divagações concretas concretudes abstratas

e um copo vazio está
cheio de ar

5.11.08

prometera não mais comprar cuecas
assinou um abaixo assinado contra a limpeza urbana
queria andar nu de ipanema até a gávea
não queria saber de chocolate, leite condensado, picolé de limão e pingo de leite
dizem que vagava a noite, cigarro aceso, declamando poesias soltas pela orla
quando o dia, os primeiros raios o acordavam, comia bolo ana maria e café puro
dizia aos vizinhos que não era dessa cidade,desse país, quiçá desse planeta
comentava com os porteiros planos infalíveis contra o sistema
dizia-se apolítico
tinha pena das moças magras das revistas: sorrisos pré fabricados,bocas e caras
guardava em casa, uma caixa com fotos antigas
tinha mania de colecionar latas de cerveja
não comprava isqueiros,só usava fósforos
sentia saudade de muita gente e de uma certa menina
não gostava de multidão
nutria intimamente, desejo de se apaixonar,
só não admitia
precisava comprar uma cafeteira pras manhãs
e um cinzeiro pras dores de amar e
não









:

3 comentários:

alice disse...

LINDO!

Super disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Diane disse...

Lindo!!! :))

eu?

Minha foto
to correndo.sempre pressa.meio atrasado.ligação perdida.olhar atento.desculpa o atraso.to indo embora.quer carona?aqui desse lado,aqui..assim mesmo.meu fluminense e meus desejos.um beijo do seu.eu aqui em qualquer lugar aqui, espaço pra vazão a idéias. ficção criando uma verdade pseudo pessoal. "eu quero uma verdade inventada"

leia me

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[alter]ego marginal

quantas?

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