela pequena caixinha verde e preta.
arroz, feijão, bife e batata frita, era o que ele gostava de comer.e como era bom matar a fome com arroz,feijão,bife e batata frita.infelizmente rubens só tinha como imaginar qualquer tipo de iguaria.ele tinha que sentar pra escrever o que realmente tinha acontecido de tão cansantivo após o almoço.achou chato ter de ter de escrever alguma coisa.foi rebelde e esqueceu isso.
na janela, ele fazia poesias lindas na cabeça
na janela, ele desenhava grande cidades na cabeça
na janela, ele sonhava sonhos impossíveis, mas sonhava
na janela, ele via um mundo com cheiro de mar
na janela,ele voava junto com os passarinhos
e lá estava ele,em seu ritual diario de pequeno prazer, dele consigo mesmo.fumava o cigarro de canto de boca e sentia a brisa.uma mulher do outro lado da rua,no predio de frente o olhou fundo. uma senhora gorda, fofinha, carinha de tia legal que a gente tem.vidrou o olhar nela.algum encanto que ele não conseguia classificar no seu próprio agádê. a senhora penteava com dificuldade um cabelo liso, surrado, enfeiado pela vida. ela tem um sorriso estranho de espanto.mas fica lá.olhando.e sendo olhada.rubens falava consigo mesmo como se consultasse o outro.do outro predio a senhora deus adeuzinho com a mão e sai a luz.
hipnotizado pelo sei la o que rubens desceu a escadaria de casa e saiu.de um telefone público ligou para nossa pediu que o ajudasse.
meu querido amigo,rubens
seu sonho é muito claro. você está com baixa auto estima.
grande abraço, amigo.
do seu amigo,
Dualcei Gullar
programa desabafe com dualcei
dualceigullar@radioccarioca.com.br
:
colocava o cigarro na boca com destreza, encostava os cotovelo entre os dois vincos da janela,de modo que não o machucasse,pegava a mesma caixinha verde e preta, sacava um dos isqueiros e enfim, recostava todo o peso do corpo nos cotovelos e em apenas uma das pernas.e esxtasiava se com o delicioso cheiro do mar que um ventinho bom levava a+a copacabana inteira.
o dia realmente tinha sido cansativo e rubens não conseguia esconder a ansiedade pra chegar em casa.acordara as sete de manhã pra levar o filho menor na escola.teve problemas pra achar o papel aluminio pra embrulhar a maçã do lanche.a tarde, depois de ouvir uma bronca velada da diretora da escola,chega atrasado ao outro encontro.sem querer me alongar no dia agitado de rubens, te digo que o bicho pegou de verdade pra ele depois da hora do almoço.
sentou de frente pra televisão, arrastou uma pequena mesa de centro,procurou um negocio, olhou de relance a coleção de isqueiros que tinha.sim, ele colecionava isqueiros.de todas as cores,de todos os tamanhos, de todos os tipos.funcionando ou nao.novos ou não, não queria saber, queria ter isqueiros e só.se ajeitou na cadeira, colocou uma caixa verde e preta na mesa.abriu com calma e com certa reverência.lá estava o que agora podia melhorar o seu dia e seu humor.só aquela pequena caixinha verde e preta.
arroz, feijão, bife e batata frita, era o que ele gostava de comer.e como era bom matar a fome com arroz,feijão,bife e batata frita.infelizmente rubens só tinha como imaginar qualquer tipo de iguaria.ele tinha que sentar pra escrever o que realmente tinha acontecido de tão cansantivo após o almoço.achou chato ter de ter de escrever alguma coisa.foi rebelde e esqueceu isso.
na janela, ele fazia poesias lindas na cabeça
na janela, ele desenhava grande cidades na cabeça
na janela, ele sonhava sonhos impossíveis, mas sonhava
na janela, ele via um mundo com cheiro de mar
na janela,ele voava junto com os passarinhos
e lá estava ele,em seu ritual diario de pequeno prazer, dele consigo mesmo.fumava o cigarro de canto de boca e sentia a brisa.uma mulher do outro lado da rua,no predio de frente o olhou fundo. uma senhora gorda, fofinha, carinha de tia legal que a gente tem.vidrou o olhar nela.algum encanto que ele não conseguia classificar no seu próprio agádê. a senhora penteava com dificuldade um cabelo liso, surrado, enfeiado pela vida. ela tem um sorriso estranho de espanto.mas fica lá.olhando.e sendo olhada.rubens falava consigo mesmo como se consultasse o outro.do outro predio a senhora deus adeuzinho com a mão e sai a luz.
