eu te conheço ou é so uma maneira de puxar uma conversa ]
acho que a gente não se conhece
ja te vi aqui
eu também
entao
o que
como a gente não se conhece]
musica do cartola na vitrola, incenso e marimbondo. casa de praia. dormir na rede. noite.estrelada e calor.(...) e ainda um vinho argentino:trapiche
um vinho argentino:trapiche
divagações concretas concretudes abstratas
e um copo vazio está
cheio de ar
cheio de ar
30.6.08
28.6.08
por uma dieta sem sal
tem umas coisas que a gente teima em continuar querendo.
sal, por exemplo
todo mundo me fala: pára de comer tanto sal. vc vai ter problema de pressão.
eu sei que o sal faz mal, mas mesmo assim quando to de frente com aquela pedaço de bife
quando de cara com uma sopa de inverno
arroz e feijão
lasanha
miojo
sei bem que faz mal ainda querer uma coisa que faz mal.faz mermo.angustia.
sofrer sem ter de sofrer.
mas quando a gente gosta, num tem jeito
exercício de desapego volume 3
mas eu tenho certeza e luto por isso
vou largar o sal
sal, por exemplo
todo mundo me fala: pára de comer tanto sal. vc vai ter problema de pressão.
eu sei que o sal faz mal, mas mesmo assim quando to de frente com aquela pedaço de bife
quando de cara com uma sopa de inverno
arroz e feijão
lasanha
miojo
sei bem que faz mal ainda querer uma coisa que faz mal.faz mermo.angustia.
sofrer sem ter de sofrer.
mas quando a gente gosta, num tem jeito
exercício de desapego volume 3
mas eu tenho certeza e luto por isso
vou largar o sal
27.6.08
qualquer uma
sentar e escrever qualquer porra
qualquer parada que vá interessar alguém perder um minuto
aqui.e eu
aqui
pensando: quem lê essa porra?
fico refletindo comigo mesmo ao cubo.
ao cubo mermo]
escrever pra que?
pra quem?
quem vai gastar um minuto ou dois pra prestar atenção nas duas horas e pouco que gastei
aqui
e ainda me questiono ao cubo:
escrever essa porra pra que?
escrever essa porra pra que?
escrever essa porra pra que?
ironia da resposta objetiva: pra mim
pra mim mermo]
qualquer parada que vá interessar alguém perder um minuto
aqui.e eu
aqui
pensando: quem lê essa porra?
fico refletindo comigo mesmo ao cubo.
ao cubo mermo]
escrever pra que?
pra quem?
quem vai gastar um minuto ou dois pra prestar atenção nas duas horas e pouco que gastei
aqui
e ainda me questiono ao cubo:
escrever essa porra pra que?
escrever essa porra pra que?
escrever essa porra pra que?
ironia da resposta objetiva: pra mim
pra mim mermo]
23.6.08
poema do papel rasgado
tudo ao mesmo tempo agora acontecendo instante após instante fotograma ante fotograma letra por letra olho por olho juntando tudo isso e misturando querendo dente por dente branco que nem papel rasgado aqui e um monte de idéias borbulhando uma penca de angustias e alguma pseudo poesia vazando esse papel todo aqui no chão rasgado esse monte de coisa que se joga fora até chegar a escrever qualquer coisa tudo aqui agora sem ponto nem pausa como uma feira livre em horário de pico como a descoberta da uma saudade
(ug9hda)+ 2
(ug9hda)+ 2
atendendo (meus)pedidos um velho poema novo
vamu fazer o seguinte: você tira essa fantasia e a gente conversa
tira a máscara e a gente se olha
bota esse personagem pra dormir e a gente deita
pára com essa de performer que só anda na superfície
tô querendo ir mais fundo. mergulhar sem escafandro
mas com esse figurino seu, não dá
não consigo te enxergar
tira a roupa tira, morena!
tira a máscara e a gente se olha
bota esse personagem pra dormir e a gente deita
pára com essa de performer que só anda na superfície
tô querendo ir mais fundo. mergulhar sem escafandro
mas com esse figurino seu, não dá
não consigo te enxergar
tira a roupa tira, morena!
notícias de inverno
diante de tudo aquilo não adiantava esconder-se
no meio daquela noite fria de um inverno rigoroso. neve e vento frio.
encasacou-se. vestiu-se de luvas, toca e chachecol.
ainda assim sentia um friozinho, um ventinho que soprava certeiro ali perto
da nuca
não adiantava querer que o frio passasse.
não tinha jeito
frio mesmo.
frio agora, aqui. frio mesmo
pronto, ligada a calefação.
tentar dormir então,
-0076
canção pra cantar no frio
e o que parecia um romance poeril de domingo
agora,tornara-se amor
saudade e
poesia
.e
esperar uma promoção da gol]
agora,tornara-se amor
saudade e
poesia
.e
esperar uma promoção da gol]
19.6.08
o gato tomando sopa e banho quente ou teoria do paraquedista
sabe quando você ta vendo tudo que vai acontecer
e assim mesmo fala.é isso.
sabe quando o teu time ta mal pra caralho e você
tem certeza que é hoje!
maracanã. matte e biscoito globo
sabe quando você sabe que é lá o fim do túnel e
a luz ta em silêncio?
assim assim você diz
vô
.e você vai
e assim mesmo fala.é isso.
sabe quando o teu time ta mal pra caralho e você
tem certeza que é hoje!
maracanã. matte e biscoito globo
sabe quando você sabe que é lá o fim do túnel e
a luz ta em silêncio?
assim assim você diz
vô
.e você vai
nos tempos dos jogos de tabuleiro, aqueles da Grow
quebra-cabeça
de ponta-cabeça
encaixe perfeito
69 peças diferentes!
.
(as primeiras parcerias)
16.6.08
poema em dois atos sobre pessoas modernas ou uma pessoa que ja não está mais aqui
I
.a gente não se fala mais
II.
a gente se escreve
_92
.a gente não se fala mais
II.
a gente se escreve
_92
14.6.08
enquanto a pizza não chega
é,
esperar.
esse futuro que
nunca chega.
tá sempre lá na minha frente
distante e impossível
quem dera o prazer de
tocar o futuro.
que tem um dono, dizem
parece que a Deus pertence,né]
_231
12.6.08
classificados
to vendendo uma tempestade.
chuva e vento forte
to comprando um dia de sol
praiana e todo o pacote disso
to alugando umas velas pro dia d
to tentando entender por que não vai ter futebol
chuva e vento forte
to comprando um dia de sol
praiana e todo o pacote disso
to alugando umas velas pro dia d
to tentando entender por que não vai ter futebol
a vida necessita das pausas,
o coração não
ando querendo cuspir verdades
daquelas que todo mundo sabe mas ninguém fala
to afim saber a verdade dos olhos
naquelas pequenas pausas
extremamente necessárias
das pequenas histórias.das pequenas vontades. das pequenas palavras. dos pequenos frascos.pequenos livros. da pequena caixa
ando querendo gritar esse nó aqui
e as vezes é assim
o coração não
ando querendo cuspir verdades
daquelas que todo mundo sabe mas ninguém fala
to afim saber a verdade dos olhos
naquelas pequenas pausas
extremamente necessárias
das pequenas histórias.das pequenas vontades. das pequenas palavras. dos pequenos frascos.pequenos livros. da pequena caixa
ando querendo gritar esse nó aqui
e as vezes é assim
11.6.08
por favor, eu preciso de uma cerveja
no elevador demoradíssimo com uma adolescente
silêncio, aquele.
- calor né ?
