divagações concretas concretudes abstratas

e um copo vazio está
cheio de ar

14.7.08

é como se a gente desse um pause na vida
a imagem lá,congelada
o controle perto da lareira

um vento diferente.um inverno rigoroso.uma chuva mais forte.uma noite de tango.uma ponta de saudade.uma ponta.uma ligação perdida.sete ligações perdidas.a falta que faz lembrar. um jogo do grêmio no olímpico. aquela estrela só em fim de tarde.a lembrança de um domingo.o gosto de uma boemia gelada. aquela gargalhada mais mais.abraço de verdade. uma noite olhando a lua cheia.a vontade de galopar.sushi, hot e yaksoba.morder de olhos fechados.um butiquim e um sambinha. a vontade de uma segunda inteira em casa. dorme aí e fica com a chave. a sensação de puta que pariu, que bom!
.a vontade de um beijo


a imagem ainda ta lá no pause,
esperando qualquer coisa assim que me aperte o play

12.7.08

pseudo-conteúdo e achismos

_se surge interesse na minha barriga
ah, porra
não me interessa



e não me venha com papo de academia

10.7.08

Escrevo porque tenho uma necessidade inata de escrever! Escrevo porque sou incapaz de fazer um trabalho normal, como as outras pessoas. Escrevo porque quero ler livros como os que eu escrevo. Escrevo porque sinto raiva de todos vocês, sinto raiva de todo mundo. Escrevo porque adoro passar o dia sentado à mesa escrevendo. Escrevo porque só consigo participar da vida real quando a modifico. Escrevo porque quero que os outros, todos nós, o mundo inteiro, saibam que tipo de vida nós vivemos, e continuamos a viver, em Istambul, na Turquia. Escrevo porque adoro o cheiro do papel, da caneta e da tinta. Escrevo porque acredito na literatura, na arte do romance, mais do que em qualquer outra coisa. Escrevo porque é um hábito, uma paixão. Escrevo porque tenho medo de ser esquecido, porque gosto da glória e do interesse que a literatura traz. Escrevo para ficar só. Talvez escreva porque tenho a esperança de entender por que eu sinto tanta, tanta raiva de todos vocês, tanta, tanta raiva de todo mundo. Escrevo porque gosto de ser lido. Escrevo porque depois que começo um romance, um ensaio, uma página, sempre quero chegar ao fim. Escrevo porque todo mundo espera que eu escreva. Escrevo porque tenho uma crença infantil na imortalidade das bibliotecas, e na maneira como meus livros são dispostos na prateleira. Escrevo porque é animador transformar todas as belezas e riquezas da vida em palavras. Escrevo não para contar uma história, mas para compor uma história. Escrevo porque desejo escapar do presságio de que existe um lugar para onde preciso ir mas ao qual – como num sonho – nunca chego. Escrevo porque jamais consegui ser feliz. Escrevo para ser feliz.”


Orhan Pamuk (Discurso da cerimônia de entrega do Prêmio Nobel de Literatura 2007. Estocolmo, 2006. In: A maleta de meu pai. São Paulo: Companhia das Letras, 2007)

9.7.08

por cima das copas das árvores

_

seria mais simples dizer
tchau
seria mais facil dizer
um beijo
seria mais qualquer coisa
calar
mas eles ainda preferiam pular por cima das cópulas das árvores
andar na corda bamba sem a rede de salvação
gostavam da sensação de voar
e dançar de olhos fechados numa noite de lua cheia,
em silêncio


.

7.7.08

pseudo intimidade

1 e 2 estão na cozinha.fogão.agua fervendo
se conhecem pouco mas demonstram alguma (pseudo)intimidade


2: você tava com a blusa verde. decote bonito
1:acho que não.
2: é, não lembro direito. tem queijo?
1: tem, pegaí. (pausa)e tb te excita saber que tu me excita.
2: é exatamente isso.esse é o meu lance..te excitar me excita.vc entendeu exatamente o x da questão.
1:eu entendo...tb me excita saber disso.
2:o que?te excita saber q eu me excito sabendo q vc se excita comigo?(se rindo)muita excitação numa frase só.
(se riem.pausa)
1:gosto de saber que te excita, eu excitado
2:melhor assim
1:quer tomar café?tem leite também.quer?
2: pode ser
ele escrevia tudo assim
sem exclamação
sem sinal
muito menos ponto final

era apegado
era desassossegado
e ainda
não sabia falar não

tinha um monte de defeito
tinha um monte de gente que achava
tinha um monte de coisa que sabia fazer e
um monte que não sabia o á

vivia em exercicio de desapego continuado
mas sempre teve dificudades em colocar ponto final
nas frases

