divagações concretas concretudes abstratas
e um copo vazio está
cheio de ar
cheio de ar
6.5.10
5.5.10
1.4.10
nada ............................................................. inteligente pra dizer no
momento, portanto,................................................ calo.
leio. observo.critico.avalio.
não chego.........a......................................................conclusão alguma.
dou uma puxada mais forte no cigarro.respiro fundo...........................
solto a...................fumaça assoprando................como ........se apagasse velinhas.resignado,decido................não escrever.......................................................nada.
29.3.10
aquela hora em que tudo parece que vai dar errado.ansiedade berrando na orelha.inácio quase berrando também ja aqui.um canto apenas.mentir pra alugar:qual sua profissão?produtor de eventos.se falar que sou ator periga minha ficha cair!um mundo acabando.e outro se deliciando com o chegar no outono.tudo isso dentro de um daqueles negócios que eu não sei o nome que você agita e bem devagar a neve vai caindo de novo como se tudo estivesse calmo como papel picado no chão.
27.3.10
por que reduzir uma questão gigantesca a uma simples briguinha de gays e heteros
por que por essas bandas a gente não consegue enxergar nada que não tenha um Rótulo,
passivo
de olhos inesejosos.
uma boa leitura tb, uma
crônica incrível de fabrício carpinejar no excelente livro Canalha!
Pode me chamar de gay, não está me ofendendo. Pode me chamar de gay, é um elogio. Pode me chamar de gay, apesar de ser heterossexual, não me importo de ser confundido. Ser gay me favorece, me amplia, me liberta dos condicionamentos. Não é um julgamento, é uma referência. Pode me chamar de gay, não me sinto desaforado, não me sinto incomodado, não me sinto diminuído, não me sinto constrangido. Pode me chamar de gay, está dizendo que sou inteligente. Está dizendo que converso com ênfase. Está dizendo que sou sensível. Pode me chamar de gay. Está dizendo que me preocupo com os detalhes. Está dizendo que dou água para as samambaias. Está dizendo que me preocupo com a vaidade. Está dizendo que me preocupo com a verdade. Pode me chamar de gay. Está dizendo que guardo segredo. Está dizendo que me importo com as palavras que não foram ditas. Está dizendo que tenho senso de humor. Está dizendo que sou carente pelo futuro. Está dizendo que sei escolher as roupas. Pode me chamar de gay. Está dizendo que cuido do corpo, afino as cordas dos traços. Está dizendo que falo sobre sexo sem vergonha. Está dizendo que danço levantando os braços. Pode me chamar de gay. Está dizendo que choro sem o consolo dos lenços. Está dizendo que meus pesadelos passaram na infância. Está dizendo que dobro toalha de mesa como se fosse um pijama de seda. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou aberto e me livrei dos preconceitos. Está dizendo que posso andar de mãos dadas com os anéis. Está dizendo que assisto a um filme para me organizar no escuro. Pode me chamar de gay. Está dizendo que reinventei minha sexualidade, reinventei meus princípios, reinventei meu rosto de noite. Pode me chamar de gay. Está dizendo que não morri no ventre, na cor da íris, no castanho dos cílios. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou o melhor amigo da mulher, que aceno ao máximo no aeroporto, que chamo o táxi com grito. Pode me chamar de gay. Está dizendo que me importo com o sofrimento do outro, com a rejeição, com o medo do isolamento. Está dizendo que não tolero a omissão, a inveja, o rancor. Pode me chamar de gay. Está dizendo que vou esperar sua primeira garfada antes de comer. Está dizendo que não palito os dentes. Está dizendo que desabafo os sentimentos diante de um copo de vinho. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou generoso com as perdas, que não economizo elogios, que coleciono sapatos. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou educado, que sou espontâneo, que estou vivo para não me reprimir na hora de escrever. Pode me chamar de gay. Que seja bem alto. A fragilidade do vidro nasce da força e do ímpeto do fogo
por que por essas bandas a gente não consegue enxergar nada que não tenha um Rótulo,
passivo
de olhos inesejosos.
uma boa leitura tb, uma
crônica incrível de fabrício carpinejar no excelente livro Canalha!
Pode me chamar de gay, não está me ofendendo. Pode me chamar de gay, é um elogio. Pode me chamar de gay, apesar de ser heterossexual, não me importo de ser confundido. Ser gay me favorece, me amplia, me liberta dos condicionamentos. Não é um julgamento, é uma referência. Pode me chamar de gay, não me sinto desaforado, não me sinto incomodado, não me sinto diminuído, não me sinto constrangido. Pode me chamar de gay, está dizendo que sou inteligente. Está dizendo que converso com ênfase. Está dizendo que sou sensível. Pode me chamar de gay. Está dizendo que me preocupo com os detalhes. Está dizendo que dou água para as samambaias. Está dizendo que me preocupo com a vaidade. Está dizendo que me preocupo com a verdade. Pode me chamar de gay. Está dizendo que guardo segredo. Está dizendo que me importo com as palavras que não foram ditas. Está dizendo que tenho senso de humor. Está dizendo que sou carente pelo futuro. Está dizendo que sei escolher as roupas. Pode me chamar de gay. Está dizendo que cuido do corpo, afino as cordas dos traços. Está dizendo que falo sobre sexo sem vergonha. Está dizendo que danço levantando os braços. Pode me chamar de gay. Está dizendo que choro sem o consolo dos lenços. Está dizendo que meus pesadelos passaram na infância. Está dizendo que dobro toalha de mesa como se fosse um pijama de seda. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou aberto e me livrei dos preconceitos. Está dizendo que posso andar de mãos dadas com os anéis. Está dizendo que assisto a um filme para me organizar no escuro. Pode me chamar de gay. Está dizendo que reinventei minha sexualidade, reinventei meus princípios, reinventei meu rosto de noite. Pode me chamar de gay. Está dizendo que não morri no ventre, na cor da íris, no castanho dos cílios. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou o melhor amigo da mulher, que aceno ao máximo no aeroporto, que chamo o táxi com grito. Pode me chamar de gay. Está dizendo que me importo com o sofrimento do outro, com a rejeição, com o medo do isolamento. Está dizendo que não tolero a omissão, a inveja, o rancor. Pode me chamar de gay. Está dizendo que vou esperar sua primeira garfada antes de comer. Está dizendo que não palito os dentes. Está dizendo que desabafo os sentimentos diante de um copo de vinho. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou generoso com as perdas, que não economizo elogios, que coleciono sapatos. Pode me chamar de gay. Está dizendo que sou educado, que sou espontâneo, que estou vivo para não me reprimir na hora de escrever. Pode me chamar de gay. Que seja bem alto. A fragilidade do vidro nasce da força e do ímpeto do fogo
trinta anos de detenção
registre_se e cumpra_se!
mas verdade mesmo,
de verdade
ninguém nunca vai saber!