- é.
o elevador pára e outra adolescente entra. são amigas. elas começam a falar incansavelmente. de um tudo. do diego que não vem hoje. da rafaela e do pedro que estão juntos, parece. da roupa da amiga que ta la em cima. enfim...falavam. falavam coisas de adolescente.
ah, esqueci de um detalhe importante: é reveillon. to subindo pra uma festa exatamente as
23: 22
abre de novo a porta do elevador e outra adolescente. são amigas.
falam pelos cotovelos. a última que entrou parece estar levemente bêbada - o que na cabeça de uma adolescente num elevador com três amigas e um cara meio antipático - quer dizer: muuuito bêbada.
a menina se jogava em cima da porta do elevador, se jogava em cima de mim que ja sem a menor paciencia começava a respirar fundo, torcendo pra chegar logo. eu ia pra cobertura no décimo oitava andar. puta que pariu.
la pelo decimo, o elevador parou. ri pensando: não é possivel. não to acreditando.tinha de ser comigo.
as adolescentes começaram a rir. dois minutos depois apertaram o alarme. cinco minutos depois começaram a pedir ajuda. mais dois minutos e as meninas estava histéricas gritando a plenos pulmões. um minuto depois e a adolescente semi bebada começou a querer desmaiar. se jogava em cima de mim e dizia: to passando mal, to passando mal. e uma gritaria louca, as três adolescentes gritando, fazendo uma balburdia infernal dentro daquele elevador pequeno e quente. eu ja estava num grau de puteza que nem te conto. conto sim:
ja com a paciencia na sola do pé, sacudindo a menina pelos braços: - Não, você não está passando mal, você está querendo aparecer pra mim e pras suas amigas. malucas que nem você. pára com esse pití. pára com essa porra. e pára agora.parou com esse showzinho de adolescente babaca. parou agora!
silêncio no elevador. quando olhei, estavam as três adolescentes me olhando atônitas.
Um sujeito aparece na janelinha do elevador, olha as três meninas e começa a debochar, começa a rir das três que permaneciam em silêncio absoluto.
as vezes a minha paciencia, ou a falta dela, falam por mim:
- meu irmão, abre esse elevador. dá pra tu chamar o porteiro,por favor irmão. - falei em tom meio grosseiro, porém educado como podem ver.
dois minutos em que não se ouvia o barulho de um respirar no elevador. o porteiro vem, abre a porta e todos saem. eu fico. de fora do elevador as meninas me olhando espantadas, como se olhassem pro próprio vilão daquele filme de anéis.
tchau. feliz ano novo meninas! - falei com um tom de deboche, com um risinho irônico.
o elevador fechou e subiu. enfim respirei. confesso que até ri comigo mesmo. cheguei ao meu destino. o dono da casa me abriu a porta com uma taça de champanhe na mão.
- por favor, eu preciso de uma cerveja!
silêncio, aquele.
- calor né ?
- é.
o elevador pára e outra adolescente entra. são amigas. elas começam a falar incansavelmente. de um tudo. do diego que não vem hoje. da rafaela e do pedro que estão juntos, parece. da roupa da amiga que ta la em cima. enfim...falavam. falavam coisas de adolescente.
ah, esqueci de um detalhe importante: é reveillon. to subindo pra uma festa exatamente as
23: 22
abre de novo a porta do elevador e outra adolescente. são amigas.
falam pelos cotovelos. a última que entrou parece estar levemente bêbada - o que na cabeça de uma adolescente num elevador com três amigas e um cara meio antipático - quer dizer: muuuito bêbada.
a menina se jogava em cima da porta do elevador, se jogava em cima de mim que ja sem a menor paciencia começava a respirar fundo, torcendo pra chegar logo. eu ia pra cobertura no décimo oitava andar. puta que pariu.
la pelo decimo, o elevador parou. ri pensando: não é possivel. não to acreditando.tinha de ser comigo.
as adolescentes começaram a rir. dois minutos depois apertaram o alarme. cinco minutos depois começaram a pedir ajuda. mais dois minutos e as meninas estava histéricas gritando a plenos pulmões. um minuto depois e a adolescente semi bebada começou a querer desmaiar. se jogava em cima de mim e dizia: to passando mal, to passando mal. e uma gritaria louca, as três adolescentes gritando, fazendo uma balburdia infernal dentro daquele elevador pequeno e quente. eu ja estava num grau de puteza que nem te conto. conto sim:
ja com a paciencia na sola do pé, sacudindo a menina pelos braços: - Não, você não está passando mal, você está querendo aparecer pra mim e pras suas amigas. malucas que nem você. pára com esse pití. pára com essa porra. e pára agora.parou com esse showzinho de adolescente babaca. parou agora!
silêncio no elevador. quando olhei, estavam as três adolescentes me olhando atônitas.
Um sujeito aparece na janelinha do elevador, olha as três meninas e começa a debochar, começa a rir das três que permaneciam em silêncio absoluto.
as vezes a minha paciencia, ou a falta dela, falam por mim:
- meu irmão, abre esse elevador. dá pra tu chamar o porteiro,por favor irmão. - falei em tom meio grosseiro, porém educado como podem ver.
dois minutos em que não se ouvia o barulho de um respirar no elevador. o porteiro vem, abre a porta e todos saem. eu fico. de fora do elevador as meninas me olhando espantadas, como se olhassem pro próprio vilão daquele filme de anéis.
tchau. feliz ano novo meninas! - falei com um tom de deboche, com um risinho irônico.
o elevador fechou e subiu. enfim respirei. confesso que até ri comigo mesmo. cheguei ao meu destino. o dono da casa me abriu a porta com uma taça de champanhe na mão.
- por favor, eu preciso de uma cerveja!
10.6.08
as vezes a gente se sente assim:
pequeno como palavras não ditas
as vezes grande como o ego do canastrão
as vezes só um pontinho em fim de frase.
as vezes nada disso
por vezes até, tudo isso e
sempre
a gente sente
pequeno como palavras não ditas
as vezes grande como o ego do canastrão
as vezes só um pontinho em fim de frase.
as vezes nada disso
por vezes até, tudo isso e
sempre
a cerveja no butiquim por que ningúem é de ferro!
as vezes manteiga
as vezes rocha
é assim que as vezes,as vezes manteiga
as vezes rocha
a gente sente
. <-(um pontinho em fim de frase) assim que a gente sente!
9.6.08
poema sem guarda-chuva
_
eu tenho cicatriz!
e ainda assim
de vez em quando, falando com jeitinho
eu digo sim
eu tenho cicatriz!
e ainda assim
de vez em quando, falando com jeitinho
eu digo sim
enquanto a inspiração não vem ou equação que não tem final feliz
o que a gente faz
que arte é essa?
ter resposta é limitador
atente bem: a realidade é a antítese do que é.
a salvação tá na fantasia. só a capacidade de sonhar
só a capacidade de criar outros mundos
ou isso,
o que a gente faz
que arte é essa?
ter resposta é conquistador
se o que cada um escolhe,
se eu escolho os meus caminhos, o que fazer
quando não tem aquele guia quatro rodas.
guia rex
que arte é essa?
ter resposta é constrangedor
e falo comigo mesmo
que arte é essa?
que arte é?
que arte?
que?
ué,
eu?
eu
que arte é essa?
ter resposta é limitador
atente bem: a realidade é a antítese do que é.
a salvação tá na fantasia. só a capacidade de sonhar
só a capacidade de criar outros mundos
ou isso,
o que a gente faz
que arte é essa?
ter resposta é conquistador
se o que cada um escolhe,
se eu escolho os meus caminhos, o que fazer
quando não tem aquele guia quatro rodas.
guia rex
que arte é essa?
ter resposta é constrangedor
e falo comigo mesmo
que arte é essa?
que arte é?
que arte?
que?
ué,
eu?
eu
8.6.08
é.go!
porra, ego?
ego é o caralho
escrevo pra expurgar os meus demônios. pra martelar as minhas olheiras. pra não ter de abrir a geladeira e gritar dietas e mentiras.pra me sentir vivo.pra deixar a cabeça falar. pra não envelhecer aqui.
escrevo por necessidade.pela ansia de uma coisa que não sei o que. e ninguém sabe.
não tem nada a ver com o me leia, nada a ver com o deixe seu comentário. só tem a ver com as minhas loucuras, meus problemas pequeno-existenciais. minha vida que talvez não interesse a ninguém. minhas flores de plástico que andam no jardim.
meus gritos e meu silêncio estão aqui. nus!
de resto isso, escrevo simplesmente por esse momento só
mas
se tudo isso tem a ver com ego, eu me rendo!
ego é o caralho
escrevo pra expurgar os meus demônios. pra martelar as minhas olheiras. pra não ter de abrir a geladeira e gritar dietas e mentiras.pra me sentir vivo.pra deixar a cabeça falar. pra não envelhecer aqui.
escrevo por necessidade.pela ansia de uma coisa que não sei o que. e ninguém sabe.
não tem nada a ver com o me leia, nada a ver com o deixe seu comentário. só tem a ver com as minhas loucuras, meus problemas pequeno-existenciais. minha vida que talvez não interesse a ninguém. minhas flores de plástico que andam no jardim.
meus gritos e meu silêncio estão aqui. nus!
de resto isso, escrevo simplesmente por esse momento só
mas
se tudo isso tem a ver com ego, eu me rendo!