hipnotizado pelo sei la o que rubens desceu a escadaria de casa e saiu.de um telefone público ligou para nossa pediu que o ajudasse.
meu querido amigo,rubens
seu sonho é muito claro. você está com baixa auto estima.
grande abraço, amigo.
do seu amigo,
Dualcei Gullar
programa desabafe com dualcei
dualceigullar@radioccarioca.com.br
:
5.10.09
4.10.09
1.10.09

http://fiznamtv.com.br/video/ver/27509
eis o link de um vídeo que eu fiz e está participando do
fiz na mtv.
eis o link de um vídeo que eu fiz e está participando do
fiz na mtv.
30.9.09
poeta,
me dá poeta
me dá carne
me da a net,o telefone e internet,me dá poeta.
me dá o papel higienico
me da a conta do gas,da luz e o café do guarda,poeta.euq uero
me dá o condominio poeta,
a conta da creche, do leque do beque, que negue,
poeta.
me dá que eu cansei desse sonho barato que você vende a granel
não quero.quero
o feijão
o arroz
a agua e
a farinha,
prefiro.
a parte
o silencio é um suspiro.
me dá poeta,
me dá mais um poquinho de sonho que chorar cansa tanto a vista.
:
me dá poeta
me dá carne
me da a net,o telefone e internet,me dá poeta.
me dá o papel higienico
me da a conta do gas,da luz e o café do guarda,poeta.euq uero
me dá o condominio poeta,
a conta da creche, do leque do beque, que negue,
poeta.
me dá que eu cansei desse sonho barato que você vende a granel
não quero.quero
o feijão
o arroz
a agua e
a farinha,
prefiro.
a parte
o silencio é um suspiro.
me dá poeta,
me dá mais um poquinho de sonho que chorar cansa tanto a vista.
:
de certa forma tudo aconteceu como eu esperava
ou como eu imaginava que ia acontecer,
uma porrada no peito forte,
uma dor de cabeça pra agora.
um mundo inteiro que pesa nas costas de um segundo pro outro.
e foi assim mesmo como eu supunha,
direto
reto
sem pensar
na hora
tudo como eu quis ter escrito com alguns anos de diferença.nos meus escritos me via pai mais velho,uns trinta sei lá.
ou será que uns trinta ja chegou e
ninguém me convidou pra festança
barrado na baile.
a porta bateu
a correia rangeu
a oficina mandou o orçamento
o telefone da ginecologista
a rua siqueira campos
e um outro mundo que a gente mata no peito, desce no gramado
e tenta sair jogando,
as vezes uns bicos pra frente, as vezes sim e porque não uns bons bicos pra frente.
(e salve os bicos)
mas o amor constrói.
ah,constrói eu vi!
a minha unica laranja,
meu maior obrigado.
(`)
sim,temos laranja.laranja pra chuchu
e braços pernas mãos e mais braços,quantos precisarem
e amigos.fieis
obrigado.a eles
saudação e reverência.
e pais.
e mães.
capitulo a parte.
a eles,
obrigado é quase nada,
por tanto.
por tudo:muito,muito
obrigado.
e essa lágrima que arranquei de você agora.de onde veio
:
ou como eu imaginava que ia acontecer,
uma porrada no peito forte,
uma dor de cabeça pra agora.
um mundo inteiro que pesa nas costas de um segundo pro outro.
e foi assim mesmo como eu supunha,
direto
reto
sem pensar
na hora
tudo como eu quis ter escrito com alguns anos de diferença.nos meus escritos me via pai mais velho,uns trinta sei lá.
ou será que uns trinta ja chegou e
ninguém me convidou pra festança
barrado na baile.
a porta bateu
a correia rangeu
a oficina mandou o orçamento
o telefone da ginecologista
a rua siqueira campos
e um outro mundo que a gente mata no peito, desce no gramado
e tenta sair jogando,
as vezes uns bicos pra frente, as vezes sim e porque não uns bons bicos pra frente.
(e salve os bicos)
mas o amor constrói.
ah,constrói eu vi!
a minha unica laranja,
meu maior obrigado.