15.3.10
11.3.10
poema piegas
o amor não tem limites
o amor não sabe do que você está falando
o amor não tem nada a declarar
o amor não te deve nada
o amor nasceu sabendo
o amor nunca é tarde pra aprender
o amor não respeita ninguém
o amor não ama ninguém
o amor não sabe fazer conta
o amor não sabe dividir
o amor não aprendeu a ler
o amor não tem limites
o amor não sabe do que você está falando
o amor não tem nada a declarar
o amor não te deve nada
o amor nasceu sabendo
o amor nunca é tarde pra aprender
o amor não respeita ninguém
o amor não ama ninguém
o amor não sabe fazer conta
o amor não sabe dividir
o amor não aprendeu a ler
o amor é atemporal
o amor nunca ouviu falar em ética
o amor também é mau
o amor passou fome criança
o amor foi feliz uma vez na infância
o amor está intacto desde que caiu no chão
o amor tem pára quedas
o amor reclama de dor nas costas
:
o amor também é mau
o amor passou fome criança
o amor foi feliz uma vez na infância
o amor está intacto desde que caiu no chão
o amor tem pára quedas
o amor reclama de dor nas costas
:
10.3.10
2.3.10
26.2.10
23.2.10
9.2.10
2.2.10
30.1.10
e quanto ao theatro
esse quero agora
quero muito
correndo
suando
intenso,
esse processo,preciso viver de novo,o theatro.
e dá licença,mó tesão ser,
antes de todos
os outros eus,
os diretores, os que escrevem,os que pensam, os que fazem festa,os que sonham...
orgulho ver que todos eles nascem do berro descompassado,
antes de tudo,
do sonho de um ator.
do ator nasce o desejo e a arte.
:
esse quero agora
quero muito
correndo
suando
intenso,
esse processo,preciso viver de novo,o theatro.
e dá licença,mó tesão ser,
antes de todos
os outros eus,
os diretores, os que escrevem,os que pensam, os que fazem festa,os que sonham...
orgulho ver que todos eles nascem do berro descompassado,
antes de tudo,
do sonho de um ator.
do ator nasce o desejo e a arte.
:
28.1.10
25.1.10
19.1.10
teste de elenco
intervenção urbana in texto de srta lispector
dois atores,um do lado do outro
luz amarela bem forte banhando todo o palco.
música de filme francês.
silêncio
um ator:e você sabia que a mosca voa tão depressa que se voasse em linha reta ela ia passar pelo mundo todo em 28 dias?
outro ator:isso é mentira.
um ator:não é não,juro pela minha alma pura que aprendi isso na radio relógio.
outro ator:pois não acredito.
um ator:quero cair morta nesse instante se estou mentindo.
outro ator:escuta aqui.você ta se fingindo de idiota ou é idiota mesmo?
um ator:não sei bem o que sou,me acho um pouco...de que...quer dizer não sei bem quem sou.
outro ator:você sabe que se chama macabéa,pelo menos isso?
um ator:é verdade.mas não sei o que esta dentro do meu nome.só sei que eu nunca fui importante.
pausa
um ator:sabe,na minha rua tem um galo que canta.
o outro:por que é que você mente tanto?
um:juro, quero ver minha mãe cair morta se não é verdade.
outro:mas sua mãe já não morreu?
um ator:ah, é mesmo...que coisa.
beó.
:
intervenção urbana in texto de srta lispector
dois atores,um do lado do outro
luz amarela bem forte banhando todo o palco.
música de filme francês.
silêncio
um ator:e você sabia que a mosca voa tão depressa que se voasse em linha reta ela ia passar pelo mundo todo em 28 dias?
outro ator:isso é mentira.
um ator:não é não,juro pela minha alma pura que aprendi isso na radio relógio.
outro ator:pois não acredito.
um ator:quero cair morta nesse instante se estou mentindo.
outro ator:escuta aqui.você ta se fingindo de idiota ou é idiota mesmo?
um ator:não sei bem o que sou,me acho um pouco...de que...quer dizer não sei bem quem sou.
outro ator:você sabe que se chama macabéa,pelo menos isso?
um ator:é verdade.mas não sei o que esta dentro do meu nome.só sei que eu nunca fui importante.
pausa
um ator:sabe,na minha rua tem um galo que canta.
o outro:por que é que você mente tanto?
um:juro, quero ver minha mãe cair morta se não é verdade.
outro:mas sua mãe já não morreu?
um ator:ah, é mesmo...que coisa.
beó.
:
11.1.10
adauto tinha caído de um desfiladeiro de mais de trinta metros. perdido no meio da mata.
ficou desacordado por mais de vinte horas.
quando acordou,conseguiu ligar pro um nove tres dos bombeiros.
foi guiando a equipe de terra e de ar pelo celular.
quando ouviu o seu nome gritado pelo meio da mata teve certeza que enfim,foi achado
e que o pesadelo acabaria.
foi resgatado pelo helicopetero da policia militar.
no hospital, foi constatado que ele tinha inumeras fraturas pelo corpo
e uma suspeita de traumatismo craniano.
até no jornal da globo passou:
a plantonista do hospital: a situação é muito grave, eu posso dizer.
a esposa do adauto, senhora idosa, magra,com sinal do tempo exposto no rosto:
foi bom.ja imaginou se o celular não pegasse?foi sorte.
corta
risinho irônico do âncora.
:
ficou desacordado por mais de vinte horas.
quando acordou,conseguiu ligar pro um nove tres dos bombeiros.
foi guiando a equipe de terra e de ar pelo celular.
quando ouviu o seu nome gritado pelo meio da mata teve certeza que enfim,foi achado
e que o pesadelo acabaria.
foi resgatado pelo helicopetero da policia militar.
no hospital, foi constatado que ele tinha inumeras fraturas pelo corpo
e uma suspeita de traumatismo craniano.
até no jornal da globo passou:
a plantonista do hospital: a situação é muito grave, eu posso dizer.
a esposa do adauto, senhora idosa, magra,com sinal do tempo exposto no rosto:
foi bom.ja imaginou se o celular não pegasse?foi sorte.
corta
risinho irônico do âncora.