4.7.08

um marttini com a mulher dos meus sonhos

eu tava parado em frente a uma banca de jornal.era noite. eu tava com um sobretudo preto e uma camisa cinza de botão. não me pergunte porque estava vestido assim,não faço idéia. ja passavam das três da manhã, acho que tava frio, não lembro. uma mulher andando na escuridão.ela vestia um sobretudo e um chapéu que escondia o rosto.não era muito alta mas seu andar era extremamente sensual. se aproximou de mim e pediu um isqueiro.
- não, eu não fumo.
ela me olhou, deu uma risada maliciosa e contra argumentou:
- dá uma olhada no teu bolso esquerdo.
eu enfiei a mão no bolso e tirei um zippo. meio sem graça e sem entender direito o que tava acontecendo, acendi o cigarro da moça que rapidamente tirou o chapéu, balançou os cabelos como num filme em slow motion. fiquei hipnotizado. era simplsmente a natalie portman. ela me olhou dentro dos olhos.mordeu o labio inferior.
- quer tomar um marttini?
- eu não gosto de martini. - eu tava completamente atucanado mas de fato não sei por que falei que não gostava de marttini.
- gosta sim, prova!
do nada surgiu uma taça de marttini na mão dela. eu bebi e adorei.estranhei um pouco. ficamos bebendo e falando de coisas,falando de signos, ela me disse que era uma canceriana emotiva, que estava numa fase de carência e eu todo ouvidos.de repente ja estávamos na casa dela. uma casa com lareira, umas luzes amarelas, um cachorro pequeno e uma poltrona grande e confortável e várias taças de marttini espalhadas.
- peraí, como a gente veio parar aqui? eu...
ela me interrompeu colocando a pontinha do dedo na minha boca. chegou bem perto de mim e sussurrou shiiii.
- você gosta da minha peruca?
-que peruca? eu tava de cabeça baixa servindo mais uma taça de martini[ja tava meio bebado], e quando levantei vi que ela estava com a peruca rosa que ela usou no Closer. acho que me apaixonei na hora. ja pensava em partir pra cima dela com tudo.ainda tinha uma pontinha de confusão na minha cabeça que me freava os instintos. ela parece que leu meus pensamentos.me pegou pela cabeça, me deu um beijo daqueles de cinema, daqueles que quem está vendo de fora, sente até um calor. ficou passando a mão na minha cabeça de um jeito que eu adoro.começou a me beijar muito. eu fui me empolgando e também entrei naquele clima. apertei as costas dela, mordi o pescoço, ficava mordendo o lábio inferior dela. uma hora puxei o cabelo dela trazendo-a pra junto de mim, ela ajeitou seu corpo para que meu pau ficasse encaixadinho na buceta dela. ela pegou meu rosto com força e falou:- me pega forte!
eu peguei forte. bem forte.
[vou me reservar os detalhes mais específicos e vou logo pro final da história pra não causar constrangimentos]
.a gente tava na cama transando.aquela coisa meio feroz, meio carinhosa: suor e tesão. eu tava quase gozando...

- tatá, acorda. tu não vai querer ir no futebol? - o meu primo me acordando as oito da manhã.
eu ainda zonzo de sono, demorei uns bons três segundos pra entender que tudo aquilo era só um sonho.
- porra, pedro, eu tava sonhando com a natalie portman. tava quase...
[e tava mesmo]
meu primo riu,me ironizou com alguma piadinha e saiu. eu tentei dormir de novo,fechei os olhos, queria sonhar aquele sonho de novo, voltar ao ponto que tinha parado. queria ter aquela sensação de novo. juro que tentei. em vão. não consegui sonhar de novo. fiquei puto!
nunca mais sonhei com a natalie portman



acho que é isso: você é um puta sonho bom que eu quero sonhar de novo.
to aqui, tentando dormir,
pra talvez sonhar com você



3.7.08

estranho

/
estranho pensar em você
numa pequena redoma cercada de agua por todos os lados
estranho ter essa sensação de que
tudo ao redor cresce,arranha-céus e antenas da sky
estranho isso de imaginar
outro sotaque aqui e outro sotaque lá, naquele ouvido que era ô.
e mais prédios crescem]
estranho
pensar em tudo isso e ainda assim estar rindo
/
quanto mais prédios crescem]
aumenta essa distância,
que
cega, nem se dá conta que sobra

1.7.08

poema pra se apagar depois

ela mentiu pra mim
nunca disse que sim
ficou de falar
qualquer coisa, assim
mas na hora da verdade,
mentiu
me sorriu
andando de lado,
partiu
fiquei só
ali na garganta,
um nó.
de todas as loucuras dela
a que mais me tirava a fala:
ela
me fazia rir
e um segundo depois
disistir
de todas as loucuras dela a que mais me tirava o riso:
mentir
mas ela era uma coisa.
ela era uma
é.ela era
era





09795

não esqueça de limpar os pés

com quantos anos
algumas vezes
quantas perguntas
tantas respostas
meias verdades
quase metade
estar só e a vaidade
um sim sem maldade
seinceramente, entre e
fique 'a vontade
.
sempre querer e poder
sempre querer e não ter
ter porque ainda não quis
um querer que nunca me quis
querer e só dizer que queria
poder ter o querer e dizer sim
querer querer o que não pode ter, [e ainda assim
insistir em querer
.resistindo a razão


querer

30.6.08

minhas copacabana sem ésse



o lixo do luxo e o luxo do pobre, eis a bela
copacabana
# esquina da nossa senhora com hilário. sol.é inverno.três e quinze.um homem sem os dois braços em frente ao banco real. uma senhora. elegante.óculos escuros.
- senhora, posso te dar um abraço?
a madame olhou de relance. se riu. ficou tímida do rir.
- então me dá um real.completou o pedinte.
dois reais no chapéu.madame absolvida