7.6.08
luana!
então é assim
o garoto cresceu. a faxina agora ele quem faz. o miojo com bastante caldo também.
o condomínio e a net ja chegaram. comprar uma mesinha.trocar o plano do celular. comprar o ingresso do jogo do flu.
então é assim
o garoto cresceu. até viajando de avião sozinho ele tá.
voa garoto!
voa que a capa do super homem ja ta pronta.
o garoto cresceu. a faxina agora ele quem faz. o miojo com bastante caldo também.
o condomínio e a net ja chegaram. comprar uma mesinha.trocar o plano do celular. comprar o ingresso do jogo do flu.
então é assim
o garoto cresceu. até viajando de avião sozinho ele tá.
voa garoto!
voa que a capa do super homem ja ta pronta.
5.6.08
é assim mesmo
apenas dois times eliminaram o boca na libertadores:
o melhor de todos os tempos e
o santos de pelé.
rodrigo pessoa.ou só
digão
(primo e torcedor apaixonado)
o melhor de todos os tempos e
o santos de pelé.
rodrigo pessoa.ou só
digão
(primo e torcedor apaixonado)
carta aberta ao senhor roman
senhoras e senhores.
quem é riquelme?
não conheço. depois de uma breve enquete na saída do maracanã:
riquelme é esmalte de unha
riquelme é uma marca de tenis
riquelme é um condicionador, aquele rosa.
riquelme é uma marca de gel pra cabelo, tipo soul glow.
enfim, a busca continua...quem é riquelme? ouvi falar que ele ia calar o maracanã. segundo informações ele teve uma crise de diarréia e ficou na argentina(fodam-se eles) tomando imosec. o que eu sei é que não vi o tal riquelme, até agora não ouvi falar nem nada. afinal de contas...quem é riquelme?!!
ao senhor roman, muito prazer,
fluminense!
quem é riquelme?
não conheço. depois de uma breve enquete na saída do maracanã:
riquelme é esmalte de unha
riquelme é uma marca de tenis
riquelme é um condicionador, aquele rosa.
riquelme é uma marca de gel pra cabelo, tipo soul glow.
enfim, a busca continua...quem é riquelme? ouvi falar que ele ia calar o maracanã. segundo informações ele teve uma crise de diarréia e ficou na argentina(fodam-se eles) tomando imosec. o que eu sei é que não vi o tal riquelme, até agora não ouvi falar nem nada. afinal de contas...quem é riquelme?!!
ao senhor roman, muito prazer,
fluminense!
4.6.08
poesia pra ouvir de olhos fechados
silencie
ouça
[http://br.youtube.com/watch?v=Miwejo0mgok]
- abra em outra janela -
deixe-se fechar os olhos
deixe-se enternecer
permita-se ouvir essa voz, o chiado do vinil
que tens aí dentro
deixe-se transbordar até,
se for preciso
ouça
[http://br.youtube.com/watch?v=Miwejo0mgok]
- abra em outra janela -
deixe-se fechar os olhos
deixe-se enternecer
permita-se ouvir essa voz, o chiado do vinil
que tens aí dentro
deixe-se transbordar até,
se for preciso
daqueles momentos em que nada agrada/aquelas horas em que tudo que você disser pode ser a gota dagua/pequenos instantes em que só silenciar e quietude/raros acontecimentos que te fazem não querer esse monte de LP empilhado/poeira e teia de aranha/toda essa cozinha/esse chuveiro quebrado e banho frio/essa ansiedade gritando aqui/ esse poema incompleto/
o telefone tocou /cessou o nada me agrada/agora sim,o dia valeu a pena/ terminei meu poema/
- Alô/
o telefone tocou /cessou o nada me agrada/agora sim,o dia valeu a pena/ terminei meu poema/
- Alô/
2.6.08
ode a ela
apareceu sem revelar a verdade do nome
não esteve nem um pouco razoável.
ao meu olhar
apareceu assim já dando adeus
não quis dizer tchau
nunca quis dizer
a demora, a ausência e a volta.
o desencontro e a banalidade.
a vontade do sim e a certeza
do não.
um olhar sincero.
o sorriso simples
a cara de sono que encanta.[!]
aparente não vontade.
aparente falta de qualquer flor pra ofertar.
aparente falta de qualquer intercessão.
as coisas se transformam
humores e olhares.
Ela dançando livre
Ele: Linda!
Ela olha pra ele e pensa na frase: Não sei o que dizer
Ele faz a proposta
Ela tem um olhar reprovador
Alguma coisa diz que ele deve tentar
O pensamento ainda teima:
- linda!
depois só silêncio e um beijo
se pudesse desvendar o nome dela.
ah, se pudesse!
não esteve nem um pouco razoável.
ao meu olhar
apareceu assim já dando adeus
não quis dizer tchau
nunca quis dizer
a demora, a ausência e a volta.
o desencontro e a banalidade.
a vontade do sim e a certeza
do não.
um olhar sincero.
o sorriso simples
a cara de sono que encanta.[!]
aparente não vontade.
aparente falta de qualquer flor pra ofertar.
aparente falta de qualquer intercessão.
as coisas se transformam
humores e olhares.
Ela dançando livre
Ele: Linda!
Ela olha pra ele e pensa na frase: Não sei o que dizer
Ele faz a proposta
Ela tem um olhar reprovador
Alguma coisa diz que ele deve tentar
O pensamento ainda teima:
- linda!
depois só silêncio e um beijo
se pudesse desvendar o nome dela.
ah, se pudesse!
Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
.ferriera gullar
poema de uma coisa que não tem nome
_
as gavetas todas etiquetadas
aquele arquivo grande,cinza
e eu confuso aqui
onde colocar essa coisa que não tem nome?
nesse dar nomes que a gente engole seco
não tem lugar pra esse não sei o que é de sentir
095
as gavetas todas etiquetadas
aquele arquivo grande,cinza
e eu confuso aqui
onde colocar essa coisa que não tem nome?