:
8.1.10
o anti herói do bairro peixoto,simpático.
as armas são o contrário.
a capa é calar,ouvir mais.
só consegue voar alto com o tanque abastecido
de ironia
anda por copacabana,sonha com o bairro peixoto,
almoça por lá as vezes.
não é o cara fortão com dente branquinho,gel no cabelinho desenhando um ésse na testa(tsc!)e
tem justamente isso como sua melhor qualidade.
sabe elogiar também,simpático ,
as vezes
:
foi o mar que me trouxe, ela.
o vento soprou forte
e deixou no meu colo,como um embrulho de papel pardo, um sorriso.
nos meus olhos deixou,desavisadamente, um brilho intenso.e eu
que ja não sabia mais,agradeço
ao mar.
ao vento.
por ela
e numa outra lufada forte de ar,
por ele também,com os olhos umidos,agradeço,
o início
:
o vento soprou forte
e deixou no meu colo,como um embrulho de papel pardo, um sorriso.
nos meus olhos deixou,desavisadamente, um brilho intenso.e eu
que ja não sabia mais,agradeço
ao mar.
ao vento.
por ela
e numa outra lufada forte de ar,
por ele também,com os olhos umidos,agradeço,
o início
:
6.1.10
copacabana respira um pó espesso e fedorento.
o cheiro de sexo se mistura com maresia e o cheiro do lixo acentuado com o calor.
os ratos estão na rua, saindo dos bueiros, das sombras, dos lugares mais improváveis.
turistas e putas.a policia e os acharques.meninos com cola nos olhos e caco de vidro no bolso. todos esperam a oportunidade de ouro. todos esperam o momento certo do bote.
faz calor e o mundo quer ver as luzes da princesinha do mar.
e os ratos sabem disso,
saem dos esgotos babando de fome e angústia na alma.
perto de algum carro pra estacionar.perto de algum puteiro da prado júnior.perto de algum poste sem luz no calçadão.perto.bem perto!
e quando menos se espera, tal qual a naja no deserto, o bote certeiro e preciso.
o rato volta pro bueiro com asa nos pés e uma asia seca que lhe queima as tripas.
corre sem olhar pra trás,quer ir pra casa,
há tempos não comia queijo brie.
:
verão,noite quente de lua.
escrever sem motivo
era um exercício, um constante elixir pras rachaduras da alma.pras imperfeições que edgard,moço tímido,
varria pra baixo do tapete.
escrever era a salvação,era a absolvição sumária de algum deus.
por isso conseguia andar de bicicleta sem medo ,de dia.
e nas noites muito quentes,chupava um drops inteiro de bala de frutas.
são tão doces,as laranjas.
:
:
escrever sem motivo
era um exercício, um constante elixir pras rachaduras da alma.pras imperfeições que edgard,moço tímido,
varria pra baixo do tapete.
escrever era a salvação,era a absolvição sumária de algum deus.
por isso conseguia andar de bicicleta sem medo ,de dia.
e nas noites muito quentes,chupava um drops inteiro de bala de frutas.
são tão doces,as laranjas.
:
:
4.1.10
27.12.09
22.12.09
boa noite, qual seu nome?
arnaldo e o seu?
(tempo)
boa noite arnaldo.em que posso ajudar?
boa noite.gostaria de te fazer um pedido.
pois não.
uma pizza.
pois não.(tempo)de que senhor?
metade pepino com bacon.o que você acha?
como senhor?
o que você acha.metade pepino com bacon,metade muzzarela ou metade carne seca especial,metade muzzarela?
o senhor é quem sabe.
o que combina mais.o que você acha?
(tempo)acho que pepino com com bacon é uma boa combinação com muzzarela.
ok.
(tempo)
qual tamanho senhor?
(risos)qual tamanho?
da pizza senhor.
(risos)ah sim.a pizza.familia.
entendido.mais algum item senhor?
tem borda recheada?e uma big coke.
tem sim, acréscimo de 1,00.
ok.
normal,light ou zero?
o que?ah,normal.
ok.e a broda recheada.
(tempo)quero.
de que?temos catupiry com calabresa,cheddar,catupiry com frango,chocolate e doce de leita.
de leita?
perdão de leite.
cheddar.
ok.
quanto fica?
confirmando o pedido: pizza familia, metade pepino com bacon,metade muzzarela.uma coca.não temos big coke senhor,temos de um litro e meio.pode ser?
pode.
trinta e quatro e setenta.como vai pagar?
traz troco pra cinquenta.
ok.
ok.
boa noite e tenha um bom apetite.
ok.boa noite pra você também.
você foi desconectado do nosso servidor.clique aqui se quiser pedir de novo.
:
job
o papai noel ja tava velhinho,
mancava de uma perna.
era tanta gente pra dar tchauzinho e
hohohoho que ele não conseguia esconder
o nervosismo do labio tremendo involuntário.
alguém falou pra ele: desce essas escadas, dá a volta na cabine e senta na cadeira.
ele respirou fundo e diante da longa escada, desceu.
ja no primeiro degrau o bom velhinho quase caiu. foi forte,segurou
o corrimão e mateve o sorriso.
com alguma dificuldade,cruzando olhares e tapinhas nas costas:papai noel!
andou mais um pouco,sentindo uma forte dor na sola do pé, até a
cadeira na frente de uma árvore de natal. sentou,
enfim respirou. achou que agora, algumas fotos, as seissentas pratas no bolso e
descanso. a cama quentinha e os remédios que deixou preparados na cabeceira
antes de sair pra trabalhar.
enganou se, o velhinho.
era um baile de crianças hiperativas.
de novo, lembrou da cama quentinha,
agora dando adeus
:
o papai noel ja tava velhinho,
mancava de uma perna.
era tanta gente pra dar tchauzinho e
hohohoho que ele não conseguia esconder
o nervosismo do labio tremendo involuntário.
alguém falou pra ele: desce essas escadas, dá a volta na cabine e senta na cadeira.
ele respirou fundo e diante da longa escada, desceu.
ja no primeiro degrau o bom velhinho quase caiu. foi forte,segurou
o corrimão e mateve o sorriso.
com alguma dificuldade,cruzando olhares e tapinhas nas costas:papai noel!
andou mais um pouco,sentindo uma forte dor na sola do pé, até a
cadeira na frente de uma árvore de natal. sentou,
enfim respirou. achou que agora, algumas fotos, as seissentas pratas no bolso e
descanso. a cama quentinha e os remédios que deixou preparados na cabeceira
antes de sair pra trabalhar.
enganou se, o velhinho.
era um baile de crianças hiperativas.
