divagações concretas concretudes abstratas

e um copo vazio está
cheio de ar

15.9.08

no meio de uma tempestade
no destempero do não sei o que fazer
ali no final da rua

molhada de chuva e choro
medo e água salgada
desesperada no fim de uma sexta feira
centro da cidade. cerveja e toma a saidêra,pô.

bêbada, chuva e a menor expectativa de um sorriso
ou de sol
tinha bebido com os amigos da empresa. depois de ver um amigo
derrubar três churrasquinhos de gato, saiu correndo. deixou dez reais e na mesa e
correu.
na rua do carmo, parou no meio da rua,
da chuva e das impossibilidades
chorou sozinha na chuva.
sozinha na vida também - pensou - eu no meio desse temporal, de joelhos e nem um filho da puta vem aqui me perguntar se ta tudo bem

ja não adiantava mais derramar
ja não fazia mais sentido transbordar assim


depois de uma grande respiração pra abrandar o choro pensou:
- que merda, essa rua não passa carro.


ajeitou o cabelo, abriu o guarda-chuva e tomou o rumo do metrô.
queria uma sopa bem quentinha
em casa


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to correndo.sempre pressa.meio atrasado.ligação perdida.olhar atento.desculpa o atraso.to indo embora.quer carona?aqui desse lado,aqui..assim mesmo.meu fluminense e meus desejos.um beijo do seu.eu aqui em qualquer lugar aqui, espaço pra vazão a idéias. ficção criando uma verdade pseudo pessoal. "eu quero uma verdade inventada"

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