# tente andar na barata ou na nossa senhora durante o dia e não pegar:
- compro ouro
- faça o seu ibi card
-termas 21
- compro ouro
- sex shop e locadora
- tradicional.restaurante mineiro
- herbalife
- dentista.orçamento grátis
e toda uma infinidade de outros pedaços de esperança espalhados por
copacabana


quando a corrida terminar atente bem pra quem chegou por ultimo
muito melhor,a história do perdedor do que a manjada história de superação e todo o monte de baboseira que cerca o herói
o perdedor quando chega em casa encontra só o silêncio do apartamento vazio
toma um banho,quer pensar em outra coisa
quer pensar que precisa mudar
precisa arrumar uma namorada
fica se perguntando por que não reduziu antes
e refaz a corrida na cabeça,toda
sai do banho, vai comer alguma coisa
coloca um sanduíche frio no microondas
56 segundos
quer pensar em outra coisa
quer ligar pra mãe. sentiu saudade
37 segundos. abre o microondas antes da campanhia
ansiedade
aprendeu
e na corrida seguinte,
viveu o dia seguinte do herói
toda história de superação e todo o monte de baboseira que cerca
o herói
roda gigante de tivoli park, a vida!
de longe e de perto
as sensações e os apertões
as lembranças e as mudanças
as vontades e as verdades.vaidades,se quiser
a ironia e a insonia. isso mesmo
o quase digo e o vou dizer depois
o suspiro e o inspiro
o sonho e o sonho do outro lado

o telefone
o telefone
o eltefenos
o telefeano
o telefeone]
o teloenfne
o teldefona
o telefoner

tá..
o celulcar
luecula
celcula
celurea
ah..
esquece
sa
udae
eu te conheço ou é so uma maneira de puxar uma conversa ]
acho que a gente não se conhece
ja te vi aqui
eu também
entao
o que
como a gente não se conhece]

musica do cartola na vitrola, incenso e marimbondo. casa de praia. dormir na rede. noite.estrelada e calor.(...) e ainda um vinho argentino:trapiche

um vinho argentino:trapiche

28.6.08

por uma dieta sem sal

tem umas coisas que a gente teima em continuar querendo.
sal, por exemplo
todo mundo me fala: pára de comer tanto sal. vc vai ter problema de pressão.
eu sei que o sal faz mal, mas mesmo assim quando to de frente com aquela pedaço de bife
quando de cara com uma sopa de inverno
arroz e feijão
lasanha
miojo

sei bem que faz mal ainda querer uma coisa que faz mal.faz mermo.angustia.
sofrer sem ter de sofrer.
mas quando a gente gosta, num tem jeito
exercício de desapego volume 3
mas eu tenho certeza e luto por isso

vou largar o sal

pedido do cara que quer voar pro outro lado de uma saudade

- me empresta a capa, seu Clark!







.0413

27.6.08

qualquer uma

sentar e escrever qualquer porra
qualquer parada que vá interessar alguém perder um minuto
aqui.e eu
aqui
pensando: quem lê essa porra?
fico refletindo comigo mesmo ao cubo.
ao cubo mermo]
escrever pra que?
pra quem?
quem vai gastar um minuto ou dois pra prestar atenção nas duas horas e pouco que gastei
aqui
e ainda me questiono ao cubo:
escrever essa porra pra que?
escrever essa porra pra que?
escrever essa porra pra que?
ironia da resposta objetiva: pra mim
pra mim mermo]

23.6.08

poema do papel rasgado

tudo ao mesmo tempo agora acontecendo instante após instante fotograma ante fotograma letra por letra olho por olho juntando tudo isso e misturando querendo dente por dente branco que nem papel rasgado aqui e um monte de idéias borbulhando uma penca de angustias e alguma pseudo poesia vazando esse papel todo aqui no chão rasgado esse monte de coisa que se joga fora até chegar a escrever qualquer coisa tudo aqui agora sem ponto nem pausa como uma feira livre em horário de pico como a descoberta da uma saudade









(ug9hda)+ 2

atendendo (meus)pedidos um velho poema novo

vamu fazer o seguinte: você tira essa fantasia e a gente conversa
tira a máscara e a gente se olha
bota esse personagem pra dormir e a gente deita
pára com essa de performer que só anda na superfície
tô querendo ir mais fundo. mergulhar sem escafandro
mas com esse figurino seu, não dá
não consigo te enxergar

tira a roupa tira, morena!

notícias de inverno

diante de tudo aquilo não adiantava esconder-se
no meio daquela noite fria de um inverno rigoroso. neve e vento frio.
encasacou-se. vestiu-se de luvas, toca e chachecol.
ainda assim sentia um friozinho, um ventinho que soprava certeiro ali perto
da nuca
não adiantava querer que o frio passasse.
não tinha jeito
frio mesmo.
frio agora, aqui. frio mesmo
pronto, ligada a calefação.
tentar dormir então,




-0076

canção pra cantar no frio

e o que parecia um romance poeril de domingo
agora,tornara-se amor
saudade e
poesia


.e
esperar uma promoção da gol]