de novo, lembrou da cama quentinha,
agora dando adeus
:
7.12.09
era tanta coisa pra arrumar que ele deixava a porta do armário aberta
era tanta coisa pra pensar que ele deixava o boné em casa a tarde
era tanta coisa pra dizer que ele não conseguia dizer não,nunca
era tanta gente pra dar bom dia que ele optou pelas tardes de sol
era tanto tanto que ele desistia de escrever
no meio da poesia
:
era tanta coisa pra pensar que ele deixava o boné em casa a tarde
era tanta coisa pra dizer que ele não conseguia dizer não,nunca
era tanta gente pra dar bom dia que ele optou pelas tardes de sol
era tanto tanto que ele desistia de escrever
no meio da poesia
:
5.12.09
.bmp.jpg)
queria escrever uma coisa backspace até escrever
faze backspace em faze
dizer uma coisa bakspace até uma
asenria backspace até asenria
asneira qualquer e cheia de
backspace até qualquer
que fizesse uma backspace até uma
alguém entender a minha loucura bakspace até loucura
cabeça nesse poema backspace até poema
momento
enter
enter
enter
:
30.11.09
acerto de contas
eu estudei em colégio de freiras,
fiz parte do coral,sabia todas as músicas de cor.
e sempre ouvi falar de Deus.mas sempre longe.lá no alto da igreja, que todo domingo
eu era obrigado a acordar as seis de manhã, por causa do catecismo.
minha relação com Deus sempre foi assim.Ele lá e eu aqui.E vida que segue.
Depois na idade,na falta de uma palavra melhor,adulta eu realmente rompi relações.
nietzche,pessoa,clarice,brecht,arnaldo,dostoiévski,wilde,cazuza,maiakovski, esse bando de malucos geniais,eu realmente desisti Dele.
poucas vezes eu senti a presença de Deus,
no gol da barriga que o Renato fez,no dia que a produtora disse que eu tinha passado e mais uma ou outra, sei la.
poucas vezes senti a presença forte de Deus.
não aquele Deus que eu não via nas minhas preces na escola,de freiras.
um outro.uma coisa, que não sei explicar
e Deus não é isso?a pergunta sem resposta.o que não se sabe, que talvez
se sente.
e naquele dia eu senti uma coisa e apertando o peito
uma coisa forçando minha barriga pra trás,
que fazia meus olhos encherem de água
uma força, sei lá,
não sei.
então deve ser Deus, isso.
me fez pai.
de um menino,
chamamos,Inácio.
então, naquele dia,
naquele momento em que o médico falou:menino,
eu senti.
senti mesmo que tinha alguém pertinho me dando um tapinha nas costas, me olhando com um risinho cínico e piscadela de um olho só.
tudo bem, entre os soluços do choro eu falei sem falar,
obrigado Deus!
:
eu estudei em colégio de freiras,
fiz parte do coral,sabia todas as músicas de cor.
e sempre ouvi falar de Deus.mas sempre longe.lá no alto da igreja, que todo domingo
eu era obrigado a acordar as seis de manhã, por causa do catecismo.
minha relação com Deus sempre foi assim.Ele lá e eu aqui.E vida que segue.
Depois na idade,na falta de uma palavra melhor,adulta eu realmente rompi relações.
nietzche,pessoa,clarice,brecht,arnaldo,dostoiévski,wilde,cazuza,maiakovski, esse bando de malucos geniais,eu realmente desisti Dele.
poucas vezes eu senti a presença de Deus,
no gol da barriga que o Renato fez,no dia que a produtora disse que eu tinha passado e mais uma ou outra, sei la.
poucas vezes senti a presença forte de Deus.
não aquele Deus que eu não via nas minhas preces na escola,de freiras.
um outro.uma coisa, que não sei explicar
e Deus não é isso?a pergunta sem resposta.o que não se sabe, que talvez
se sente.
e naquele dia eu senti uma coisa e apertando o peito
uma coisa forçando minha barriga pra trás,
que fazia meus olhos encherem de água
uma força, sei lá,
não sei.
então deve ser Deus, isso.
me fez pai.
de um menino,
chamamos,Inácio.
então, naquele dia,
naquele momento em que o médico falou:menino,
eu senti.
senti mesmo que tinha alguém pertinho me dando um tapinha nas costas, me olhando com um risinho cínico e piscadela de um olho só.
tudo bem, entre os soluços do choro eu falei sem falar,
obrigado Deus!
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27.11.09
23.11.09
17.11.09
fléshimóbi
um por dia.todo dia
terça feira
descendo a lopes quintas,uma abordagem rápida.
percebi que as pessoas não se olham nos olhos quando
se cruzam na rua.
o mob:cruzei com uma senhora, uns sessenta anos, parei na frente dela
e falei,olho no olho:oi.eu sou um artista.o que a senhora tem pra me falar?
ela, me olhando com uma cara assustada e depois de uma pausa.
não sei nem o que dizer.
e voltou a andar
:
um por dia.todo dia
terça feira
descendo a lopes quintas,uma abordagem rápida.
percebi que as pessoas não se olham nos olhos quando
se cruzam na rua.
o mob:cruzei com uma senhora, uns sessenta anos, parei na frente dela
e falei,olho no olho:oi.eu sou um artista.o que a senhora tem pra me falar?
ela, me olhando com uma cara assustada e depois de uma pausa.
não sei nem o que dizer.
e voltou a andar
:
9.11.09
liberdade de expressão é o caralho!!
abre aspas
Responsabilidade educacional
A educação se faz com atitude e não complacência
A Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL – dirige-se ao público e, especialmente, à sua comunidade acadêmica para divulgar o resultado da sindicância no campus de São Bernardo do Campo sobre o episódio ocorrido no dia 22 de outubro, fartamente exibido na internet e divulgado pelos veículos de comunicação.
A sindicância consoante com o Regimento Interno nos termos do artigo 216, parágrafo 5, e do artigo 207, da Constituição Federal, colheu depoimentos de alunos e alunas, professores, funcionários e da estudante envolvida, além de analisar vídeos e imagens divulgadas. Os fatos: Foi apurado que a aluna tem frequentado as dependências da unidade em trajes inadequados, indicando uma postura incompatível com o ambiente da universidade, e, apesar de alertada, não modificou seu comportamento.
A sindicância apurou que, no dia da ocorrência dos fatos, a aluna fez um percurso maior que o habitual aumentando sua exposição e ensejando, de forma, explícita, os apelos dos alunos que se manifestavam em relação à sua postura, chegando, inclusive, a posar para fotos.
Novamente, a aluna optou por um percurso maior ao se dirigir ao toalete, o que alimentou a curiosidade e o interesse de mais alunos e alunas, tendo início, então, uma aglomeração em frente ao local.
Depoimentos de colegas indicam que, no interior do toalete feminino, a aluna se negou a complementar sua vestimenta para desfazer o clima que havia criado. Foi constatado que a atitude provocativa da aluna, no dia 22 de outubro, buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar.