nesse dar nomes que a gente engole seco
não tem lugar pra esse não sei o que é de sentir
095
31.5.08
é só você
/com quanto
como pode
assim não dá
é só você
assim
como quem não quer nada
como quem come um pedaço de pão com queijo
como quem corre atrás de um miojo de galinha caipira
como quem corre de um cão babando
como uma folha de papel que vira gaivota e vai voar
como um saco plástico que vira pára quedas num minuano
como quem não sabe se morfossintaxe tem dois ésses
como pode
assim não dá
é só você
assim
como quem não quer nada
como quem come um pedaço de pão com queijo
como quem corre atrás de um miojo de galinha caipira
como quem corre de um cão babando
como uma folha de papel que vira gaivota e vai voar
como um saco plástico que vira pára quedas num minuano
como quem não sabe se morfossintaxe tem dois ésses
como quem nunca amou
como quem sentiu um dia vontade de matar
como quem nunca foi ao maracanã
como quem ainda não sabe a diferença entre o ser ou não ser
como quem chora só em silêncio
como quem anda sempre na contra mão
/com quanto
como pode
assim não dá
é só você
o mesmo que alegria
o mesmo que o sorriso dela
o mesmo que tem aqui
o mesmo que a vontade irresistível de pensar apenas
o mesmo que uma volta inteira da roda gigante
o mesmo que andar de mão dada
o mesmo que o meio
/com quanto
como pode
assim não dá
é só você]
como quem sentiu um dia vontade de matar
como quem nunca foi ao maracanã
como quem ainda não sabe a diferença entre o ser ou não ser
como quem chora só em silêncio
como quem anda sempre na contra mão
/com quanto
como pode
assim não dá
é só você
o mesmo que alegria
o mesmo que o sorriso dela
o mesmo que tem aqui
o mesmo que a vontade irresistível de pensar apenas
o mesmo que uma volta inteira da roda gigante
o mesmo que andar de mão dada
o mesmo que o meio
/com quanto
como pode
assim não dá
é só você]
crônicazinha e pequeno prólogo que desvenda o final
ele não vai cair. vai conseguir vencer a ladeira com sucesso. vento na cara e descobertas
correndo pro play o menino na sua tenra idade inocente. pedalando numa bicicleta vermelha, caloi cruiser.
acelerava pelo meio da rua e a voz da mãe tal qual um freio:
- não vai pra ladeira hein. não vai pra lá!
na cabeça de criança aquilo, claro, funcionou de modo contrário. lá foi ele pedalar até a grande ladeira no fim da rua. quase um L, a ladeira.
e como era instigante subir a pé carregando a bicicleta até o cume e de lá sentir uma sensação que mais tarde ia se descobrir refém.
lá do alto,subiu na bicileta.últimos ajustes. apertou o freio de trás pra ver se tava tudo direitinho e pronto,era hora de se jogar ladeira abaixo. um segundo antes de descer, pensou na mãe falando que não. forçou o pedal e lá foi ele. vento na cara e descida. adrenalina do descer e do não pode. pensava que só não podia cair, imagina o esporro que ia tomar da mãe. mil maravilhas, a ladeira acabando e ...
tudo correu bem. ele tinha um sorriso estampado no rosto, ja pensava que uma segunda descida seria muito legal.
até cruzar com uma menina que encantou o pequeno menino serelepe. não conseguiu tirar os olhos da bela e nova moradora do condomínio.ainda olhando pra trás, perdeu atenção ao pedalar.outra nova sensação.a impressão de que o tempo mudou. e tudo novo nesse novo mundo que se desenhava. ele hipnotizado!não conseguia entender bem que sentimento era aquele,só sabia que por alguma força estranha, não conseguia desgrudar os olhos da menina.mal sabia que essa nova sensação ia permear sua vida pra sempre.caiu,olhando a menina.bateu num latão de lixo parado em frente a portaria do prédio. quem tava na janela fumando um cigarro,adivinha?a mãe olhou severa e apagou o cigarro:
- sobe agora! eu falei pra você não ir pra ladeira.
e lá foi ele, com o cotovelo todo arranhado, um pouco de medo da mãe e duas novas sensações, que mais tarde descobriria, iguais.ladeira a baixo!
.Se joga!
30.5.08
shakespeare
"
"
julieta: [...]como pudestes vir, diz-mo? os muros altos desse jardim são altos e difíceis de escalar. este lugar será mortal para ti, se qualquer de meus parentes der contigo.
romeu: transpus estas muralhas com as asas do amor que são leves, porque as barreiras de pedra não podem embaraçar os vôos do amor. o que é que o amor quer que não consiga?[...]
julieta: se te virem, és morto.
romeu: ah julieta, há mais perigos nos teus olhos do que em vinte de suas espadas. basta que desças um desses ternos olhares para mim, que eu fico bem escudado contra qualquer inimizade.
romeu: transpus estas muralhas com as asas do amor que são leves, porque as barreiras de pedra não podem embaraçar os vôos do amor. o que é que o amor quer que não consiga?[...]
julieta: se te virem, és morto.
romeu: ah julieta, há mais perigos nos teus olhos do que em vinte de suas espadas. basta que desças um desses ternos olhares para mim, que eu fico bem escudado contra qualquer inimizade.
"
29.5.08
enchendo
enche o meu blog de coments/enche a minha ansiedade de prazer/enche a minha vontade de você/enche a minha vida da tua/enche minha boca com teus beijos/enche eu de você
/até transbordar
/até transbordar
apenas uma história comum
Quando tudo começou ninguém tentou inibir nenhuma sensação. Aos poucos as cores foram tomando corpo e se transformando em contrastes que ofuscavam a consciência ainda entre aberta.
A fenda na porta estava anunciando que algo estava por chegar. Mas não se exalte amigo leitor, nessa historia nada vai surpreendê-lo.
Espere, já vou contar o que aconteceu.
Mas não espere nada que vá transformar a sua vida, não espere que nada de extraordinário aconteça dentro de você.
Pois bem, a fenda da porta entre aberta não te causará surpresa, não te deixará ansioso, não causará nada. Apenas uma historia comum. Simples e verdadeira.
O vento soprava alto pela fenda de uma das janelas da sala. O som estridente fez com que a moça deitada no sofá acordasse. Ela dormia compulsivamente, fazia da vida uma eterna repetição robotizada e sem emoção. Chagava do trabalho e ia direto pro prato de sopa, um copo com água gelada, um pão com manteiga e depois o esperado sofá. Deitava, e de lá assistia um pouco – as primeiras noticias apenas – do Jornal Nacional e dormia o sono dos justos.
Naquele dia o som do vento a acordou. Ela abriu os olhos, limpou o canto da boca, foi ao banheiro, lavou o rosto, pegou os óculos na mesinha da sala, repleta de elefantinhos, de xícaras pequenas de porcelana e três ou quatro cinzeiros devidamente limpos. Ela nunca fumou. - Deixava ali os cinzeiros caso alguém quisesse fumar, embora ela nunca recebesse visitas. A não ser uns tempos em que ela teve um flerte com um corretor de seguros. O romance acabou por que o homem roubou umas jóias que ela tinha. - Uma propaganda na televisão chamou sua atenção, mas um grande e gostoso bocejo a fez rapidamente se desligar do aparelho. Ela não desligou a televisão, só não tinha mais foco. Agora sua atenção voltava-se pro quarto. Ela percebeu por uma fenda na porta, a luz acesa. Olhou pra mesa de jantar, redonda com uma toalha com desenhos de temática portuguesa.- Uns galos pretos e verdes. Em cima da mesa, o prato de sopa vazio, migalhas de pão, o copo de água pela metade. Na cadeira, quando olhou de soslaio percebeu que suas roupas - as que tinha chegado do trabalho – estavam todas lá.
Rapidamente pensou: eu não entrei no quarto.
Estacou de medo. Na cabeça milhões de pensamentos. Pensou em ligar pra policia, pensou em invadir o quarto, pensou em muitas coisas. Correu pra cozinha e interfonou ao porteiro. Pediu que ele subisse depressa. Na porta estava a mulher de camisola rosa puída pelo tempo e pelo sofá. O porteiro cujo nome ela nem sabia, na porta, parecia tranqüilo de que tudo estava certo. Ela explicou rapidamente a situação ao porteiro que se apresentou José. E José temeroso, depois de toda a historia, foi caminhando lentamente em direção ao quarto. Colocou o ouvido na parede por alguns segundos. Nada. Em silêncio balançou a cabeça pra ela. Ela não parecia estar contente e apontou pro quarto. Ele colocou o ouvido na porta do quarto e de lá ouviu-se um barulho. Parecia um barulho de cão, ou algum rosnado parecido. Ela quis gritar, mas se conteve por que José colocava a mão pra calar-lhe a boca. Ainda ocultando a voz dela, José mais uma vez aproximou o ouvido da porta. Outro rosnado. Ou algo parecido.
