poesia e caos!
divagações concretas concretudes abstratas
e um copo vazio está
cheio de ar
cheio de ar
31.3.12
27.3.12
23.3.12
chorei sem saber o motivo.
só chorei. águas, rios inteiros, chorei.
solucei me perguntando o porque.
chorei e não sabia chorar.
chorei tanto, me afoguei no meu mar de nós. chorei muito.
e parei de me perguntar porque. só chorei. chorei mais.
uma angustia aqui dentro. e a vontade de gritar,
só chorei. tive medo de gritar. chorei só.
sem platéia. sem compaixão. só.
e depois melhorei. desafogado.
respirando melhor. mais leve.renovado. sem perguntas. só chorei. investi no
choro.
melhor que armazenar esses nós cegos no peito.
- testemunho de um cortador de cebolas
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só chorei. águas, rios inteiros, chorei.
solucei me perguntando o porque.
chorei e não sabia chorar.
chorei tanto, me afoguei no meu mar de nós. chorei muito.
e parei de me perguntar porque. só chorei. chorei mais.
uma angustia aqui dentro. e a vontade de gritar,
só chorei. tive medo de gritar. chorei só.
sem platéia. sem compaixão. só.
e depois melhorei. desafogado.
respirando melhor. mais leve.renovado. sem perguntas. só chorei. investi no
choro.
melhor que armazenar esses nós cegos no peito.
- testemunho de um cortador de cebolas
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6.3.12
cena 3 começa azul, num clima amistoso. ao passar do tempo a cena vai ganhando contornos amarelados causando com isso uma desconfiança no ar. dois atores e uma atriz. a atriz veste calça verde, blusa de algodao branca, simples, usa um all star branco e tem sonhado muito com tubarões.
um dos atores gosta secretamente da atriz. um dos atores veste camisa goiaba com psico killer escrito em amarelo. abaixo desenho do mickey escrita em courrier 17 amarelo. por acaso- por esses acasos que são inexplicáveis, (os pequenos milagres), por isso e só por isso é que estavam ali naquela sala-
dois atores e uma atriz.
a luz que entrou da direita ofuscou a visão de um dos atores que logo defendeu seus olhos. alguém disse alguma coisa. luz vai caindo em resistência até que fique bem fraca. amarela. um dos atores tem uma carta na mão.(pausa) a cena terminará diferente do que voce imagina.
...
um dos atores gosta secretamente da atriz. um dos atores veste camisa goiaba com psico killer escrito em amarelo. abaixo desenho do mickey escrita em courrier 17 amarelo. por acaso- por esses acasos que são inexplicáveis, (os pequenos milagres), por isso e só por isso é que estavam ali naquela sala-
dois atores e uma atriz.
a luz que entrou da direita ofuscou a visão de um dos atores que logo defendeu seus olhos. alguém disse alguma coisa. luz vai caindo em resistência até que fique bem fraca. amarela. um dos atores tem uma carta na mão.(pausa) a cena terminará diferente do que voce imagina.
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duas linhas dramatúrgicas que andam paralelas, não se cruzam e não se relacionam aparentemente. Pelas tantas as duas linhas se cruzam criando um atrito ali gerando uma terceira linha dramatúrgica surpreendente. dois atores e uma atriz. cena quatro acabou deixando uma porta aberta. Começo da cena 5 em silêncio.
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16.2.12
então a dúvida continua.
o artista nasce quando de uma realização?
ou num pensar a vida? um olhar o mundo através dos
oculos da poesia, do bom humor, do bom senso, do respeito.
o artista está na alma, realizadores ou nao. produtores culturais ou nao. fazendo novelas ou nao. deitados na cama lendo o facebook ou nao. em cima do palco ou nao. debruçado num edital e orçamentos ou nao.
o artista vem antes de sua obra. seus pensamentos antecedem as realizações.
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o artista nasce quando de uma realização?
ou num pensar a vida? um olhar o mundo através dos
oculos da poesia, do bom humor, do bom senso, do respeito.
o artista está na alma, realizadores ou nao. produtores culturais ou nao. fazendo novelas ou nao. deitados na cama lendo o facebook ou nao. em cima do palco ou nao. debruçado num edital e orçamentos ou nao.
o artista vem antes de sua obra. seus pensamentos antecedem as realizações.
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22.12.11
teste20/12
Quis fazer um teste científico-performático: Quantas pessoas me ligariam, quantas me visitariam e quantas
escreveriam bonitas palavras no meu perfil no facebook, no dia do meu aniversário.
Pois bem:
Visitas - 1
Telefonemas - 11
Facebook - 101
Total de felicitações: 1+11+101 = 113
O saldo:
o facebook terceirizou as relações e eu preciso procurar mais os meus amigos.
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6.12.11
então o combinado é que você tem até os trinta e cinco para acumular dinheiro e após isso, você tem o resto da vida pra gastar. aí você pára de acreditar nas verdades que o facebook te conta e vai ali no banco enfrentar uma fila, lidar com a realidade sem photoshop e sem flash um pouquinho.deixa eu desconectar essa disneilandia que tenho de ir ali pagar a conta de luz que ja venceu tem três dias.a realidade dá tapa na cara!