Em seu depoimento perante a comissão, a aluna demonstrou um comportamento instável, que oscilava entre a euforia e o desinteresse, e estava acompanhada de dois advogados e uma estagiária vinculados a uma rede de televisão. Decisão do Conselho Superior da Universidade: Diante de todos os fatos apurados pela comissão de sindicância, o Conselho Superior, amparado pelo relatório apresentado e nos termos do Regimento Interno, decidiu, com base no Capítulo IV – Regime Disciplinar, artigos 215 e seguintes:
1 – Desligar a aluna Geisy Villa Nova Arruda do quadro discente da Instituição, em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade;
2 – Suspender das atividades acadêmicas, temporariamente, os alunos envolvidos devidamente identificados no incidente ocorrido no dia 22 de outubro. A UNIBAN reafirma o seu compromisso com a responsabilidade social e a promoção dos valores que regem uma instituição de ensino superior, expressando sua posição de apoio aos seus 60 mil alunos injustamente aviltados. Nesse sentido, cabe aqui registrar o estranhamento da UNIBAN diante do comportamento da mídia que, uma vez mais, perde a oportunidade de contribuir para um debate sério e equilibrado sobre temas fundamentais como ética, juventude e universidade.
Para tanto, convida seus alunos e alunas, professores, funcionários, a comunidade e a mídia para um ciclo de seminários sobre cidadania em data a ser oportunamente informada. Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL
fecha aspas
:
abre aspas
Responsabilidade educacional
A educação se faz com atitude e não complacência
A Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL – dirige-se ao público e, especialmente, à sua comunidade acadêmica para divulgar o resultado da sindicância no campus de São Bernardo do Campo sobre o episódio ocorrido no dia 22 de outubro, fartamente exibido na internet e divulgado pelos veículos de comunicação.
A sindicância consoante com o Regimento Interno nos termos do artigo 216, parágrafo 5, e do artigo 207, da Constituição Federal, colheu depoimentos de alunos e alunas, professores, funcionários e da estudante envolvida, além de analisar vídeos e imagens divulgadas. Os fatos: Foi apurado que a aluna tem frequentado as dependências da unidade em trajes inadequados, indicando uma postura incompatível com o ambiente da universidade, e, apesar de alertada, não modificou seu comportamento.
A sindicância apurou que, no dia da ocorrência dos fatos, a aluna fez um percurso maior que o habitual aumentando sua exposição e ensejando, de forma, explícita, os apelos dos alunos que se manifestavam em relação à sua postura, chegando, inclusive, a posar para fotos.
Novamente, a aluna optou por um percurso maior ao se dirigir ao toalete, o que alimentou a curiosidade e o interesse de mais alunos e alunas, tendo início, então, uma aglomeração em frente ao local.
Depoimentos de colegas indicam que, no interior do toalete feminino, a aluna se negou a complementar sua vestimenta para desfazer o clima que havia criado. Foi constatado que a atitude provocativa da aluna, no dia 22 de outubro, buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar.
Em seu depoimento perante a comissão, a aluna demonstrou um comportamento instável, que oscilava entre a euforia e o desinteresse, e estava acompanhada de dois advogados e uma estagiária vinculados a uma rede de televisão. Decisão do Conselho Superior da Universidade: Diante de todos os fatos apurados pela comissão de sindicância, o Conselho Superior, amparado pelo relatório apresentado e nos termos do Regimento Interno, decidiu, com base no Capítulo IV – Regime Disciplinar, artigos 215 e seguintes:
1 – Desligar a aluna Geisy Villa Nova Arruda do quadro discente da Instituição, em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade;
2 – Suspender das atividades acadêmicas, temporariamente, os alunos envolvidos devidamente identificados no incidente ocorrido no dia 22 de outubro. A UNIBAN reafirma o seu compromisso com a responsabilidade social e a promoção dos valores que regem uma instituição de ensino superior, expressando sua posição de apoio aos seus 60 mil alunos injustamente aviltados. Nesse sentido, cabe aqui registrar o estranhamento da UNIBAN diante do comportamento da mídia que, uma vez mais, perde a oportunidade de contribuir para um debate sério e equilibrado sobre temas fundamentais como ética, juventude e universidade.
Para tanto, convida seus alunos e alunas, professores, funcionários, a comunidade e a mídia para um ciclo de seminários sobre cidadania em data a ser oportunamente informada. Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL
fecha aspas
:
30.10.09
28.10.09
24.10.09
de frente um apartamento, duas mulheres, não sei se são irmãs, primas, amigas ou namoradas.essas coisas estão sempre tão perto hoje em dia.decoração barroca, muitas borboletas coloridas e uma televisão no girovisão em um dos dois quartos. a televisão fica ligada vinte quatro horas por dia.tendo ou não gente habitando ali, a televisão segue ligada.
abaixo, a esquerda apartamento de quarto e sala, um homem e uma mulher.estão jogando baralho.hoje é sexta, são onze e trinta e um e eles jogam baralho.não sei, acho que são casados.
mais a esquerda, uns andares acima um casarão, triplex, onde de vez em quando acontecem umas festinhas.adolescentes bebendo e fumando maconha.apartamento do tipo que está em alguma pendenga judicial e o proprietário consegue arrumar um qualquer com o apezão do avô.
mais abaixo uma familia:um homem, que aparenta por volta de trinta anos,uma mulher que anda pela casa de camisola do frajola, e um casal mais velho.ninguém se fala nessa casa.eles não trocam uma palavra sequer, não sei por que. nunca os vi trocando uma palavra sequer.
a direita lá embaixo no segundo andar, um dos mais divertidos, um dois quartos.o apartamento sempre fica com as cortinas fechadas.persianas, melhor dizendo.de uns tempos pra cá, não sei por que eles tão abrindo as persianas durante o dia e de noite, sem dúvida, fechado. e com o tempo, esse abrir e fechar deixou umas partes da persiana avariadas.e agora sim, consigo interagir.mas só pequenos momentos de vida.fragmentos pinterianos.
ela acendeu a luz.andou pra frente.ela abriu o armário, tirou a alcinha da camisola.andou e saiu de quadro.
nada acontece durante um tempo.
ela apareceu na sala.ele no quarto.
ele calça um sapato.não, um tênis preto e sai de quadro.
ela, na sala, senta na cadeira.está de vestido azul claro.bonito,o vestido.e sai de quadro.
ele entra na sala e sai de quadro
tempo e que nada acontece
e a familia continua a não se falar
as festas continuam tocando músicas
eles continuam jogando baralho
a televisão lá,continua ligada
e tocou uma música do arnaldo antunes!
uma luz branca cortando o ar esfumaçado
e pano rápido.