19.6.08

o gato tomando sopa e banho quente ou teoria do paraquedista

sabe quando você ta vendo tudo que vai acontecer
e assim mesmo fala.é isso.

sabe quando o teu time ta mal pra caralho e você
tem certeza que é hoje!
maracanã. matte e biscoito globo

sabe quando você sabe que é lá o fim do túnel e
a luz ta em silêncio?
assim assim você diz

.e você vai

nos tempos dos jogos de tabuleiro, aqueles da Grow

quebra-cabeça
de ponta-cabeça
encaixe perfeito
69 peças diferentes!
.
(as primeiras parcerias)

14.6.08


puxador é o caralho, eu sou intérprete de samba!
jamelão

- vai em paz intérprete!

enquanto a pizza não chega



é,
esperar.
esse futuro que
nunca chega.

tá sempre lá na minha frente
distante e impossível
quem dera o prazer de
tocar o futuro.
que tem um dono, dizem

parece que a Deus pertence,né]




_231

12.6.08

classificados

to vendendo uma tempestade.
chuva e vento forte

to comprando um dia de sol
praiana e todo o pacote disso

to alugando umas velas pro dia d
to tentando entender por que não vai ter futebol
a vida necessita das pausas,
o coração não





ando querendo cuspir verdades
daquelas que todo mundo sabe mas ninguém fala
to afim saber a verdade dos olhos
naquelas pequenas pausas
extremamente necessárias

das pequenas histórias.das pequenas vontades. das pequenas palavras. dos pequenos frascos.pequenos livros. da pequena caixa
ando querendo gritar esse nó aqui
e as vezes é assim

11.6.08

por favor, eu preciso de uma cerveja

no elevador demoradíssimo com uma adolescente
silêncio, aquele.
- calor né ?
- é.
o elevador pára e outra adolescente entra. são amigas. elas começam a falar incansavelmente. de um tudo. do diego que não vem hoje. da rafaela e do pedro que estão juntos, parece. da roupa da amiga que ta la em cima. enfim...falavam. falavam coisas de adolescente.
ah, esqueci de um detalhe importante: é reveillon. to subindo pra uma festa exatamente as
23: 22
abre de novo a porta do elevador e outra adolescente. são amigas.
falam pelos cotovelos. a última que entrou parece estar levemente bêbada - o que na cabeça de uma adolescente num elevador com três amigas e um cara meio antipático - quer dizer: muuuito bêbada.
a menina se jogava em cima da porta do elevador, se jogava em cima de mim que ja sem a menor paciencia começava a respirar fundo, torcendo pra chegar logo. eu ia pra cobertura no décimo oitava andar. puta que pariu.
la pelo decimo, o elevador parou. ri pensando: não é possivel. não to acreditando.tinha de ser comigo.
as adolescentes começaram a rir. dois minutos depois apertaram o alarme. cinco minutos depois começaram a pedir ajuda. mais dois minutos e as meninas estava histéricas gritando a plenos pulmões. um minuto depois e a adolescente semi bebada começou a querer desmaiar. se jogava em cima de mim e dizia: to passando mal, to passando mal. e uma gritaria louca, as três adolescentes gritando, fazendo uma balburdia infernal dentro daquele elevador pequeno e quente. eu ja estava num grau de puteza que nem te conto. conto sim:
ja com a paciencia na sola do pé, sacudindo a menina pelos braços: - Não, você não está passando mal, você está querendo aparecer pra mim e pras suas amigas. malucas que nem você. pára com esse pití. pára com essa porra. e pára agora.parou com esse showzinho de adolescente babaca. parou agora!
silêncio no elevador. quando olhei, estavam as três adolescentes me olhando atônitas.
Um sujeito aparece na janelinha do elevador, olha as três meninas e começa a debochar, começa a rir das três que permaneciam em silêncio absoluto.
as vezes a minha paciencia, ou a falta dela, falam por mim:
- meu irmão, abre esse elevador. dá pra tu chamar o porteiro,por favor irmão. - falei em tom meio grosseiro, porém educado como podem ver.
dois minutos em que não se ouvia o barulho de um respirar no elevador. o porteiro vem, abre a porta e todos saem. eu fico. de fora do elevador as meninas me olhando espantadas, como se olhassem pro próprio vilão daquele filme de anéis.
tchau. feliz ano novo meninas! - falei com um tom de deboche, com um risinho irônico.
o elevador fechou e subiu. enfim respirei. confesso que até ri comigo mesmo. cheguei ao meu destino. o dono da casa me abriu a porta com uma taça de champanhe na mão.
- por favor, eu preciso de uma cerveja!

10.6.08

as vezes a gente se sente assim:
pequeno como palavras não ditas
as vezes grande como o ego do canastrão
as vezes só um pontinho em fim de frase.
as vezes nada disso
por vezes até, tudo isso e
sempre
a cerveja no butiquim por que ningúem é de ferro!
as vezes manteiga
as vezes rocha
é assim que as vezes,
a gente sente








. <-(um pontinho em fim de frase) assim que a gente sente!

