divagações concretas concretudes abstratas

e um copo vazio está
cheio de ar

20.3.08

direito de resposta

E agora poeta?
o que faço eu com todas essas palavras lindas que me escreveste?
Choro sobre elas?
Tento beija-las?
Rasgo? Jogo-as no lixo?
Por que palavras pra ti são mais fáceis que as chuvas no verão. Palavras pra ti são como as folhas que caem secas nos outonos.
Mas as palavras não satisfazem todos os sentidos. Só palavras não alimentam. Não posso eu me contentar com textos bonitos e atitudes covardes.
Eu sei poeta, que há nelas uma magia, há nas palavras que me escreves uma vida, e me faz tremer de medo da realidade furtiva.
Sim, poeta, as palavras fazem o coração inflar de contentamento e doçura. Mas é pouco. Só as palavras não sustentam
Amor exige atos que falem muito mais do que palavras. Amor exige vida, toque, arrepio, frio na barriga. Exige contato!
Não poeta. Não podes se esconder atrás das tuas frases mais ou menos bem formuladas.
Não poeta, não pode tu, achar que o mundo vai parar para que tu possa escrever as tuas linhas de amores.
Poeta, não penses tu que pode fazer o que quer. suas eternas e platônicas musas.
Amor platônico poeta, não mais.
Não ache você que toda mulher é uma música para ouvir ou um boa historia pra se contar.
Não pode, poeta. Não tens o direito de achar que a vida de uma mulher cabe em seus poemas. Não cabe!
A vida de uma mulher não cabe dentro de uma folha de papel.
O amor não cabe, de maneira alguma, numa caneta tinteiro e um bocado de idéias românticas.
O amor, poeta, não é esse escrito por ti.
O amor é real. É vivo. Se ele fica limitado a essa folha de papel,
Tem outro nome.
Poesia se preferires. E só isso!
Desculpe-me poeta,
Não é amor.
só estórias
Estórias que só satisfazem o teu ego burro.
Estórias que tu crias pra se defender da vida.
Estórias não podem ser mais interessantes que a vida.
Suas estórias são pra ouvir. Não são pra sentir.
Meu conselho para ti, poeta?
Viva.
Teus escritos não imitam a vida nem o amor.
São boas e românticas estórias da sua cabeça, poeta.

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to correndo.sempre pressa.meio atrasado.ligação perdida.olhar atento.desculpa o atraso.to indo embora.quer carona?aqui desse lado,aqui..assim mesmo.meu fluminense e meus desejos.um beijo do seu.eu aqui em qualquer lugar aqui, espaço pra vazão a idéias. ficção criando uma verdade pseudo pessoal. "eu quero uma verdade inventada"

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