:
abaixo, a esquerda apartamento de quarto e sala, um homem e uma mulher.estão jogando baralho.hoje é sexta, são onze e trinta e um e eles jogam baralho.não sei, acho que são casados.
mais a esquerda, uns andares acima um casarão, triplex, onde de vez em quando acontecem umas festinhas.adolescentes bebendo e fumando maconha.apartamento do tipo que está em alguma pendenga judicial e o proprietário consegue arrumar um qualquer com o apezão do avô.
mais abaixo uma familia:um homem, que aparenta por volta de trinta anos,uma mulher que anda pela casa de camisola do frajola, e um casal mais velho.ninguém se fala nessa casa.eles não trocam uma palavra sequer, não sei por que. nunca os vi trocando uma palavra sequer.
a direita lá embaixo no segundo andar, um dos mais divertidos, um dois quartos.o apartamento sempre fica com as cortinas fechadas.persianas, melhor dizendo.de uns tempos pra cá, não sei por que eles tão abrindo as persianas durante o dia e de noite, sem dúvida, fechado. e com o tempo, esse abrir e fechar deixou umas partes da persiana avariadas.e agora sim, consigo interagir.mas só pequenos momentos de vida.fragmentos pinterianos.
ela acendeu a luz.andou pra frente.ela abriu o armário, tirou a alcinha da camisola.andou e saiu de quadro.
nada acontece durante um tempo.
ela apareceu na sala.ele no quarto.
ele calça um sapato.não, um tênis preto e sai de quadro.
ela, na sala, senta na cadeira.está de vestido azul claro.bonito,o vestido.e sai de quadro.
ele entra na sala e sai de quadro
tempo e que nada acontece
e a familia continua a não se falar
as festas continuam tocando músicas
eles continuam jogando baralho
a televisão lá,continua ligada
e tocou uma música do arnaldo antunes!
uma luz branca cortando o ar esfumaçado
e pano rápido.
:
22.10.09
18.10.09
incêdiado
então pra que serve essa tal de arte?
essa coisa estranha que não tem entendimento.
acaba virando cinza num apartamento no jardim botânico.
uma porção dificil de mensurar de arte na veia,
virou lágrima e uma matéria no jornal nacional.
oiticica já!
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essa coisa estranha que não tem entendimento.
acaba virando cinza num apartamento no jardim botânico.
uma porção dificil de mensurar de arte na veia,
virou lágrima e uma matéria no jornal nacional.
oiticica já!
:
14.10.09
10.10.09
9.10.09
8.10.09
e cada verso meu, será pra ti,
seu olhar melhora o meu,mas
me vem um desejo louco de gritar
e
não adianta esperar, quando alguém está perdido, procurando se encontrar
tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu.
eu vou,por que não
um brinde,o nosso astro merece!
a poesia.
saiu do banho,se riu.
se gargalhou. ruborizou até.
colocou a roupa feliz.
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seu olhar melhora o meu,mas
me vem um desejo louco de gritar
e
não adianta esperar, quando alguém está perdido, procurando se encontrar
tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu.
eu vou,por que não
um brinde,o nosso astro merece!
a poesia.
saiu do banho,se riu.
se gargalhou. ruborizou até.
colocou a roupa feliz.
:
6.10.09
um prazer que rubens mantinha e adorava era o de fumar um cigarro nas noites quentes.
colocava o cigarro na boca com destreza, encostava os cotovelo entre os dois vincos da janela,de modo que não o machucasse,pegava a mesma caixinha verde e preta, sacava um dos isqueiros e enfim, recostava todo o peso do corpo nos cotovelos e em apenas uma das pernas.e esxtasiava se com o delicioso cheiro do mar que um ventinho bom levava a+a copacabana inteira.
o dia realmente tinha sido cansativo e rubens não conseguia esconder a ansiedade pra chegar em casa.acordara as sete de manhã pra levar o filho menor na escola.teve problemas pra achar o papel aluminio pra embrulhar a maçã do lanche.a tarde, depois de ouvir uma bronca velada da diretora da escola,chega atrasado ao outro encontro.sem querer me alongar no dia agitado de rubens, te digo que o bicho pegou de verdade pra ele depois da hora do almoço.
sentou de frente pra televisão, arrastou uma pequena mesa de centro,procurou um negocio, olhou de relance a coleção de isqueiros que tinha.sim, ele colecionava isqueiros.de todas as cores,de todos os tamanhos, de todos os tipos.funcionando ou nao.novos ou não, não queria saber, queria ter isqueiros e só.se ajeitou na cadeira, colocou uma caixa verde e preta na mesa.abriu com calma e com certa reverência.lá estava o que agora podia melhorar o seu dia e seu humor.só aquela pequena caixinha verde e preta.
arroz, feijão, bife e batata frita, era o que ele gostava de comer.e como era bom matar a fome com arroz,feijão,bife e batata frita.infelizmente rubens só tinha como imaginar qualquer tipo de iguaria.ele tinha que sentar pra escrever o que realmente tinha acontecido de tão cansantivo após o almoço.achou chato ter de ter de escrever alguma coisa.foi rebelde e esqueceu isso.
na janela, ele fazia poesias lindas na cabeça
na janela, ele desenhava grande cidades na cabeça
na janela, ele sonhava sonhos impossíveis, mas sonhava
na janela, ele via um mundo com cheiro de mar
na janela,ele voava junto com os passarinhos
e lá estava ele,em seu ritual diario de pequeno prazer, dele consigo mesmo.fumava o cigarro de canto de boca e sentia a brisa.uma mulher do outro lado da rua,no predio de frente o olhou fundo. uma senhora gorda, fofinha, carinha de tia legal que a gente tem.vidrou o olhar nela.algum encanto que ele não conseguia classificar no seu próprio agádê. a senhora penteava com dificuldade um cabelo liso, surrado, enfeiado pela vida. ela tem um sorriso estranho de espanto.mas fica lá.olhando.e sendo olhada.rubens falava consigo mesmo como se consultasse o outro.do outro predio a senhora deus adeuzinho com a mão e sai a luz.
hipnotizado pelo sei la o que rubens desceu a escadaria de casa e saiu.de um telefone público ligou para nossa pediu que o ajudasse.
meu querido amigo,rubens
seu sonho é muito claro. você está com baixa auto estima.
grande abraço, amigo.
do seu amigo,
Dualcei Gullar
programa desabafe com dualcei
dualceigullar@radioccarioca.com.br
:
colocava o cigarro na boca com destreza, encostava os cotovelo entre os dois vincos da janela,de modo que não o machucasse,pegava a mesma caixinha verde e preta, sacava um dos isqueiros e enfim, recostava todo o peso do corpo nos cotovelos e em apenas uma das pernas.e esxtasiava se com o delicioso cheiro do mar que um ventinho bom levava a+a copacabana inteira.