9.6.08

desafiei prum torneio de bola de gude
ela aceitou, mas queria soltar pipa

chamei pra jantar só nós dois
ela aceitou, mas queria dançar

falei que tava apaixonado
ela não falou eu também,
mas aceitou
e sorriu

como quem diz sim em silêncio]

poema sem guarda-chuva

_
eu tenho cicatriz!
e ainda assim
de vez em quando, falando com jeitinho
eu digo sim

enquanto a inspiração não vem ou equação que não tem final feliz

o que a gente faz
que arte é essa?
ter resposta é limitador

atente bem: a realidade é a antítese do que é.
a salvação tá na fantasia. só a capacidade de sonhar
só a capacidade de criar outros mundos
ou isso,

o que a gente faz
que arte é essa?
ter resposta é conquistador

se o que cada um escolhe,
se eu escolho os meus caminhos, o que fazer
quando não tem aquele guia quatro rodas.
guia rex

que arte é essa?
ter resposta é constrangedor
e falo comigo mesmo
que arte é essa?
que arte é?
que arte?
que?
ué,
eu?
eu

8.6.08

é.go!

porra, ego?
ego é o caralho
escrevo pra expurgar os meus demônios. pra martelar as minhas olheiras. pra não ter de abrir a geladeira e gritar dietas e mentiras.pra me sentir vivo.pra deixar a cabeça falar. pra não envelhecer aqui.
escrevo por necessidade.pela ansia de uma coisa que não sei o que. e ninguém sabe.
não tem nada a ver com o me leia, nada a ver com o deixe seu comentário. só tem a ver com as minhas loucuras, meus problemas pequeno-existenciais. minha vida que talvez não interesse a ninguém. minhas flores de plástico que andam no jardim.
meus gritos e meu silêncio estão aqui. nus!
de resto isso, escrevo simplesmente por esse momento só
mas
se tudo isso tem a ver com ego, eu me rendo!

7.6.08

luana!


me perguntaram luana piovani:
brigittie que ainda não se descobriu bardot
ou simplesmente
uma força da natureza. sabe tzunami ?
a ribalta acesa!

então é assim
o garoto cresceu. a faxina agora ele quem faz. o miojo com bastante caldo também.
o condomínio e a net ja chegaram. comprar uma mesinha.trocar o plano do celular. comprar o ingresso do jogo do flu.
então é assim
o garoto cresceu. até viajando de avião sozinho ele tá.
voa garoto!
voa que a capa do super homem ja ta pronta.

6.6.08


Você pode ter todo o dinheiro do mundo, mas há algo que jamais poderá comprar: um dinossauro.
.homer

...
então se fez um segundo em que o maracanã parou.
só a bandeira das três cores continuou tremulando
e sempre continuará!

5.6.08

é assim mesmo

apenas dois times eliminaram o boca na libertadores:
o melhor de todos os tempos e
o santos de pelé.





rodrigo pessoa.ou só
digão
(primo e torcedor apaixonado)

carta aberta ao senhor roman

senhoras e senhores.
quem é riquelme?
não conheço. depois de uma breve enquete na saída do maracanã:
riquelme é esmalte de unha
riquelme é uma marca de tenis
riquelme é um condicionador, aquele rosa.
riquelme é uma marca de gel pra cabelo, tipo soul glow.

enfim, a busca continua...quem é riquelme? ouvi falar que ele ia calar o maracanã. segundo informações ele teve uma crise de diarréia e ficou na argentina(fodam-se eles) tomando imosec. o que eu sei é que não vi o tal riquelme, até agora não ouvi falar nem nada. afinal de contas...quem é riquelme?!!

ao senhor roman, muito prazer,
fluminense!

4.6.08

poesia pra ouvir de olhos fechados

silencie
ouça
[http://br.youtube.com/watch?v=Miwejo0mgok]
- abra em outra janela -
deixe-se fechar os olhos
deixe-se enternecer
permita-se ouvir essa voz, o chiado do vinil
que tens aí dentro
deixe-se transbordar até,
se for preciso
daqueles momentos em que nada agrada/aquelas horas em que tudo que você disser pode ser a gota dagua/pequenos instantes em que só silenciar e quietude/raros acontecimentos que te fazem não querer esse monte de LP empilhado/poeira e teia de aranha/toda essa cozinha/esse chuveiro quebrado e banho frio/essa ansiedade gritando aqui/ esse poema incompleto/
o telefone tocou /cessou o nada me agrada/agora sim,o dia valeu a pena/ terminei meu poema/
- Alô/

2.6.08

...
e aí me entorpecer de você.
divagar sorrindo na névoa
desse ópio que é o teu beijo.
uma garrafa dagua.no meio do mundo.os lábios se tocaram.a fome do novo.o toque sensivel.mordida no lábio inferior. lingua inquieta.olhos fechados. aiaiai.

o beijo.

o beijo



o alvo e a seta.
(em verde e azul)

o beijo


constantin brancusi

o beijo


.RODIN

o beijo


.picasso,pablo

o risinho de felicidade se mudou pro meu pequeno castelo
o vaga lume da saudade
ainda ta por aqui,
de passagem
...

ode a ela

apareceu sem revelar a verdade do nome
não esteve nem um pouco razoável.
ao meu olhar

apareceu assim já dando adeus
não quis dizer tchau
nunca quis dizer

a demora, a ausência e a volta.
o desencontro e a banalidade.
a vontade do sim e a certeza
do não.

um olhar sincero.

o sorriso simples
a cara de sono que encanta.[!]

aparente não vontade.
aparente falta de qualquer flor pra ofertar.
aparente falta de qualquer intercessão.

as coisas se transformam
humores e olhares.