(`)
sim,temos laranja.laranja pra chuchu
e braços pernas mãos e mais braços,quantos precisarem
e amigos.fieis
obrigado.a eles
saudação e reverência.
e pais.
e mães.
capitulo a parte.
a eles,
obrigado é quase nada,
por tanto.
por tudo:muito,muito
obrigado.
e essa lágrima que arranquei de você agora.de onde veio
:
23.9.09
17.9.09
é essa vontade contida de gritar sem motivo.
essa mania de querer estar perto de você impune.
e essa coisa apertando o peito agora, angustia,parece.
e tem esse medo do 'está por vir' que franze a testa e sua as mãos.
mas
também tem esse sorriso que silencioso me abranda a alma,
que revigora as vontades,
o desejo de mudar o mundo e
essa vontade de seguir caminhando do seu lado,nem que seja a pé.
pés sujos de barro e vida, eu e você!
:
essa mania de querer estar perto de você impune.
e essa coisa apertando o peito agora, angustia,parece.
e tem esse medo do 'está por vir' que franze a testa e sua as mãos.
mas
também tem esse sorriso que silencioso me abranda a alma,
que revigora as vontades,
o desejo de mudar o mundo e
essa vontade de seguir caminhando do seu lado,nem que seja a pé.
pés sujos de barro e vida, eu e você!
:
16.9.09
13.9.09
11.9.09
7.9.09
a mãe sempre soube
a menina roçou uma perna na outra deixando a mostra uma parte da calcinha. a pequena saia escolar ficava pouca coisa acima da cintura.ela mascava chiclete e olhava de rabo de olho o velho escritor.ele estava sentado escrevendo numa olivetti velha. a menina propositalmente abriu mais as pernas e maliciosamente desabotoou três botões da camisa. o homem viu aquilo e um misto de sentimentos o segurou pelas pernas. o homem levantou, ficou na porta do escritório olhando o espetáculo que se desenhava. caminhou até o corredor que ligava ao outro quarto,em direção a menina. da porta do quarto dela, ele olhava sem saber o que sentia.
decidiu fechar a porta do quarto. ligou pra mãe dela, e se despediu sem dizer o por que da partida.decidiu dar fim ao romance que escrevia. resolveu ir plantar horatliças.
e ainda pelo telefone a mãe não perdoou a menina: lolita sempre apronta dessas.
:
a menina roçou uma perna na outra deixando a mostra uma parte da calcinha. a pequena saia escolar ficava pouca coisa acima da cintura.ela mascava chiclete e olhava de rabo de olho o velho escritor.ele estava sentado escrevendo numa olivetti velha. a menina propositalmente abriu mais as pernas e maliciosamente desabotoou três botões da camisa. o homem viu aquilo e um misto de sentimentos o segurou pelas pernas. o homem levantou, ficou na porta do escritório olhando o espetáculo que se desenhava. caminhou até o corredor que ligava ao outro quarto,em direção a menina. da porta do quarto dela, ele olhava sem saber o que sentia.
decidiu fechar a porta do quarto. ligou pra mãe dela, e se despediu sem dizer o por que da partida.decidiu dar fim ao romance que escrevia. resolveu ir plantar horatliças.
e ainda pelo telefone a mãe não perdoou a menina: lolita sempre apronta dessas.
:
a escolha
não sabiam mais quanto tempo estavam ali.esperavam apenas.
o ocio, a pouca comida e a desesperança consumiam os dois valentes cavaleiros.se serviram de cachaça, brindaram em silêncio.beberam tudo de um gole só.depois disso, o silêncio e a espera.
num rompante de desespero um dos homens levantou e decidiu ir embora.com um grito seco de vitória, escolheu voltar ao lar, com casa, comida e flores no jardim.
desistiu de esperar godot.
:
não sabiam mais quanto tempo estavam ali.esperavam apenas.
o ocio, a pouca comida e a desesperança consumiam os dois valentes cavaleiros.se serviram de cachaça, brindaram em silêncio.beberam tudo de um gole só.depois disso, o silêncio e a espera.
num rompante de desespero um dos homens levantou e decidiu ir embora.com um grito seco de vitória, escolheu voltar ao lar, com casa, comida e flores no jardim.
desistiu de esperar godot.
:
despedidas
e depois que tudo acabou, a poeira baixou, Chen Te encostou no balcão, pediu uma dose de batida de mel. tomou de um gole só,como se fosse um remédio, fazendo cara feia.permaneceu parada por alguns instantes pensativa.comprou um maço de marlboro, sentou na calçada e chorou.Sun Tzu de dentro do 355,acenou com um lenço do outro lado da pça Tiradentes.