o dia realmente tinha sido cansativo e rubens não conseguia esconder a ansiedade pra chegar em casa.acordara as sete de manhã pra levar o filho menor na escola.teve problemas pra achar o papel aluminio pra embrulhar a maçã do lanche.a tarde, depois de ouvir uma bronca velada da diretora da escola,chega atrasado ao outro encontro.sem querer me alongar no dia agitado de rubens, te digo que o bicho pegou de verdade pra ele depois da hora do almoço.
sentou de frente pra televisão, arrastou uma pequena mesa de centro,procurou um negocio, olhou de relance a coleção de isqueiros que tinha.sim, ele colecionava isqueiros.de todas as cores,de todos os tamanhos, de todos os tipos.funcionando ou nao.novos ou não, não queria saber, queria ter isqueiros e só.se ajeitou na cadeira, colocou uma caixa verde e preta na mesa.abriu com calma e com certa reverência.lá estava o que agora podia melhorar o seu dia e seu humor.só aquela pequena caixinha verde e preta.
arroz, feijão, bife e batata frita, era o que ele gostava de comer.e como era bom matar a fome com arroz,feijão,bife e batata frita.infelizmente rubens só tinha como imaginar qualquer tipo de iguaria.ele tinha que sentar pra escrever o que realmente tinha acontecido de tão cansantivo após o almoço.achou chato ter de ter de escrever alguma coisa.foi rebelde e esqueceu isso.
na janela, ele fazia poesias lindas na cabeça
na janela, ele desenhava grande cidades na cabeça
na janela, ele sonhava sonhos impossíveis, mas sonhava
na janela, ele via um mundo com cheiro de mar
na janela,ele voava junto com os passarinhos
e lá estava ele,em seu ritual diario de pequeno prazer, dele consigo mesmo.fumava o cigarro de canto de boca e sentia a brisa.uma mulher do outro lado da rua,no predio de frente o olhou fundo. uma senhora gorda, fofinha, carinha de tia legal que a gente tem.vidrou o olhar nela.algum encanto que ele não conseguia classificar no seu próprio agádê. a senhora penteava com dificuldade um cabelo liso, surrado, enfeiado pela vida. ela tem um sorriso estranho de espanto.mas fica lá.olhando.e sendo olhada.rubens falava consigo mesmo como se consultasse o outro.do outro predio a senhora deus adeuzinho com a mão e sai a luz.
hipnotizado pelo sei la o que rubens desceu a escadaria de casa e saiu.de um telefone público ligou para nossa pediu que o ajudasse.
meu querido amigo,rubens
seu sonho é muito claro. você está com baixa auto estima.
grande abraço, amigo.
do seu amigo,
Dualcei Gullar
programa desabafe com dualcei
dualceigullar@radioccarioca.com.br
:
5.10.09
4.10.09
1.10.09

http://fiznamtv.com.br/video/ver/27509
eis o link de um vídeo que eu fiz e está participando do
fiz na mtv.
eis o link de um vídeo que eu fiz e está participando do
fiz na mtv.
30.9.09
poeta,
me dá poeta
me dá carne
me da a net,o telefone e internet,me dá poeta.
me dá o papel higienico
me da a conta do gas,da luz e o café do guarda,poeta.euq uero
me dá o condominio poeta,
a conta da creche, do leque do beque, que negue,
poeta.
me dá que eu cansei desse sonho barato que você vende a granel
não quero.quero
o feijão
o arroz
a agua e
a farinha,
prefiro.
a parte
o silencio é um suspiro.
me dá poeta,
me dá mais um poquinho de sonho que chorar cansa tanto a vista.
:
me dá poeta
me dá carne
me da a net,o telefone e internet,me dá poeta.
me dá o papel higienico
me da a conta do gas,da luz e o café do guarda,poeta.euq uero
me dá o condominio poeta,
a conta da creche, do leque do beque, que negue,
poeta.
me dá que eu cansei desse sonho barato que você vende a granel
não quero.quero
o feijão
o arroz
a agua e
a farinha,
prefiro.
a parte
o silencio é um suspiro.
me dá poeta,
me dá mais um poquinho de sonho que chorar cansa tanto a vista.
:
de certa forma tudo aconteceu como eu esperava
ou como eu imaginava que ia acontecer,
uma porrada no peito forte,
uma dor de cabeça pra agora.
um mundo inteiro que pesa nas costas de um segundo pro outro.
e foi assim mesmo como eu supunha,
direto
reto
sem pensar
na hora
tudo como eu quis ter escrito com alguns anos de diferença.nos meus escritos me via pai mais velho,uns trinta sei lá.
ou será que uns trinta ja chegou e
ninguém me convidou pra festança
barrado na baile.
a porta bateu
a correia rangeu
a oficina mandou o orçamento
o telefone da ginecologista
a rua siqueira campos
e um outro mundo que a gente mata no peito, desce no gramado
e tenta sair jogando,
as vezes uns bicos pra frente, as vezes sim e porque não uns bons bicos pra frente.
(e salve os bicos)
mas o amor constrói.
ah,constrói eu vi!
a minha unica laranja,
meu maior obrigado.
(`)
sim,temos laranja.laranja pra chuchu
e braços pernas mãos e mais braços,quantos precisarem
e amigos.fieis
obrigado.a eles
saudação e reverência.
e pais.
e mães.
capitulo a parte.
a eles,
obrigado é quase nada,
por tanto.
por tudo:muito,muito
obrigado.
e essa lágrima que arranquei de você agora.de onde veio
:
ou como eu imaginava que ia acontecer,
uma porrada no peito forte,
uma dor de cabeça pra agora.
um mundo inteiro que pesa nas costas de um segundo pro outro.
e foi assim mesmo como eu supunha,
direto
reto
sem pensar
na hora
tudo como eu quis ter escrito com alguns anos de diferença.nos meus escritos me via pai mais velho,uns trinta sei lá.
ou será que uns trinta ja chegou e
ninguém me convidou pra festança
barrado na baile.
a porta bateu
a correia rangeu
a oficina mandou o orçamento
o telefone da ginecologista
a rua siqueira campos
e um outro mundo que a gente mata no peito, desce no gramado
e tenta sair jogando,
as vezes uns bicos pra frente, as vezes sim e porque não uns bons bicos pra frente.
(e salve os bicos)
mas o amor constrói.
ah,constrói eu vi!
a minha unica laranja,
meu maior obrigado.