A essa altura ela não se preocupava mais com o barulho, não se interessava tanto com o que acontecia no quarto. O coração dela batia acelerado, mas agora já não mais pela interrogação que habitava o pensamento antes. Aquela mão na boca, aquele toque de uma mão masculina nos lábios faziam-na relembrar tempos em que a vida não era só uma eterna repetição de fatos e dias. E noites. E cochilos no sofá. Aquela mão a fez recordar os banhos de chuva, as bebedeiras as terças feiras sem motivos, os amigos, a filha, a alegria, a vida. Há muito tempo não sentia aquele frio na barriga, há tempos não sentia as mãos suar. Ela pensou em mil coisas impublicáveis.
- Acho que é um Morcego. José falou aos sussurros.
- O que?
- Um morcego. A senhora deixou a janela aberta?
- Depois de uns dez segundos ou mais ela entendeu sobre o que ele falava.
- É, talvez.
José entrou pelo quarto, entrou embaixo da cama.
Ela ficou parada olhando o homem entrar embaixo da cama e salvar a donzela indefesa do dragão que habitava sua torre. Experimentava uma sensação desconhecida, pensava ou repensava toda sua vida.
De repente um vulto passou por ela, bateu no armário e enfim voou pela janela aberta.
- Consegui. José deixava escapar um sorriso orgulhoso de vitória.
Ela olhava pra ele com olhos marejados.
- Muito obrigada!
- Até.
Ele se dirigiu a porta, ela ainda pensou em pedir pra ele ficar, mas não o fez. Da porta José apenas naquele momento percebeu a camisola que ela usava. Ele também percebeu que ela o notara. Os dois se olharam num clima que não sabiam bem o que era.
- A senhora não quer me oferecer uma café? José dizia com muita vergonha.
Ela parou, respirou fundo.
- Não. Eu tô sem pó.
- Ta. Tchau.
E lá foi o José pegar o elevador de serviço e descer. Da porta de casa ela olhava o ponteiro do elevador chegar ao térreo
Não era tesão o que ela sentia. A sensação de prazer não era sexual. Era uma sensação de vida, de que ela podia viver e não fazer parte da vida que ela mesma se impusera.
Voltou pra casa, foi até a cozinha, pegou o pó de café, colocou água na cafeteira. Alguns minutos depois tomou o café sentada na mesa da sala. Com um sorriso no rosto pensou que no dia seguinte ia aproveitar o horário de almoço pra comprar um vestido novo. Rosa talvez.
A fenda na porta estava anunciando que algo estava por chegar. Mas não se exalte amigo leitor, nessa historia nada vai surpreendê-lo.
Espere, já vou contar o que aconteceu.
Mas não espere nada que vá transformar a sua vida, não espere que nada de extraordinário aconteça dentro de você.
Pois bem, a fenda da porta entre aberta não te causará surpresa, não te deixará ansioso, não causará nada. Apenas uma historia comum. Simples e verdadeira.
O vento soprava alto pela fenda de uma das janelas da sala. O som estridente fez com que a moça deitada no sofá acordasse. Ela dormia compulsivamente, fazia da vida uma eterna repetição robotizada e sem emoção. Chagava do trabalho e ia direto pro prato de sopa, um copo com água gelada, um pão com manteiga e depois o esperado sofá. Deitava, e de lá assistia um pouco – as primeiras noticias apenas – do Jornal Nacional e dormia o sono dos justos.
Naquele dia o som do vento a acordou. Ela abriu os olhos, limpou o canto da boca, foi ao banheiro, lavou o rosto, pegou os óculos na mesinha da sala, repleta de elefantinhos, de xícaras pequenas de porcelana e três ou quatro cinzeiros devidamente limpos. Ela nunca fumou. - Deixava ali os cinzeiros caso alguém quisesse fumar, embora ela nunca recebesse visitas. A não ser uns tempos em que ela teve um flerte com um corretor de seguros. O romance acabou por que o homem roubou umas jóias que ela tinha. - Uma propaganda na televisão chamou sua atenção, mas um grande e gostoso bocejo a fez rapidamente se desligar do aparelho. Ela não desligou a televisão, só não tinha mais foco. Agora sua atenção voltava-se pro quarto. Ela percebeu por uma fenda na porta, a luz acesa. Olhou pra mesa de jantar, redonda com uma toalha com desenhos de temática portuguesa.- Uns galos pretos e verdes. Em cima da mesa, o prato de sopa vazio, migalhas de pão, o copo de água pela metade. Na cadeira, quando olhou de soslaio percebeu que suas roupas - as que tinha chegado do trabalho – estavam todas lá.
Rapidamente pensou: eu não entrei no quarto.
Estacou de medo. Na cabeça milhões de pensamentos. Pensou em ligar pra policia, pensou em invadir o quarto, pensou em muitas coisas. Correu pra cozinha e interfonou ao porteiro. Pediu que ele subisse depressa. Na porta estava a mulher de camisola rosa puída pelo tempo e pelo sofá. O porteiro cujo nome ela nem sabia, na porta, parecia tranqüilo de que tudo estava certo. Ela explicou rapidamente a situação ao porteiro que se apresentou José. E José temeroso, depois de toda a historia, foi caminhando lentamente em direção ao quarto. Colocou o ouvido na parede por alguns segundos. Nada. Em silêncio balançou a cabeça pra ela. Ela não parecia estar contente e apontou pro quarto. Ele colocou o ouvido na porta do quarto e de lá ouviu-se um barulho. Parecia um barulho de cão, ou algum rosnado parecido. Ela quis gritar, mas se conteve por que José colocava a mão pra calar-lhe a boca. Ainda ocultando a voz dela, José mais uma vez aproximou o ouvido da porta. Outro rosnado. Ou algo parecido.
A essa altura ela não se preocupava mais com o barulho, não se interessava tanto com o que acontecia no quarto. O coração dela batia acelerado, mas agora já não mais pela interrogação que habitava o pensamento antes. Aquela mão na boca, aquele toque de uma mão masculina nos lábios faziam-na relembrar tempos em que a vida não era só uma eterna repetição de fatos e dias. E noites. E cochilos no sofá. Aquela mão a fez recordar os banhos de chuva, as bebedeiras as terças feiras sem motivos, os amigos, a filha, a alegria, a vida. Há muito tempo não sentia aquele frio na barriga, há tempos não sentia as mãos suar. Ela pensou em mil coisas impublicáveis.
- Acho que é um Morcego. José falou aos sussurros.
- O que?
- Um morcego. A senhora deixou a janela aberta?
- Depois de uns dez segundos ou mais ela entendeu sobre o que ele falava.
- É, talvez.
José entrou pelo quarto, entrou embaixo da cama.
Ela ficou parada olhando o homem entrar embaixo da cama e salvar a donzela indefesa do dragão que habitava sua torre. Experimentava uma sensação desconhecida, pensava ou repensava toda sua vida.
De repente um vulto passou por ela, bateu no armário e enfim voou pela janela aberta.
- Consegui. José deixava escapar um sorriso orgulhoso de vitória.
Ela olhava pra ele com olhos marejados.
- Muito obrigada!
- Até.
Ele se dirigiu a porta, ela ainda pensou em pedir pra ele ficar, mas não o fez. Da porta José apenas naquele momento percebeu a camisola que ela usava. Ele também percebeu que ela o notara. Os dois se olharam num clima que não sabiam bem o que era.
- A senhora não quer me oferecer uma café? José dizia com muita vergonha.
Ela parou, respirou fundo.
- Não. Eu tô sem pó.
- Ta. Tchau.
E lá foi o José pegar o elevador de serviço e descer. Da porta de casa ela olhava o ponteiro do elevador chegar ao térreo
Não era tesão o que ela sentia. A sensação de prazer não era sexual. Era uma sensação de vida, de que ela podia viver e não fazer parte da vida que ela mesma se impusera.