:
e depois que tudo acabou, a poeira baixou, Chen Te encostou no balcão, pediu uma dose de batida de mel. tomou de um gole só,como se fosse um remédio, fazendo cara feia.permaneceu parada por alguns instantes pensativa.comprou um maço de marlboro, sentou na calçada e chorou.Sun Tzu de dentro do 355,acenou com um lenço do outro lado da pça Tiradentes.
:
crime e castigo
e ai o jovem dinamarquês, ainda desconcertado corre ao quarto da mãe no desepero de não saber o que fazer. tem sangue nas mãos. os olhos estão vermelhos e assustados. ele corre até a ponta da sacada e enfim para.estático.parado como se estivesse enfeitiçado.acendeu um cigarro, ouviu barulho da sirene se aproximando.passou as mãos no rosto,esfregou, transformando o sangue numa espécie de pintura de guerra.a polícia chegou,o cigarro acabou.
ele foi preso, consternado.
;
5.9.09
um pouco de fé não há de te fazer mal
a crença no que a gente não tem certeza, a interrogação máxima da existência,goela abaixo.
e sem resposta.
mas o que há de se fazer com isso tudo
é a interrogação que faz girar o
mundo.
perguntas sem respostas e uma incerteza total.a ainda assim,
definitivamente,
acreditar que sim,não vai fazer mal
:
a crença no que a gente não tem certeza, a interrogação máxima da existência,goela abaixo.
e sem resposta.
mas o que há de se fazer com isso tudo
é a interrogação que faz girar o
mundo.
perguntas sem respostas e uma incerteza total.a ainda assim,
definitivamente,
acreditar que sim,não vai fazer mal
:
21.8.09
se um dia tudo acontecesse como nos seus sonhos?
um dia , de manhã o príncipe chegaria e se apresentaria pra você,Entcantado.
quando você achar aquela nota de cinquenta,vai estranhar?
se uma hora dessas você receber flores,ou um picolé?
você dirá,simplistamente,
foi coincidência.
e não foi.
deu muito trabalho trazer esse entregador de flores,
foi um problema conseguir alvará pro cavalo branco do principe tomar as ruas.
pode acreditar,
a produção trabalha pra isso.
:
um dia , de manhã o príncipe chegaria e se apresentaria pra você,Entcantado.
quando você achar aquela nota de cinquenta,vai estranhar?
se uma hora dessas você receber flores,ou um picolé?
você dirá,simplistamente,
foi coincidência.
e não foi.
deu muito trabalho trazer esse entregador de flores,
foi um problema conseguir alvará pro cavalo branco do principe tomar as ruas.
pode acreditar,
a produção trabalha pra isso.
:
20.8.09
19.8.09
14.8.09
11.8.09
9.8.09
medo de
acontecer alguma coisa com você
medo de
deitar na cama e não ter o teu calor pertinho aqui
medo de
correr na orla sem a tua bicicleta no calcanhar
medo de
acordar de manhã e não ter bom dia pra dizer
medo de
fazer o café e não ter a tua caneca verde pra dividir
medo de
não ter com quem brigar de noite pela ponta do endredon
medo de
contar uma piada sem graça e não ter você aqui
pra rir
medo de você sair e nunca mais voltar
...
- tá , eu não vou comprar cigarro.
acontecer alguma coisa com você
medo de
deitar na cama e não ter o teu calor pertinho aqui
medo de
correr na orla sem a tua bicicleta no calcanhar
medo de
acordar de manhã e não ter bom dia pra dizer
medo de
fazer o café e não ter a tua caneca verde pra dividir
medo de
não ter com quem brigar de noite pela ponta do endredon
medo de
contar uma piada sem graça e não ter você aqui
pra rir
medo de você sair e nunca mais voltar
...
- tá , eu não vou comprar cigarro.
7.8.09
4.8.09
29.7.09
16.7.09
réu confesso
eu vou afogar teu celular num copo de cachaça.
pro alcool corroer ele todinho por dentro,
pra ver se destruir cada centímetro do circuito interno.
confesso que me deixaria feliz, vê-lo se debater vibrando em vão,
dentro do copo americano.
agonizando em sua derradeira chamada. definhando sem bateria.
e não mais esse aparelho de toque histerico vai te tirar dos meus braços.