Ela dançando livre

Ele: Linda!
Ela olha pra ele e pensa na frase: Não sei o que dizer
Ele faz a proposta
Ela tem um olhar reprovador
Alguma coisa diz que ele deve tentar
O pensamento ainda teima:
- linda!

depois só silêncio e um beijo

se pudesse desvendar o nome dela.
ah, se pudesse!

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.
.ferriera gullar
.

Toda arte é o desenho do desejo

freud

poema de uma coisa que não tem nome

_

as gavetas todas etiquetadas
aquele arquivo grande,cinza
e eu confuso aqui
onde colocar essa coisa que não tem nome?
nesse dar nomes que a gente engole seco
não tem lugar pra esse não sei o que é de sentir


095

31.5.08

tenho sorte.
ao menos tento forte mesmo que não acerte]
fazer do ócio, arte.
o tempo curto - corte.
sem vida - morte.
ferreira gullar

é só você

/com quanto
como pode
assim não dá
é só você

assim
como quem não quer nada
como quem come um pedaço de pão com queijo
como quem corre atrás de um miojo de galinha caipira

como quem corre de um cão babando
como uma folha de papel que vira gaivota e vai voar
como um saco plástico que vira pára quedas num minuano
como quem não sabe se morfossintaxe tem dois ésses
como quem nunca amou
como quem sentiu um dia vontade de matar
como quem nunca foi ao maracanã
como quem ainda não sabe a diferença entre o ser ou não ser
como quem chora só em silêncio
como quem anda sempre na contra mão

/com quanto
como pode
assim não dá
é só você

o mesmo que alegria
o mesmo que o sorriso dela
o mesmo que tem aqui
o mesmo que a vontade irresistível de pensar apenas
o mesmo que uma volta inteira da roda gigante
o mesmo que andar de mão dada
o mesmo que o meio

/com quanto
como pode
assim não dá
é só você]

crônicazinha e pequeno prólogo que desvenda o final


ele não vai cair. vai conseguir vencer a ladeira com sucesso. vento na cara e descobertas


correndo pro play o menino na sua tenra idade inocente. pedalando numa bicicleta vermelha, caloi cruiser.
acelerava pelo meio da rua e a voz da mãe tal qual um freio:
- não vai pra ladeira hein. não vai pra lá!
na cabeça de criança aquilo, claro, funcionou de modo contrário. lá foi ele pedalar até a grande ladeira no fim da rua. quase um L, a ladeira.
e como era instigante subir a pé carregando a bicicleta até o cume e de lá sentir uma sensação que mais tarde ia se descobrir refém.
lá do alto,subiu na bicileta.últimos ajustes. apertou o freio de trás pra ver se tava tudo direitinho e pronto,era hora de se jogar ladeira abaixo. um segundo antes de descer, pensou na mãe falando que não. forçou o pedal e lá foi ele. vento na cara e descida. adrenalina do descer e do não pode. pensava que só não podia cair, imagina o esporro que ia tomar da mãe. mil maravilhas, a ladeira acabando e ...
tudo correu bem. ele tinha um sorriso estampado no rosto, ja pensava que uma segunda descida seria muito legal.
até cruzar com uma menina que encantou o pequeno menino serelepe. não conseguiu tirar os olhos da bela e nova moradora do condomínio.ainda olhando pra trás, perdeu atenção ao pedalar.outra nova sensação.a impressão de que o tempo mudou. e tudo novo nesse novo mundo que se desenhava. ele hipnotizado!não conseguia entender bem que sentimento era aquele,só sabia que por alguma força estranha, não conseguia desgrudar os olhos da menina.mal sabia que essa nova sensação ia permear sua vida pra sempre.caiu,olhando a menina.bateu num latão de lixo parado em frente a portaria do prédio. quem tava na janela fumando um cigarro,adivinha?a mãe olhou severa e apagou o cigarro:
- sobe agora! eu falei pra você não ir pra ladeira.

e lá foi ele, com o cotovelo todo arranhado, um pouco de medo da mãe e duas novas sensações, que mais tarde descobriria, iguais.ladeira a baixo!

.Se joga!

30.5.08

shakespeare

"
julieta: [...]como pudestes vir, diz-mo? os muros altos desse jardim são altos e difíceis de escalar. este lugar será mortal para ti, se qualquer de meus parentes der contigo.

romeu: transpus estas muralhas com as asas do amor que são leves, porque as barreiras de pedra não podem embaraçar os vôos do amor. o que é que o amor quer que não consiga?[...]

julieta: se te virem, és morto.

romeu: ah julieta, há mais perigos nos teus olhos do que em vinte de suas espadas. basta que desças um desses ternos olhares para mim, que eu fico bem escudado contra qualquer inimizade.

"
esse sorriso colore meu dia mais cinza
!