Voltou pra casa, foi até a cozinha, pegou o pó de café, colocou água na cafeteira. Alguns minutos depois tomou o café sentada na mesa da sala. Com um sorriso no rosto pensou que no dia seguinte ia aproveitar o horário de almoço pra comprar um vestido novo. Rosa talvez.
28.5.08
como numa festa de quinze anos
a música parou
o tempo parou
a chave se perdeu
o portal se abriu
um terremoto de dois pontos na escala richter
choveu canivetes
caiu o mundo ao redor deles que
impunemente dançavam uma música
em silêncio e
olhos fechados.
o tempo parou
a chave se perdeu
o portal se abriu
um terremoto de dois pontos na escala richter
choveu canivetes
caiu o mundo ao redor deles que
impunemente dançavam uma música
em silêncio e
olhos fechados.
das vantagens de ser bobo(em pílulas)
É quase impossível evitar o excesso de amor que um bobo provoca.
É que só o bobo é capaz de excesso de amor.
E só o amor faz o bobo.
.clarice
É que só o bobo é capaz de excesso de amor.
E só o amor faz o bobo.
.clarice
27.5.08
25.5.08
se o coração é de papel,o que ele faz nos períodos de chuvas?
melhor fingir que é de pedra e
encarar a tormenta
vestir a armadura
capa amarela]
isso talvez transforme os ímpetos de só papel
e de pedra fique mais forte
menos sensível talvez
mas ]
pros períodos de chuvas fortes:
força e guarda-chuva
em tempo: pra sempre!, só o guarda-chuva
encarar a tormenta
vestir a armadura
capa amarela]
isso talvez transforme os ímpetos de só papel
e de pedra fique mais forte
menos sensível talvez
mas ]
pros períodos de chuvas fortes:
força e guarda-chuva
em tempo: pra sempre!, só o guarda-chuva
24.5.08
minhas preces
eu com as minhas orações:
senhor, não me deixai em casa sábado a noite
que medo zorra total
oremos!
senhor, não me deixai em casa sábado a noite
que medo zorra total
oremos!
inocência e água salgada

noites de resfriado são sempre reflexivas
nariz escorrendo e idéias
também]
é assim ? e nostalgia de uma hora pra outra ?
impunemente uma foto que já sem cor,
ainda suja de café. ou chá
aquela marca da xícara. o tempo se fazendo ser visto]
inocência e água salgada.
quando a vida era só rir e chorar
quando as noites de resfriados eram só
paparico e caminha quente
sopa de feijão]
nessa noite de lua imensa
nariz escorrendo e olhos
também]
que saudade daquela sopinha de feijão e
a inocência
também]
03957
nariz escorrendo e idéias
também]
é assim ? e nostalgia de uma hora pra outra ?
impunemente uma foto que já sem cor,
ainda suja de café. ou chá
aquela marca da xícara. o tempo se fazendo ser visto]
inocência e água salgada.
quando a vida era só rir e chorar
quando as noites de resfriados eram só
paparico e caminha quente
sopa de feijão]
nessa noite de lua imensa
nariz escorrendo e olhos
também]
que saudade daquela sopinha de feijão e
a inocência
também]
03957
jamais esquecerei as maneiras
de minha ex namorada
remava rio acima com a leveza de quem
descia a favor da correnteza
seu sorriso confundia a direção dos cachorros
que viajam com as cabeças pro abismo
seu corpo jamais soube distinguir entre
primavera e outono
quando penso no futuro me transformo
no passado de minha ex namorada
antonio carlos de brito
de minha ex namorada
remava rio acima com a leveza de quem
descia a favor da correnteza
seu sorriso confundia a direção dos cachorros
que viajam com as cabeças pro abismo
seu corpo jamais soube distinguir entre
primavera e outono
quando penso no futuro me transformo
no passado de minha ex namorada
antonio carlos de brito
23.5.08
(quero o corpo abusado)
poder arriscar a palavra - usar dentro do riscado.
quer você queira ou não queira,trincar o risco.
numa noite diante de mim
e de todas as imagens que vêm sendo formuladas.
venha você vestida
venha você vestida com o pano mais mais difícil de rasgar
se prepare para um discurso tumultuado de céu claro.
dali seu corpinho são será molhado pra mim mas por mim.
quero entrar em você, olhos e óculos de alcance
beijar todo seu conhecimento.lamber
me entregar a posse de sua autoridade desconhecida
de noviça.
eu!
eu ofereço a eternidade de um fato consumado.
daí o resistir por exigência
de uma noite/dia/noite/dia/noite/dia.
exigir a minha poesia em pedra sabão.
e olhos cansados de uma maneira inteligente
desde a testa até a estrutura do pezinho.
violar a criança que sei mulher
com muito amor surpresa e antiguidade.
espero um assassinato completo:
com juiz,promotor, advogado.
todos ensanguentados.
por tudo isso, por nada, exijo pedra sabão
pra levar e esculpir uma grande dúvida.
ricardo g ramos
poder arriscar a palavra - usar dentro do riscado.
quer você queira ou não queira,trincar o risco.
numa noite diante de mim
e de todas as imagens que vêm sendo formuladas.
venha você vestida
venha você vestida com o pano mais mais difícil de rasgar
se prepare para um discurso tumultuado de céu claro.
dali seu corpinho são será molhado pra mim mas por mim.
quero entrar em você, olhos e óculos de alcance
beijar todo seu conhecimento.lamber
me entregar a posse de sua autoridade desconhecida
de noviça.
eu!
eu ofereço a eternidade de um fato consumado.
daí o resistir por exigência
de uma noite/dia/noite/dia/noite/dia.
exigir a minha poesia em pedra sabão.
e olhos cansados de uma maneira inteligente
desde a testa até a estrutura do pezinho.
violar a criança que sei mulher
com muito amor surpresa e antiguidade.
espero um assassinato completo:
com juiz,promotor, advogado.
todos ensanguentados.
por tudo isso, por nada, exijo pedra sabão
pra levar e esculpir uma grande dúvida.
ricardo g ramos
21.5.08
é chegada a hora
enfim chega a hora.
a ansiedade aumentando.a hora da batalha se aproximando
o guerreiro se prepara
pensa em fazer a barba mas desiste, hoje é daqueles dias que quanto mais feio melhor. concentração e silêncio, ainda. hoje é guerra
é dia de poupar a voz durante o dia
pra perdê-la durante a noite.
se prepara pra se unir a multidão apaixonada.
está em uma espécie de transe desde que acordou segunda.
a hora se aproxima. é hora de vestir a armadura
[russel crowel em gladiador
o guerreiro veste a camiseta de três cores com um sorriso no peito.lado esquerdo.
desliga o computador, olha com esperança e flâmula na estante e vai...
seguro e certo de que essa guerra de hoje pode ser perdida, mas a parte do guerreiro, será feita.
eles vão ouvir a minha voz
20.5.08
leminski
não esqueça de tirar o lixo
as mudanças mais profundas são aquelas que em tudo permanece igual. todos os invernos se parecem com o pior inverno e nenhuma paisagem se compara com as remotas paisagens da infância. se há alguma razão para outros amores é lembrar-nos de que não são o único
efraim medina reyes
efraim medina reyes
tudo teu
.
teus olhos também
tuas mãos suaves, claro!
tuas pernas tão perfeitamente
pré-moldadas
como as casas de campo com cachorro e tudo
dos filmes de sessão da tarde
teus olhos também
tuas mãos suaves, claro!
tuas pernas tão perfeitamente
pré-moldadas
como as casas de campo com cachorro e tudo
dos filmes de sessão da tarde
tua pele alva e límpida
como um banho de hidratante
creme nívea, da lata azul
Tudo teu!
tudo que eu amo em você.
mas...