:
eu vou afogar teu celular num copo de cachaça.
pro alcool corroer ele todinho por dentro,
pra ver se destruir cada centímetro do circuito interno.
confesso que me deixaria feliz, vê-lo se debater vibrando em vão,
dentro do copo americano.
agonizando em sua derradeira chamada. definhando sem bateria.
e não mais esse aparelho de toque histerico vai te tirar dos meus braços.
:
14.7.09
marionete
no meio da noite, ela se sentia manipulada.
dançando a música dos aplausos, sentindo os fios prendendo seus braços.
quis se soltar, quis correr, mas as amarras nos braços insistiam em faze-la
tal qual bailarina, dançar.
sentia-se cercada de todos aqueles clichês que todos sabiam repetir aos brados.
ela queria antes de qualquer coisa, dar um gole na cerveja que suava na mesa.
as milhões de vozes misturadas tiravam a concentração e embaralhava as milhares
de paciencias jogados no computador de madrugada.
a solidão e a abundancia.a solidão em abundancia.
era a vontade de fugir e o medo de não conseguir voar
que deixavam a menina estagnada.
suspensa, presa por fios.
bem distante das garrafas de cerveja.
:
no meio da noite, ela se sentia manipulada.
dançando a música dos aplausos, sentindo os fios prendendo seus braços.
quis se soltar, quis correr, mas as amarras nos braços insistiam em faze-la
tal qual bailarina, dançar.
sentia-se cercada de todos aqueles clichês que todos sabiam repetir aos brados.
ela queria antes de qualquer coisa, dar um gole na cerveja que suava na mesa.
as milhões de vozes misturadas tiravam a concentração e embaralhava as milhares
de paciencias jogados no computador de madrugada.
a solidão e a abundancia.a solidão em abundancia.
era a vontade de fugir e o medo de não conseguir voar
que deixavam a menina estagnada.
suspensa, presa por fios.
bem distante das garrafas de cerveja.
:
6.7.09
2.7.09
nem tudo, é só isso
a madame diz: acordei cedo
o rapaz de cabelo roxo diz:o pior de se estar sozinho é voltar pra casa e ver que tudo está exatamente no lugar que você deixou.
a loura que adora a noite diz:se arrpendimento matasse.
o homem que não decidiu por qual porta sair diz:que dia lindo.sol,praia.pegadas na areia.
a menina de dezessete anos diz: boa tarde
a menina de dezoito anos diz:boa tarde
a menina de cinquenta e sete diz: boa tarde, amore.
um rapaz com saudade diz:contando os dias pra ferias no balneário
o rapaz de barba por fazer diz:assistindo novamente a primeira temporada de lost
a menina que não soube crescer diz:meu orkut ta mais parado que água com dengue :(
o homem no alto de seus quarenta e seis anos diz:que merda!
a menina que tem uma lembrança da terra natal diz:indo mendigar no sonique.marinones e bru, espero vcs lá!
o cara que tem doença de pele e mudou de cor:o que a gente ta dançando mesmo?
uma menina curtiu isso.
uma menina diz:valsa.
um gordinho engraçado diz:Tô com sede , a noite será agradável , alguém visa fazer sinais de fogo comigo hoje , em Itacoatiara ?
uma mulher que disse não ao filho ontem diz:tudo pessoal. eu - pessoal. o que importa se verdade ou mentira. quem pergunta ta falando sobre o que?
uma loira diz :ué... eu fiz o teste do cachorrinho e não apareceu aqui...
um mulher que mora no meier diz:indo malhar! acordar cedo para malhar.o que uma barra de chocolate não faz com uma pessoa...
um ator diz:o céu ta dançando.
um cara de óculos na ponta do nariz diz:bizarro,essa porra.
uma menina perdida diz:ja to começando a entender essa parada de facebook tbc.
um cara com o braço fraturado diz:feliz pela ligação.pelas duas cartas que mandei.
uma mulher que acabou de perder uma amiga diz:
um nerd diz: não se preocupe em entender.viver ultrapassa todo entendimento.
um babaca diz:por que eu to escrevendo essa porra?
um poeta de computador diz: o pior é que nem tudo,é só isso
:
a madame diz: acordei cedo
o rapaz de cabelo roxo diz:o pior de se estar sozinho é voltar pra casa e ver que tudo está exatamente no lugar que você deixou.
a loura que adora a noite diz:se arrpendimento matasse.
o homem que não decidiu por qual porta sair diz:que dia lindo.sol,praia.pegadas na areia.
a menina de dezessete anos diz: boa tarde
a menina de dezoito anos diz:boa tarde
a menina de cinquenta e sete diz: boa tarde, amore.