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17.11.11
luis gustavo
luis gustavo começou uma amizade com nietzsche
alguém curtiu isso
luis gustavo começou uma amizade com simone de beauvoir
quatro pessoas curtiram isso
luis gustavo curtiu beethoven
beethoven curtiu isso
luis gustavo começou uma amizade com um bicho preguiça
bicho preguiça começou uma amizade com beethoven
luis gustavo curtiu isso
luis gustavo curtiu bukowski
sete pessoas curtiram isso
assim caminha a humanidade
passado e futuro
curtir | |
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alguém curtiu isso
luis gustavo começou uma amizade com simone de beauvoir
quatro pessoas curtiram isso
luis gustavo curtiu beethoven
beethoven curtiu isso
luis gustavo começou uma amizade com um bicho preguiça
bicho preguiça começou uma amizade com beethoven
luis gustavo curtiu isso
luis gustavo curtiu bukowski
sete pessoas curtiram isso
assim caminha a humanidade
passado e futuro
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1.11.11
21.10.11
16.9.11
o som de uma bola de tênis batendo contra a parede.
repetição monótuna desse som
a velocidade com que a bola de tênis chega à parede vai
aumentando gradualmente até que
uma maçã-na mesma velocidade da bola de tênis- é atirada contra a parede se
espatifando inteira (!)
sujando todo o chão.
Em pedacinhos, a maçã.
a bola de tênis continua seu movimento contra a parede.
Só se lembra de ser tirada à força dos braços de seus pais.
Não sabe como foi jogada numa caixa junto com várias
parentes - suspeitava - que se pareciam demais com ela.
Dali então ficou um tempo em comunhão com aquelas - digamos- amigas.
Semanas na mesmíssima posição, olhando as mesmas figuras, as mesmas cores sempre.
Não estava aguentando a repetição infindável em que a vida dela se transformara. Ora bolas!
Com um mundo desse tamanho, grande assim, com tanta coisa pra conhecer, tantos ares pra
se respirar, tantas cores, por que eu só vou conhecer o vermelho?Por que? - Falava consigo mesma.
Um dia , lembra-se, que apareceu numa bonita loja, com ar condicionado, pessoas bonitas, as vezes tinha até música.
Uma senhora loira pegou-a nas mãos:
- Olha que bonita. Vou levar.
Dali ela só se lembra de uma escuridão muito grande.
Então saiu da escuridão e entrou num lugar iluminadíssimo, parecia um nave ou alguma coisa assim.
E logo depois, mais escuridão.Escuro e frio.Muito frio.Durante horas naquele frio enorme, naquele escuro, naquela solidão extrema.
De repente no meio da tarde, uma mão pegou-a e a colocou dentro de uma outra caixa, junto com uma bola de tênis.
o amor escolhe as coisas mais insignificantes pra mostrar sua força.
Ela se apaixonou na hora. Nunca vira um amarelo tão bonito quanto aquela bola felpudinha. Aqueles pelinhos deixavam-na sem freios. E aquelas letras escritas: Wilson. Tenis.Professional. Se apaixonou à primeira vista.Enlouquecidamente. Como quem toma alguma droga muito forte. Alucinada por aquela bolinha amarela de tênis.Ela começou a fazer milhares de planos, se imaginar em diversos lugares ao lado daquela bolinha amarela. No meio de um sonho desses, sentiu a bolinha de tênis sumir. Não sentia mais o calor daquela bolinha felpudinha. O desepero bateu forte. Ela não sabia o que estava contecendo, mas por uma fresta na caixa, conseguiu ver, do lado de fora da caixa, uma menina jogando a bolinha amarela contra a parede. Em desespero profundo, num ato impensado, ela fez uma força descomunal e conseguiu.Pasmem!Ela conseguiu, como que por mágica, saltar fora da caixa ultrapassando, tal qual uma atleta de salto com vara, o limite da caixa. Foi aparecer ao lado da menina que jogava a bolinha amrela contra a parede. Se ofereceu pra salvar a bolinha amarela.Um ato de bravura.Ou burrice, sei lá.
Quando ela sentiu o calor da mão da menina, falou pra si mesmo resignada: - Pelo menos eu conheci o amor.
E sorriu.
A menina pegou a maçã e como se fosse a mesma bolinha amarela.
Arremessou com toda força contra a parede.
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15.9.11
daqueles momentos em que nada agrada/aquelas horas em que tudo
que você disser pode ser a gota dagua/pequenos instantes em que só silenciar e
quietude/raros acontecimentos que te fazem não querer esse monte de LPs
empilhados/poeira e teia de aranha/toda essa cozinha/esse chuveiro quebrado e
banho frio/essa ansiedade gritando aqui/ esse poema incompleto/
o telefone tocou /cessou o nada/isso me agrada/ o dia valeu a pena/era ela/ terminei meu poema/
o telefone tocou /cessou o nada/isso me agrada/ o dia valeu a pena/era ela/ terminei meu poema/
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eu?
- tatá.
- to correndo.sempre pressa.meio atrasado.ligação perdida.olhar atento.desculpa o atraso.to indo embora.quer carona?aqui desse lado,aqui..assim mesmo.meu fluminense e meus desejos.um beijo do seu.eu aqui em qualquer lugar aqui, espaço pra vazão a idéias. ficção criando uma verdade pseudo pessoal. "eu quero uma verdade inventada"
leia me
divagando também
[alter]ego marginal