29.5.08

enchendo

enche o meu blog de coments/enche a minha ansiedade de prazer/enche a minha vontade de você/enche a minha vida da tua/enche minha boca com teus beijos/enche eu de você
/até transbordar

apenas uma história comum

Quando tudo começou ninguém tentou inibir nenhuma sensação. Aos poucos as cores foram tomando corpo e se transformando em contrastes que ofuscavam a consciência ainda entre aberta.



A fenda na porta estava anunciando que algo estava por chegar. Mas não se exalte amigo leitor, nessa historia nada vai surpreendê-lo.
Espere, já vou contar o que aconteceu.
Mas não espere nada que vá transformar a sua vida, não espere que nada de extraordinário aconteça dentro de você.
Pois bem, a fenda da porta entre aberta não te causará surpresa, não te deixará ansioso, não causará nada. Apenas uma historia comum. Simples e verdadeira.
O vento soprava alto pela fenda de uma das janelas da sala. O som estridente fez com que a moça deitada no sofá acordasse. Ela dormia compulsivamente, fazia da vida uma eterna repetição robotizada e sem emoção. Chagava do trabalho e ia direto pro prato de sopa, um copo com água gelada, um pão com manteiga e depois o esperado sofá. Deitava, e de lá assistia um pouco – as primeiras noticias apenas – do Jornal Nacional e dormia o sono dos justos.
Naquele dia o som do vento a acordou. Ela abriu os olhos, limpou o canto da boca, foi ao banheiro, lavou o rosto, pegou os óculos na mesinha da sala, repleta de elefantinhos, de xícaras pequenas de porcelana e três ou quatro cinzeiros devidamente limpos. Ela nunca fumou. - Deixava ali os cinzeiros caso alguém quisesse fumar, embora ela nunca recebesse visitas. A não ser uns tempos em que ela teve um flerte com um corretor de seguros. O romance acabou por que o homem roubou umas jóias que ela tinha. - Uma propaganda na televisão chamou sua atenção, mas um grande e gostoso bocejo a fez rapidamente se desligar do aparelho. Ela não desligou a televisão, só não tinha mais foco. Agora sua atenção voltava-se pro quarto. Ela percebeu por uma fenda na porta, a luz acesa. Olhou pra mesa de jantar, redonda com uma toalha com desenhos de temática portuguesa.- Uns galos pretos e verdes. Em cima da mesa, o prato de sopa vazio, migalhas de pão, o copo de água pela metade. Na cadeira, quando olhou de soslaio percebeu que suas roupas - as que tinha chegado do trabalho – estavam todas lá.
Rapidamente pensou: eu não entrei no quarto.
Estacou de medo. Na cabeça milhões de pensamentos. Pensou em ligar pra policia, pensou em invadir o quarto, pensou em muitas coisas. Correu pra cozinha e interfonou ao porteiro. Pediu que ele subisse depressa. Na porta estava a mulher de camisola rosa puída pelo tempo e pelo sofá. O porteiro cujo nome ela nem sabia, na porta, parecia tranqüilo de que tudo estava certo. Ela explicou rapidamente a situação ao porteiro que se apresentou José. E José temeroso, depois de toda a historia, foi caminhando lentamente em direção ao quarto. Colocou o ouvido na parede por alguns segundos. Nada. Em silêncio balançou a cabeça pra ela. Ela não parecia estar contente e apontou pro quarto. Ele colocou o ouvido na porta do quarto e de lá ouviu-se um barulho. Parecia um barulho de cão, ou algum rosnado parecido. Ela quis gritar, mas se conteve por que José colocava a mão pra calar-lhe a boca. Ainda ocultando a voz dela, José mais uma vez aproximou o ouvido da porta. Outro rosnado. Ou algo parecido.
A essa altura ela não se preocupava mais com o barulho, não se interessava tanto com o que acontecia no quarto. O coração dela batia acelerado, mas agora já não mais pela interrogação que habitava o pensamento antes. Aquela mão na boca, aquele toque de uma mão masculina nos lábios faziam-na relembrar tempos em que a vida não era só uma eterna repetição de fatos e dias. E noites. E cochilos no sofá. Aquela mão a fez recordar os banhos de chuva, as bebedeiras as terças feiras sem motivos, os amigos, a filha, a alegria, a vida. Há muito tempo não sentia aquele frio na barriga, há tempos não sentia as mãos suar. Ela pensou em mil coisas impublicáveis.
- Acho que é um Morcego. José falou aos sussurros.
- O que?
- Um morcego. A senhora deixou a janela aberta?
- Depois de uns dez segundos ou mais ela entendeu sobre o que ele falava.
- É, talvez.
José entrou pelo quarto, entrou embaixo da cama.
Ela ficou parada olhando o homem entrar embaixo da cama e salvar a donzela indefesa do dragão que habitava sua torre. Experimentava uma sensação desconhecida, pensava ou repensava toda sua vida.
De repente um vulto passou por ela, bateu no armário e enfim voou pela janela aberta.
- Consegui. José deixava escapar um sorriso orgulhoso de vitória.
Ela olhava pra ele com olhos marejados.
- Muito obrigada!
- Até.
Ele se dirigiu a porta, ela ainda pensou em pedir pra ele ficar, mas não o fez. Da porta José apenas naquele momento percebeu a camisola que ela usava. Ele também percebeu que ela o notara. Os dois se olharam num clima que não sabiam bem o que era.
- A senhora não quer me oferecer uma café? José dizia com muita vergonha.
Ela parou, respirou fundo.
- Não. Eu tô sem pó.
- Ta. Tchau.
E lá foi o José pegar o elevador de serviço e descer. Da porta de casa ela olhava o ponteiro do elevador chegar ao térreo
Não era tesão o que ela sentia. A sensação de prazer não era sexual. Era uma sensação de vida, de que ela podia viver e não fazer parte da vida que ela mesma se impusera.
Voltou pra casa, foi até a cozinha, pegou o pó de café, colocou água na cafeteira. Alguns minutos depois tomou o café sentada na mesa da sala. Com um sorriso no rosto pensou que no dia seguinte ia aproveitar o horário de almoço pra comprar um vestido novo. Rosa talvez.