um rapaz com saudade diz:contando os dias pra ferias no balneário
o rapaz de barba por fazer diz:assistindo novamente a primeira temporada de lost
a menina que não soube crescer diz:meu orkut ta mais parado que água com dengue :(
o homem no alto de seus quarenta e seis anos diz:que merda!
a menina que tem uma lembrança da terra natal diz:indo mendigar no sonique.marinones e bru, espero vcs lá!
o cara que tem doença de pele e mudou de cor:o que a gente ta dançando mesmo?
uma menina curtiu isso.
uma menina diz:valsa.
um gordinho engraçado diz:Tô com sede , a noite será agradável , alguém visa fazer sinais de fogo comigo hoje , em Itacoatiara ?
uma mulher que disse não ao filho ontem diz:tudo pessoal. eu - pessoal. o que importa se verdade ou mentira. quem pergunta ta falando sobre o que?
uma loira diz :ué... eu fiz o teste do cachorrinho e não apareceu aqui...
um mulher que mora no meier diz:indo malhar! acordar cedo para malhar.o que uma barra de chocolate não faz com uma pessoa...
um ator diz:o céu ta dançando.
um cara de óculos na ponta do nariz diz:bizarro,essa porra.
uma menina perdida diz:ja to começando a entender essa parada de facebook tbc.
um cara com o braço fraturado diz:feliz pela ligação.pelas duas cartas que mandei.
uma mulher que acabou de perder uma amiga diz:
um nerd diz: não se preocupe em entender.viver ultrapassa todo entendimento.
um babaca diz:por que eu to escrevendo essa porra?
um poeta de computador diz: o pior é que nem tudo,é só isso
:
1.7.09
27.6.09
Um cara que dança pra caralho.assim conheci o cara.depois um lp de presente de natal. thriller e o cara meio sentado, meio deitado com cara de galã.depois veio uma série de tv que falava da familia do cara, falava da infancia do cara, da familia, do pai que era foda com ele.dava até medo.a admiração aumentou e com o passar dos tempos,dos dias, das músicas,das danças,do moonwalker...mas o cara não queria crescer.nunca quis.
e sofreu por isso.
trocando canais,me deparei com o plantão da globo news.ele estava em coma.quando eu realmente prestei atenção a tv, o correspondente em los angeles disse meio gaguejando, meio não querendo acreditar:ele morreu.tão dando aqui que ele morreu.
e depois de todo morreu-não-morreu dos tabloides eu acompanhava cada pseudo noticia que vinha de los angeles.e no meio de todo aquele confirma-não confirma. quem deu a noticia-quem não deu.aquele circo todo, aquele tabloide ambulante que virou a informação hoje em dia, as pessoas se acumulavam em querer saber a fatidica novidade.
nem na hora da morte o cara conseguiu calma.
e agora com calma, de volta a essencia, ele pode voltar a ser o
"neguinho"com nariz de batata e cabelo black power que era genial.
de todas as imagens e fotos,a que mais me dá saudade é a desse neguinho.
que no fundo,ele nunca quis deixar de ser.
salve ele.
:
22.6.09
todo mundo tem seu pote
*todo mundo tem uma palavra pra chamar de sua
rever erros de ortografia,
comecei a poesia assim.
preocupado com o que queria
escrever.
a pouco acessivel inspiração não
me dava bola, nem me olhava de canto de
olho.
mas queria escrever alguma coisa.
não tinha o motivo, não tinha o poema.
deu vontade de sentar, deixar os dedos
escreverem sem que a cabeça censurasse absolutamente
nada ou quase tudo.
isso foi, saindo assim, escrevendo sem pensar,
sem achar a métrica, a réplica quiçá até a tréplica
potencia. sem estilizar, sem quebrar a cabeça pra encaixar a
palavra com a palavra.
me deu vontade de parar.gostei do som de dizer isso.
que nem pote*.
palavra com palavra é bom de falar
palavra com palavra parece um beijo.
me dei por satisfeito,
eis que a poesia termina como um beijo.