[a vírgula chata persiste]
mas tudo não seria completo em ti
sem esse sorriso
sem essa luz que teus dentes emanam
como essa névoa de prazer intenso
imenso
que teu sorriso exala.
teu sorriso
definitivamente
insuportavelmente
despretensiosamente
é o que me encanta
insuportavelmente
despretensiosamente
é o que me encanta
Me...
[...]
me faz perder as palavras.
19.5.08
escrevendo sou eu
.
escrevendo sou eu
escrevendo eu sou outro
me escondo também atrás de letras, papel e um lápis amarelo e preto
atravesso meus labirintos, buscando a verdade absoluta que eu sei
inexistente
escrevendo sou o que eu quiser ser, sou o que você quiser ler
dou margem a imaginação, me exponho, me desnudo, me transformo
recrio meu mundinho, mundo de quem me lê
recriando. recreando. no recreio da escola, lutando uma guerra na alemanha nazista, vivendo o grande amor da vida
da sua vida
escrevendo, as reflexões brotam como água na nascente mais longínqua
as incertezas aparecem e as certezas se distanciam rapidamente
escrevendo os infernos e os céus se aproximam, os monstros se humanizam, as pessoas mudam da água pro vinho
o vinho e a água
escrevendo a vida tem outro sentido.escrevendo. exercitando.perseverando
escrevendo sou eu.sou todos que quero. e quem não quero
escrevendo choro todas minhas angustias. e todos os sorrisos
sigo tentando. errando e acertando
preocupação vazia de qualidade, sim há. irrelevante
. é assim que escrevendo me escondo de mim mesmo
e me desnudo pra quem lê
escrevendo sou eu
escrevendo eu sou outro
me escondo também atrás de letras, papel e um lápis amarelo e preto
atravesso meus labirintos, buscando a verdade absoluta que eu sei
inexistente
escrevendo sou o que eu quiser ser, sou o que você quiser ler
dou margem a imaginação, me exponho, me desnudo, me transformo
recrio meu mundinho, mundo de quem me lê
recriando. recreando. no recreio da escola, lutando uma guerra na alemanha nazista, vivendo o grande amor da vida
da sua vida
escrevendo, as reflexões brotam como água na nascente mais longínqua
as incertezas aparecem e as certezas se distanciam rapidamente
escrevendo os infernos e os céus se aproximam, os monstros se humanizam, as pessoas mudam da água pro vinho
o vinho e a água
escrevendo a vida tem outro sentido.escrevendo. exercitando.perseverando
escrevendo sou eu.sou todos que quero. e quem não quero
escrevendo choro todas minhas angustias. e todos os sorrisos
sigo tentando. errando e acertando
preocupação vazia de qualidade, sim há. irrelevante
. é assim que escrevendo me escondo de mim mesmo
e me desnudo pra quem lê
vamu fazer o seguinte:
você tira essa fantasia e a gente conversa
tira a máscara e a gente se olha
bota esse personagem pra dormir e a gente deita
pára com essa de performer que só anda na superfície
tô querendo ir mais fundo. mergulhar sem escafandro
mas com esse figurino seu, não dá
não consigo te enxergar
tira a roupa tira, morena!
00842
você tira essa fantasia e a gente conversa
tira a máscara e a gente se olha
bota esse personagem pra dormir e a gente deita
pára com essa de performer que só anda na superfície
tô querendo ir mais fundo. mergulhar sem escafandro
mas com esse figurino seu, não dá
não consigo te enxergar
tira a roupa tira, morena!
00842
18.5.08
crisiaihpo-society
ok ronaldo, o fantástico te absolveu...
pode voltar a ser super herói.
triste
mas com fina estampa.
é vitalícia?
em tempo: pobre da sociedade quem tem fantástico como juiz
pode voltar a ser super herói.
triste
mas com fina estampa.
é vitalícia?
em tempo: pobre da sociedade quem tem fantástico como juiz
17.5.08
poema da ingenuidade
Línguas
Não sei falar inglês
Tampouco francês
Só sei falar a língua chamada
Tua
Não sei pensar em inglês
Em italiano, menos ainda.
Só sei pensar na língua chamada
Tua
Não entendo grego
Não entendo russo.
Também não entendo a língua chamada
Tua
Assumidamente ignorante
Tanto assim
Só sei querer a língua chamada
Tua.
Não sei falar inglês
Tampouco francês
Só sei falar a língua chamada
Tua
Não sei pensar em inglês
Em italiano, menos ainda.
Só sei pensar na língua chamada
Tua
Não entendo grego
Não entendo russo.
Também não entendo a língua chamada
Tua
Assumidamente ignorante
Tanto assim
Só sei querer a língua chamada
Tua.
16.5.08
15.5.08
ansiedade e sorriso
espera e demora
Rio... e um porto(bem grande e alegre)
longe e perto
uma tela no meio do querer
uma lembrança e uma não lembrança!
as exclamações brigam entre si, ainda sorrindo
interrogações declaradas aqui
[medinho sorridente!]
sei não
o dia chegando
o avião também
uma tartaruga (ou jabuti, sei lá) caminha lenta aqui,
me olhando
os passos curtos e sóbrios.
a ansiedade do está por vir, se acalenta nos passos lentos
da tartaruga
ou jabuti, sei lá]
0569
espera e demora
Rio... e um porto(bem grande e alegre)
longe e perto
uma tela no meio do querer
uma lembrança e uma não lembrança!
as exclamações brigam entre si, ainda sorrindo
interrogações declaradas aqui
[medinho sorridente!]
sei não
o dia chegando
o avião também
uma tartaruga (ou jabuti, sei lá) caminha lenta aqui,
me olhando
os passos curtos e sóbrios.
a ansiedade do está por vir, se acalenta nos passos lentos
da tartaruga
ou jabuti, sei lá]
0569
:
a gente caminha pra frente olhando as coisas que deixa pra trás
construindo ilusões e achando isso normal,
é assim mesmo]
achando que todo poste tem de ter a luz acesa a noite
todo lixo tem de ter um saco plástico
todo papel que não é escrito
todas as linhas da mão esquerda
a gente sabe o que vai acontecer se mexer com o que não pode
a gente se envolve num círculo de giz
sei lá]
aos poucos vai apagando esse traço contínuo
e re-construindo outro igual em cores parecidas
um eterno apagar e redesenhar,
essa vida ]
(00)554
a gente caminha pra frente olhando as coisas que deixa pra trás
construindo ilusões e achando isso normal,
é assim mesmo]
achando que todo poste tem de ter a luz acesa a noite
todo lixo tem de ter um saco plástico
todo papel que não é escrito
todas as linhas da mão esquerda
a gente sabe o que vai acontecer se mexer com o que não pode
a gente se envolve num círculo de giz
sei lá]
aos poucos vai apagando esse traço contínuo
e re-construindo outro igual em cores parecidas
um eterno apagar e redesenhar,
essa vida ]
(00)554
14.5.08
foi é?
'
Você foi o maior dos meus casos/ De todos os abraços o que eu nunca esqueci
Você foi dos amores que eu tive/o mais complicado e o mais simples pra mim
Você foi o melhor dos meus erros/A mais estranha história que alguém já escreveu
E é por essas e outras que a minha saudade faz lembrar de tudo outra vez /
Você foi a mentira sincera/Brincadeira mais séria que me aconteceu/Você foi o caso mais antigo/O amor mais amigo que me apareceu /
Das lembranças que eu trago na vida/Você é a saudade que eu gosto de ter/Só assim sinto você bem perto de mim/
Outra vez/
/...Você foi o melhor dos meus planos/E o maior dos enganos que eu pude fazer.
/...das lembranças que eu trago na vida/você é a saudade que eu gosto de ter
foi pode virar é?
Você foi o maior dos meus casos/ De todos os abraços o que eu nunca esqueci
Você foi dos amores que eu tive/o mais complicado e o mais simples pra mim
Você foi o melhor dos meus erros/A mais estranha história que alguém já escreveu
E é por essas e outras que a minha saudade faz lembrar de tudo outra vez /
Você foi a mentira sincera/Brincadeira mais séria que me aconteceu/Você foi o caso mais antigo/O amor mais amigo que me apareceu /
Das lembranças que eu trago na vida/Você é a saudade que eu gosto de ter/Só assim sinto você bem perto de mim/
Outra vez/
/...Você foi o melhor dos meus planos/E o maior dos enganos que eu pude fazer.