(`)
sim,temos laranja.laranja pra chuchu
e braços pernas mãos e mais braços,quantos precisarem
e amigos.fieis
obrigado.a eles
saudação e reverência.
e pais.
e mães.
capitulo a parte.
a eles,
obrigado é quase nada,
por tanto.
por tudo:muito,muito
obrigado.
e essa lágrima que arranquei de você agora.de onde veio
:
23.9.09
17.9.09
é essa vontade contida de gritar sem motivo.
essa mania de querer estar perto de você impune.
e essa coisa apertando o peito agora, angustia,parece.
e tem esse medo do 'está por vir' que franze a testa e sua as mãos.
mas
também tem esse sorriso que silencioso me abranda a alma,
que revigora as vontades,
o desejo de mudar o mundo e
essa vontade de seguir caminhando do seu lado,nem que seja a pé.
pés sujos de barro e vida, eu e você!
:
essa mania de querer estar perto de você impune.
e essa coisa apertando o peito agora, angustia,parece.
e tem esse medo do 'está por vir' que franze a testa e sua as mãos.
mas
também tem esse sorriso que silencioso me abranda a alma,
que revigora as vontades,
o desejo de mudar o mundo e
essa vontade de seguir caminhando do seu lado,nem que seja a pé.
pés sujos de barro e vida, eu e você!
:
16.9.09
13.9.09
11.9.09
7.9.09
a mãe sempre soube
a menina roçou uma perna na outra deixando a mostra uma parte da calcinha. a pequena saia escolar ficava pouca coisa acima da cintura.ela mascava chiclete e olhava de rabo de olho o velho escritor.ele estava sentado escrevendo numa olivetti velha. a menina propositalmente abriu mais as pernas e maliciosamente desabotoou três botões da camisa. o homem viu aquilo e um misto de sentimentos o segurou pelas pernas. o homem levantou, ficou na porta do escritório olhando o espetáculo que se desenhava. caminhou até o corredor que ligava ao outro quarto,em direção a menina. da porta do quarto dela, ele olhava sem saber o que sentia.
decidiu fechar a porta do quarto. ligou pra mãe dela, e se despediu sem dizer o por que da partida.decidiu dar fim ao romance que escrevia. resolveu ir plantar horatliças.
e ainda pelo telefone a mãe não perdoou a menina: lolita sempre apronta dessas.
:
a menina roçou uma perna na outra deixando a mostra uma parte da calcinha. a pequena saia escolar ficava pouca coisa acima da cintura.ela mascava chiclete e olhava de rabo de olho o velho escritor.ele estava sentado escrevendo numa olivetti velha. a menina propositalmente abriu mais as pernas e maliciosamente desabotoou três botões da camisa. o homem viu aquilo e um misto de sentimentos o segurou pelas pernas. o homem levantou, ficou na porta do escritório olhando o espetáculo que se desenhava. caminhou até o corredor que ligava ao outro quarto,em direção a menina. da porta do quarto dela, ele olhava sem saber o que sentia.
decidiu fechar a porta do quarto. ligou pra mãe dela, e se despediu sem dizer o por que da partida.decidiu dar fim ao romance que escrevia. resolveu ir plantar horatliças.
e ainda pelo telefone a mãe não perdoou a menina: lolita sempre apronta dessas.
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a escolha
não sabiam mais quanto tempo estavam ali.esperavam apenas.
o ocio, a pouca comida e a desesperança consumiam os dois valentes cavaleiros.se serviram de cachaça, brindaram em silêncio.beberam tudo de um gole só.depois disso, o silêncio e a espera.
num rompante de desespero um dos homens levantou e decidiu ir embora.com um grito seco de vitória, escolheu voltar ao lar, com casa, comida e flores no jardim.
desistiu de esperar godot.
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não sabiam mais quanto tempo estavam ali.esperavam apenas.
o ocio, a pouca comida e a desesperança consumiam os dois valentes cavaleiros.se serviram de cachaça, brindaram em silêncio.beberam tudo de um gole só.depois disso, o silêncio e a espera.
num rompante de desespero um dos homens levantou e decidiu ir embora.com um grito seco de vitória, escolheu voltar ao lar, com casa, comida e flores no jardim.
desistiu de esperar godot.
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despedidas
e depois que tudo acabou, a poeira baixou, Chen Te encostou no balcão, pediu uma dose de batida de mel. tomou de um gole só,como se fosse um remédio, fazendo cara feia.permaneceu parada por alguns instantes pensativa.comprou um maço de marlboro, sentou na calçada e chorou.Sun Tzu de dentro do 355,acenou com um lenço do outro lado da pça Tiradentes.
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e depois que tudo acabou, a poeira baixou, Chen Te encostou no balcão, pediu uma dose de batida de mel. tomou de um gole só,como se fosse um remédio, fazendo cara feia.permaneceu parada por alguns instantes pensativa.comprou um maço de marlboro, sentou na calçada e chorou.Sun Tzu de dentro do 355,acenou com um lenço do outro lado da pça Tiradentes.
:
crime e castigo
e ai o jovem dinamarquês, ainda desconcertado corre ao quarto da mãe no desepero de não saber o que fazer. tem sangue nas mãos. os olhos estão vermelhos e assustados. ele corre até a ponta da sacada e enfim para.estático.parado como se estivesse enfeitiçado.acendeu um cigarro, ouviu barulho da sirene se aproximando.passou as mãos no rosto,esfregou, transformando o sangue numa espécie de pintura de guerra.a polícia chegou,o cigarro acabou.
ele foi preso, consternado.
;
5.9.09
um pouco de fé não há de te fazer mal
a crença no que a gente não tem certeza, a interrogação máxima da existência,goela abaixo.
e sem resposta.
mas o que há de se fazer com isso tudo
é a interrogação que faz girar o
mundo.
perguntas sem respostas e uma incerteza total.a ainda assim,
definitivamente,
acreditar que sim,não vai fazer mal
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a crença no que a gente não tem certeza, a interrogação máxima da existência,goela abaixo.
e sem resposta.
mas o que há de se fazer com isso tudo
é a interrogação que faz girar o
mundo.
perguntas sem respostas e uma incerteza total.a ainda assim,
definitivamente,
acreditar que sim,não vai fazer mal
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eu?
- tatá.
- to correndo.sempre pressa.meio atrasado.ligação perdida.olhar atento.desculpa o atraso.to indo embora.quer carona?aqui desse lado,aqui..assim mesmo.meu fluminense e meus desejos.um beijo do seu.eu aqui em qualquer lugar aqui, espaço pra vazão a idéias. ficção criando uma verdade pseudo pessoal. "eu quero uma verdade inventada"
leia me
divagando também
[alter]ego marginal
