:
*todo mundo tem uma palavra pra chamar de sua
rever erros de ortografia,
comecei a poesia assim.
preocupado com o que queria
escrever.
a pouco acessivel inspiração não
me dava bola, nem me olhava de canto de
olho.
mas queria escrever alguma coisa.
não tinha o motivo, não tinha o poema.
deu vontade de sentar, deixar os dedos
escreverem sem que a cabeça censurasse absolutamente
nada ou quase tudo.
isso foi, saindo assim, escrevendo sem pensar,
sem achar a métrica, a réplica quiçá até a tréplica
potencia. sem estilizar, sem quebrar a cabeça pra encaixar a
palavra com a palavra.
me deu vontade de parar.gostei do som de dizer isso.
que nem pote*.
palavra com palavra é bom de falar
palavra com palavra parece um beijo.
me dei por satisfeito,
eis que a poesia termina como um beijo.
:
7.6.09
4.6.09
A LADRA DE ISQUEIROS
I.apresentação
seu crime era sua maior paixão.colecionava isqueiros.de todas as cores.todos os tamanhos.todas as marcas.muitas nacionalidades.era uma paixão incondicional por isqueiros.mas essa paixão tinha algumas peculiaridades. o isqueiro nunca poderia ser comprado.teria de ser sempre roubado.e aí, o confessavel crime.e pra isso criou inumeras tecnicas de furto de isqueiros.as sextas, ia pra lapa, num samba que tinha em frente ao sinuca-que agora tem até que pagar pra entrar. etrategicamente ela com os amigos universitarios ficavam sambandinho, fumando um cigaro e outro, embora não gostasse muito de cigarro, mas nao tinha outra maneira de conseguir trazer aos olhos do mundo o isqueiro. então fumava o carlton cinza, aquele mais fraquinho que é a mesma coisa que um suspiro de saudade.como o pessoal do sambinha universitario são meninos e meninas ricas do lebon que curtem ser ou parecer meninos e meninas pobres e intelectuais.e todo mundo fuma.e todo mundo tem insqueiro.então justificava a ida ao samba.
as sextas ela gostava de uma coisa mais calma tipo cinema ou teatro e certamente um chopinho depois.de preferencia em mesas grandes, com bastante gente com isqueiros a postos. outra grande fonte de isqueiros alheios as mesas de bar. aos sabados, não revelo. domingos cinema com amigos. na hora da pipoca puxa um cigarro estrategicamente.todos estão entrando pra ver o filme. um amigo dá o isqueiro. ela vai acender mas diz que não consegue acender.o rapaz corre falando que ja vai entrando.mais um isqueiro pra coleção
:
I.apresentação
seu crime era sua maior paixão.colecionava isqueiros.de todas as cores.todos os tamanhos.todas as marcas.muitas nacionalidades.era uma paixão incondicional por isqueiros.mas essa paixão tinha algumas peculiaridades. o isqueiro nunca poderia ser comprado.teria de ser sempre roubado.e aí, o confessavel crime.e pra isso criou inumeras tecnicas de furto de isqueiros.as sextas, ia pra lapa, num samba que tinha em frente ao sinuca-que agora tem até que pagar pra entrar. etrategicamente ela com os amigos universitarios ficavam sambandinho, fumando um cigaro e outro, embora não gostasse muito de cigarro, mas nao tinha outra maneira de conseguir trazer aos olhos do mundo o isqueiro. então fumava o carlton cinza, aquele mais fraquinho que é a mesma coisa que um suspiro de saudade.como o pessoal do sambinha universitario são meninos e meninas ricas do lebon que curtem ser ou parecer meninos e meninas pobres e intelectuais.e todo mundo fuma.e todo mundo tem insqueiro.então justificava a ida ao samba.
as sextas ela gostava de uma coisa mais calma tipo cinema ou teatro e certamente um chopinho depois.de preferencia em mesas grandes, com bastante gente com isqueiros a postos. outra grande fonte de isqueiros alheios as mesas de bar. aos sabados, não revelo. domingos cinema com amigos. na hora da pipoca puxa um cigarro estrategicamente.todos estão entrando pra ver o filme. um amigo dá o isqueiro. ela vai acender mas diz que não consegue acender.o rapaz corre falando que ja vai entrando.mais um isqueiro pra coleção
:
ela não gostou do meu café,
açucar odiava, me contou.
desci,peguei chuva,o olho brilhava por aquele sorriso.
comprei pão,queijo,peito de peru
suco de laranja,manteiga mineira
e adocil pro café,perfeito agora
café moído na hora,tive de mudar,
duas semanas de café pilão
mais forte pra nós dois.
e o adocil lá intacto,fechado e solitário.
comprei o adocil pra você,
e você não toca.
ela diz que gostou do meu
açucar,
se acostumou, me disse
:
açucar odiava, me contou.