28.5.08

porque teu silêncio é mais
quem dera ter o prazer
de ser um verso em tua voz





dominguinhos

como numa festa de quinze anos

a música parou
o tempo parou
a chave se perdeu
o portal se abriu
um terremoto de dois pontos na escala richter
choveu canivetes
caiu o mundo ao redor deles que
impunemente dançavam uma música
em silêncio e
olhos fechados.

das vantagens de ser bobo(em pílulas)

É quase impossível evitar o excesso de amor que um bobo provoca.
É que só o bobo é capaz de excesso de amor.
E só o amor faz o bobo.






.clarice

27.5.08

poemeto da saudade

um nozinho na garganta
embargando a voz
a saudade entalou ali
na "guela"





0908

é.
meu número!
!
voa
voa alto pequena
leva contigo o meu sorriso. a gragalhada mais olhinho fechado.
leva contigo essa utopia de poesia pefeita
voa pequena,
alto

aqui o pássaro que tenta em vão,

secar as asas ao sol.
pra secar o suor [!]

em preto e branco. que nem filme

25.5.08

se o coração é de papel,o que ele faz nos períodos de chuvas?

melhor fingir que é de pedra e
encarar a tormenta
vestir a armadura

capa amarela]
isso talvez transforme os ímpetos de só papel
e de pedra fique mais forte
menos sensível talvez

mas ]
pros períodos de chuvas fortes:
força e guarda-chuva








em tempo: pra sempre!, só o guarda-chuva
conselho pro paraquedista de primeira viagem ou papo de pé de orelha com a menina que terminou o namoro:
- se joga!

24.5.08

minhas preces

eu com as minhas orações:
senhor, não me deixai em casa sábado a noite
que medo zorra total
oremos!

inocência e água salgada


noites de resfriado são sempre reflexivas
nariz escorrendo e idéias
também]
é assim ? e nostalgia de uma hora pra outra ?
impunemente uma foto que já sem cor,
ainda suja de café. ou chá
aquela marca da xícara. o tempo se fazendo ser visto]
inocência e água salgada.
quando a vida era só rir e chorar
quando as noites de resfriados eram só
paparico e caminha quente
sopa de feijão]
nessa noite de lua imensa
nariz escorrendo e olhos
também]

que saudade daquela sopinha de feijão e
a inocência
também]





03957





jamais esquecerei as maneiras
de minha ex namorada
remava rio acima com a leveza de quem
descia a favor da correnteza
seu sorriso confundia a direção dos cachorros
que viajam com as cabeças pro abismo
seu corpo jamais soube distinguir entre
primavera e outono

quando penso no futuro me transformo
no passado de minha ex namorada










antonio carlos de brito
jogos de amor são pra se jogar











.

23.5.08

(quero o corpo abusado)
poder arriscar a palavra - usar dentro do riscado.
quer você queira ou não queira,trincar o risco.
numa noite diante de mim
e de todas as imagens que vêm sendo formuladas.

venha você vestida
venha você vestida com o pano mais mais difícil de rasgar
se prepare para um discurso tumultuado de céu claro.
dali seu corpinho são será molhado pra mim mas por mim.
quero entrar em você, olhos e óculos de alcance
beijar todo seu conhecimento.lamber
me entregar a posse de sua autoridade desconhecida
de noviça.
eu!
eu ofereço a eternidade de um fato consumado.
daí o resistir por exigência
de uma noite/dia/noite/dia/noite/dia.
exigir a minha poesia em pedra sabão.
e olhos cansados de uma maneira inteligente
desde a testa até a estrutura do pezinho.
violar a criança que sei mulher
com muito amor surpresa e antiguidade.

espero um assassinato completo:
com juiz,promotor, advogado.
todos ensanguentados.
por tudo isso, por nada, exijo pedra sabão
pra levar e esculpir uma grande dúvida.


ricardo g ramos

eu?

Minha foto
to correndo.sempre pressa.meio atrasado.ligação perdida.olhar atento.desculpa o atraso.to indo embora.quer carona?aqui desse lado,aqui..assim mesmo.meu fluminense e meus desejos.um beijo do seu.eu aqui em qualquer lugar aqui, espaço pra vazão a idéias. ficção criando uma verdade pseudo pessoal. "eu quero uma verdade inventada"

leia me

outras divagações


[alter]ego marginal

quantas?

free counter