/...das lembranças que eu trago na vida/você é a saudade que eu gosto de ter
foi pode virar é?
13.5.08
ver.da.de.cru.a
então.a coi.sa é mais sim.ples do que vo.cê ima.gina
não, eu não fui lá pra pegar nenhuma merda de roupa amarela
não, eu não tenho nada a ver com essa merda toda de mala pra viagem
sim, eu conversei sobre aquelas coisas com ela sim
sim, ela também me falou das suas coisas
não, ela não tentou fazer isso que você acha. de jeito nenhum. em nenhum momento
não, nunca fui até aquela padaria em nenhum domingo
não, não conversei com o Seu Luis antes das dez
e me desculpa.
eu a principio não queria mas
sim, eu comi a tua mulher.
essa é toda a verdade.
e ponto
a sentença é sua.
0008
não, eu não fui lá pra pegar nenhuma merda de roupa amarela
não, eu não tenho nada a ver com essa merda toda de mala pra viagem
sim, eu conversei sobre aquelas coisas com ela sim
sim, ela também me falou das suas coisas
não, ela não tentou fazer isso que você acha. de jeito nenhum. em nenhum momento
não, nunca fui até aquela padaria em nenhum domingo
não, não conversei com o Seu Luis antes das dez
e me desculpa.
eu a principio não queria mas
sim, eu comi a tua mulher.
essa é toda a verdade.
e ponto
a sentença é sua.
0008
12.5.08
0091
que medo alegre, o de te esperar
clarice lispector
ele sabia que a menina de sorriso brilhante nao iria
ele sabia que não ia ver aqueles olhos.
sabia que o cheiro dela não ia colorir o pequeno mundo cinza que se desenhava no céu e
como uma forma de manter acesa uma coisa ali dentro, ele nutria estupidamente uma vontade e frio na barriga na ansia do
de repente ela chega.]
a espera, mesmo sabendo que ela não iria, era a forma de inconscientemente dizer
saudade]
0091
clarice lispector
ele sabia que a menina de sorriso brilhante nao iria
ele sabia que não ia ver aqueles olhos.
sabia que o cheiro dela não ia colorir o pequeno mundo cinza que se desenhava no céu e
como uma forma de manter acesa uma coisa ali dentro, ele nutria estupidamente uma vontade e frio na barriga na ansia do
de repente ela chega.]
a espera, mesmo sabendo que ela não iria, era a forma de inconscientemente dizer
saudade]
0091
segunda-feira 0023
as vezes quando amanhece eu durmo
as vezes
quando chove, eu chovo
as vezes erro, as vezes acerto e louvemos a tentativa
as vezes
de manhã os anseios ficam opacos, por vezes turvos,
as vezes
eu tenho uma vontade quase
incontrolável de ligar pra ela e gritar banalidades
dizer
qualquer coisa pra se jogar fora rindo
as vezes]
tem umas coisas que sei lá, deixa quieto
as vezes vontade de escrever essas coisas [pseudo-poeta]
as vezes só.
0023
as vezes
quando chove, eu chovo
as vezes erro, as vezes acerto e louvemos a tentativa
as vezes
de manhã os anseios ficam opacos, por vezes turvos,
as vezes
eu tenho uma vontade quase
incontrolável de ligar pra ela e gritar banalidades
dizer
qualquer coisa pra se jogar fora rindo
as vezes]
tem umas coisas que sei lá, deixa quieto
as vezes vontade de escrever essas coisas [pseudo-poeta]
as vezes só.
0023
7.5.08
5.5.08
00878
aquela calça velha
aquele all star rasgado
um video game ligado me olhando
querendo gritar verdades
aquela camisa de dormir
aquela escova de dente ali
um video game ligado me cantando
queria saber assoviar as músicas do tom zé
aquela vontade antiga
aquela velocidade toda
aquela lembrança a toa
o videogame ligado me chamando me tira
daquela coisa que sempre termina assim
00878.
aquele all star rasgado
um video game ligado me olhando
querendo gritar verdades
aquela camisa de dormir
aquela escova de dente ali
um video game ligado me cantando
queria saber assoviar as músicas do tom zé
aquela vontade antiga
aquela velocidade toda
aquela lembrança a toa
o videogame ligado me chamando me tira
daquela coisa que sempre termina assim
00878.
4.5.08
inventou de se apaixonar/
queria uma coisa apertando o peito as nove da manhã/
queria uma coisa que vibre o telefone no meio da madrugada pra ouvir qualquer coisa/ e voltar a dormir
queria uma coisa xingando sério no ouvido/
queria uma coisa que não sei direito.
queria uma coisa pra sonhar e acordar querendo/
queria uma coisa que ainda nao sabia direito/
queria tardes e tardes de cinema americano/
queria noites de amor de filme francês
queria cichês e por que não?]
queria e querer é verbo só/
queria tanta coisa/ música.poesia.teatro.voar.filme antigo.um longa-metragem. livro num sebo.café e fluminense campeão. pular de pára quedas. saber fazer conta de cabeça. tanta coisa.
tanto/
quiereia aprender a digitra mutio ráipido e naão errar uam palarva seuqer
queria saber a diferença entre o que se quer e o que se tem/ um ser ou não ser em espiral, a vida
queria tanta coisa que sabia que não/
queria muita coisa que nem sabia se ia ter, mas querer
/o sonho ainda é a mais linda de todas as criações do homem
utopia de uma poesia perfeita
também, quem mandou inventar de se apaixonar.
0006
queria uma coisa apertando o peito as nove da manhã/
queria uma coisa que vibre o telefone no meio da madrugada pra ouvir qualquer coisa/ e voltar a dormir
queria uma coisa xingando sério no ouvido/
queria uma coisa que não sei direito.
queria uma coisa pra sonhar e acordar querendo/
queria uma coisa que ainda nao sabia direito/
queria tardes e tardes de cinema americano/
queria noites de amor de filme francês
queria cichês e por que não?]
queria e querer é verbo só/
queria tanta coisa/ música.poesia.teatro.voar.filme antigo.um longa-metragem. livro num sebo.café e fluminense campeão. pular de pára quedas. saber fazer conta de cabeça. tanta coisa.
tanto/
quiereia aprender a digitra mutio ráipido e naão errar uam palarva seuqer
queria saber a diferença entre o que se quer e o que se tem/ um ser ou não ser em espiral, a vida
queria tanta coisa que sabia que não/
queria muita coisa que nem sabia se ia ter, mas querer
/o sonho ainda é a mais linda de todas as criações do homem
utopia de uma poesia perfeita
também, quem mandou inventar de se apaixonar.
0006
3.5.08
obra de arte
nu de mim mesmo
teatro do jóquei. direção jefferson miranda. com a cia de teatro autônomo.
uma obra de arte !
uma jóia pequena e singela
no meio do caos que é a nossa vida
permita-se encher o peito de emoção, até vazar!
teatro do jóquei. direção jefferson miranda. com a cia de teatro autônomo.
uma obra de arte !
uma jóia pequena e singela
no meio do caos que é a nossa vida
permita-se encher o peito de emoção, até vazar!
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eu?
- tatá.
- to correndo.sempre pressa.meio atrasado.ligação perdida.olhar atento.desculpa o atraso.to indo embora.quer carona?aqui desse lado,aqui..assim mesmo.meu fluminense e meus desejos.um beijo do seu.eu aqui em qualquer lugar aqui, espaço pra vazão a idéias. ficção criando uma verdade pseudo pessoal. "eu quero uma verdade inventada"
leia me
divagando também
[alter]ego marginal