desci,peguei chuva,o olho brilhava por aquele sorriso.
comprei pão,queijo,peito de peru
suco de laranja,manteiga mineira
e adocil pro café,perfeito agora
café moído na hora,tive de mudar,
duas semanas de café pilão
mais forte pra nós dois.
e o adocil lá intacto,fechado e solitário.
comprei o adocil pra você,
e você não toca.
ela diz que gostou do meu
açucar,
se acostumou, me disse
:

chamada não atendida
(por que torcicolo é que nem saudade,não tem hora certa pra aparecer)
calma ao descer,
cuidado que pra baixo todo santo ajuda.
quando quiser subir, imagine,
mas não deixe de levar bombons.
se apesar da cor do teu sapato,
der vontade de ligar, perca a noção do tempo e
imagine.
e não deixe de levar um pacote
de papel toalha e outra garrafa daquele
vinho del diablo.
quando o inverno vier bater aqui dentro,
aquele vinho pode dar uma mão,acredite.
e o filme que ficou,aquele que ninguém gostou,
wil smith,caras e bocas não dá. ah,
isqueiro!
quando a torcicolo entortar-te o pescoço,
imagine,
era bom saber a hora antes de tentar descer.
:
quando a torcicolo entortar-te o pescoço,
imagine,
era bom saber a hora antes de tentar descer.
:
2.6.09
o médico recomendou uma semana de repouso
a.a chegada do frio
vinho tinto seco.produzido e engarrafado por viña concha y touro sa.virginia subercasseux 210,pirque,santiago,chile.complexo industrial de suap-cabo de santo agostinho-pe.cnpj:338563940001-33 registro no mapa numero: pe-0549-rod.presidente dutra,quilometro 298,polo industrial de resende.ingredientes:fermentado de uvas,conservantes ins220,não contém glutem.prazo de validade:produto não perecivel.armezenar em local seco,fresco,arejado ao abrigo da luz e do calor,de preferencia na posição horizontal.evite o consumo excessivo de alcool.aprecie nossa qualidade com responsabilidade.
:
a.a chegada do frio
vinho tinto seco.produzido e engarrafado por viña concha y touro sa.virginia subercasseux 210,pirque,santiago,chile.complexo industrial de suap-cabo de santo agostinho-pe.cnpj:338563940001-33 registro no mapa numero: pe-0549-rod.presidente dutra,quilometro 298,polo industrial de resende.ingredientes:fermentado de uvas,conservantes ins220,não contém glutem.prazo de validade:produto não perecivel.armezenar em local seco,fresco,arejado ao abrigo da luz e do calor,de preferencia na posição horizontal.evite o consumo excessivo de alcool.aprecie nossa qualidade com responsabilidade.
:
romanticos e babacas todos nós,
que nos inquietamos com o mundo la fora.
romanticos e babacas todos nós,sonhadores
querendo mudar o olhar alheio.
romanticos e babacas nós, que cremos na transformação,
pela arte.pelo conhecimento.pelo entendimento tridimensional que só
a arte revela.
romanticos e babacas todos nós,
esses seres que acreditam na poesia como
salvação do mundo.
e da alma.
romanticos e babacas nós,
que entramos na batalha pra guerrear com
idíeias,esperança e um projeto embaixo do braço.
a eles,
os romanticos e babacas,como eu,
um brinde!
:
que nos inquietamos com o mundo la fora.
romanticos e babacas todos nós,sonhadores
querendo mudar o olhar alheio.
romanticos e babacas nós, que cremos na transformação,
pela arte.pelo conhecimento.pelo entendimento tridimensional que só
a arte revela.
romanticos e babacas todos nós,
esses seres que acreditam na poesia como
salvação do mundo.
e da alma.
romanticos e babacas nós,
que entramos na batalha pra guerrear com
idíeias,esperança e um projeto embaixo do braço.
a eles,
os romanticos e babacas,como eu,
um brinde!
:
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eu?
- tatá.
- to correndo.sempre pressa.meio atrasado.ligação perdida.olhar atento.desculpa o atraso.to indo embora.quer carona?aqui desse lado,aqui..assim mesmo.meu fluminense e meus desejos.um beijo do seu.eu aqui em qualquer lugar aqui, espaço pra vazão a idéias. ficção criando uma verdade pseudo pessoal. "eu quero uma verdade inventada"
leia me
divagando também
[alter]ego marginal
















